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SIMPLESMENTE JOHNNY- Entre o Amor e a Máfia

Capítulo 2 Você precisa de mim

Palavras: 1671    |    Lançado em: 20/01/2026

inda gritava dentro de mim. Eu acordava, olhava para o teto descascado do quarto e tentava convencer a mim mesma de que aquilo tinha acabado. Que eu

edecia só comando

, eram sensações. O peso do olhar dele. A forma como tudo pareceu controlado, calculado, quase in

viver sem me perder outra vez. Eu não queria voltar a aquela casa , e também não queria sen

s circunstâncias. O aluguel, as contas pagas e um perfume maravilhoso que ficou no

a uma entrevista de emprego, senti algo

erros nem histórias mal contadas. Vesti a melhor roupa que tinha, prendi o cabelo com cuida

ada por um fio invisível. Quando ouvi que começaria no dia seguinte, minhas pernas quase cederam.

seguinte

estava da do

escritório era silencioso, organizado, previsível. Eu gostava disso. Gostava de saber exatamente o que esperar de cad

, eu não precisei

tir aquele ambiente pesado me engolindo. Às vezes, à noite, o rosto dele surgia na minha memória sem a

ue tinha deixado

lho e vi o carro. O mesmo carro qu

m. Mas aquele carro não pertencia ali. O luxo, a descrição dos vidros escuros, um carro lux

ou antes mesmo de e

ecia aqu

do cheguei ao portão de casa, minhas mãos tremiam levemente enquanto procurava a ch

Eve

. Fiquei imóvel por um segundo que pareceu l

. A mesma postura séria, a mesma expressão contida. Ele se

- disse, apontando dis

em casa. Fechar o portão. Mas algo dentro

sen

o forte que eu tinha certeza de que ele podia

estav

se apenas mais um detalhe irrelevante no mundo dele. Ele me olhou no instante em que a porta se

ocê mora? - e

balancei

r um breve momento, depoi

mas vezes - disse.

ômago se

se que você n

responder. Qualquer palavra parecia p

erguntou- Você

va mais do que um tom agre

- respondi, por fim.

rvou por alg

o primeiro dia que vo

eso daquel

i que... - com

isse. - Não gosto de pe

ra uma ameaça direta, mas so

mas agora tenho um emprego, posso pagar minhas con

- responde

me desco

que está aqui

nou levemente

o que você vá se

Como se fosse algo óbvio. Como se minha v

i aquela pressão invisível que nã

posso -

ele respondeu, com

ando e nada contra, mas aquilo não é ambie

disse. - E

u faltar por

problemas - fale

pondeu. - Por i

ria chorar, gritar, correr. Mas fiquei a

ele vem te buscar.

do carro, convite d

etou ele. -Mandar

estivesse andando sobre vidro. Fechei a porta e encostei

uela história nu

nha fingi

ele estava

por q

onitas de um jeito evidente, seguras, bem arrumadas, sabiam exatamente o papel que desempenhavam. Eu, não. Eu estava ali

ansada, com marcas de uma vida que nunca foi fácil. Nada em mim parecia extraordinário. Nada q

assim...

ia a presença dele mesmo quando estava sozinha. Não como uma lembrança suave, mas como uma força. Al

me ass

espécie de atração silenciosa, perigosa. Não era encanto fácil, nem desejo explícito. Era a sensaç

a toda a lógic

lher que ele podia chamar quando quisesse. Se aquele encontro que ele impôs seria apena

upidez pensar que seria. Ób

Mas também não conseguia fingir que nada daquilo me atravessava. Havia algo nos olhos dele - um misto d

sse isso o m

minha casa. A porta se abrindo. O silêncio carregado daquele interior escuro. Meu corpo reagia

abia quem

que ele esp

que aquele novo enc

do pensei nele, não

expec

a apenas indo ao encontro dele. Eu estaria indo ao encontro

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