SIMPLESMENTE JOHNNY- Entre o Amor e a Máfia
inda gritava dentro de mim. Eu acordava, olhava para o teto descascado do quarto e tentava convencer a mim mesma de que aquilo tinha acabado. Que eu
edecia só comando
, eram sensações. O peso do olhar dele. A forma como tudo pareceu controlado, calculado, quase in
viver sem me perder outra vez. Eu não queria voltar a aquela casa , e também não queria sen
s circunstâncias. O aluguel, as contas pagas e um perfume maravilhoso que ficou no
a uma entrevista de emprego, senti algo
erros nem histórias mal contadas. Vesti a melhor roupa que tinha, prendi o cabelo com cuida
ada por um fio invisível. Quando ouvi que começaria no dia seguinte, minhas pernas quase cederam.
seguinte
estava da do
escritório era silencioso, organizado, previsível. Eu gostava disso. Gostava de saber exatamente o que esperar de cad
, eu não precisei
tir aquele ambiente pesado me engolindo. Às vezes, à noite, o rosto dele surgia na minha memória sem a
ue tinha deixado
lho e vi o carro. O mesmo carro qu
m. Mas aquele carro não pertencia ali. O luxo, a descrição dos vidros escuros, um carro lux
ou antes mesmo de e
ecia aqu
do cheguei ao portão de casa, minhas mãos tremiam levemente enquanto procurava a ch
Eve
. Fiquei imóvel por um segundo que pareceu l
. A mesma postura séria, a mesma expressão contida. Ele se
- disse, apontando dis
em casa. Fechar o portão. Mas algo dentro
sen
o forte que eu tinha certeza de que ele podia
estav
se apenas mais um detalhe irrelevante no mundo dele. Ele me olhou no instante em que a porta se
ocê mora? - e
balancei
r um breve momento, depoi
mas vezes - disse.
ômago se
se que você n
responder. Qualquer palavra parecia p
erguntou- Você
va mais do que um tom agre
- respondi, por fim.
rvou por alg
o primeiro dia que vo
eso daquel
i que... - com
isse. - Não gosto de pe
ra uma ameaça direta, mas so
mas agora tenho um emprego, posso pagar minhas con
- responde
me desco
que está aqui
nou levemente
o que você vá se
Como se fosse algo óbvio. Como se minha v
i aquela pressão invisível que nã
posso -
ele respondeu, com
ando e nada contra, mas aquilo não é ambie
disse. - E
u faltar por
problemas - fale
pondeu. - Por i
ria chorar, gritar, correr. Mas fiquei a
ele vem te buscar.
do carro, convite d
etou ele. -Mandar
estivesse andando sobre vidro. Fechei a porta e encostei
uela história nu
nha fingi
ele estava
por q
onitas de um jeito evidente, seguras, bem arrumadas, sabiam exatamente o papel que desempenhavam. Eu, não. Eu estava ali
ansada, com marcas de uma vida que nunca foi fácil. Nada em mim parecia extraordinário. Nada q
assim...
ia a presença dele mesmo quando estava sozinha. Não como uma lembrança suave, mas como uma força. Al
me ass
espécie de atração silenciosa, perigosa. Não era encanto fácil, nem desejo explícito. Era a sensaç
a toda a lógic
lher que ele podia chamar quando quisesse. Se aquele encontro que ele impôs seria apena
upidez pensar que seria. Ób
Mas também não conseguia fingir que nada daquilo me atravessava. Havia algo nos olhos dele - um misto d
sse isso o m
minha casa. A porta se abrindo. O silêncio carregado daquele interior escuro. Meu corpo reagia
abia quem
que ele esp
que aquele novo enc
do pensei nele, não
expec
a apenas indo ao encontro dele. Eu estaria indo ao encontro