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Cativa do Submndo

Capítulo 2 Prólogo

Palavras: 2155    |    Lançado em: 21/01/2026

LI

e o escritório como

raz consigo o cheiro úmido das ruas de Nova Orleans, misturado a promessas que ninguém o

ncia mu

dez do ambiente. A estação fria se despede sem cerimônia, e, logo adiante, a primavera ameaça começar,

manece, mas já não é o mesmo, ele pulsa e pressente. Como se até as paredes soubessem que ciclos estão se e

i feito para confor

ao atravessar a porta pesada de madeira escura, o ar muda. Há silêncio demais

u aviso. Uma arma repousa à vista, não como ameaça explícita, mas como lembrança constante de autoridade. Ao lado, docume

em alinhados demais para serem apenas arte. Alguns retratam paisagens europeias, outros rostos se

quem manda não para quem espera. À frente dela, cadeiras mais simples, pr

s, ocultam expressões, destacam gestos mínimos. O cheiro é uma mistura de madeira

rleans pulsa, viva e alheia. Aqui dentro, decisões são tomadas sem pressa, des

trono moderno e quem entra ali

construída, derrubando inimigos um a um enquanto me afastava, passo a passo, da mulher que um dia acreditei ser. Para não ruir, ergui um castelo de gelo, alto, frio, intransponível

am diante de mim, não por devoção, mas por instinto de sobrevivência. Conhecem meus gostos, minhas regras, meus silêncios peri

. Às vezes me questiono se ela ainda existe, uma mulher que aceitou assumir essa identidade como quem assina uma sent

e não previa

ronteiras morais que jamais constaram em qualquer manual. E, às vezes, diante do espelho, encaro meu reflexo por tempo demais, tentando reconhe

ra deixou de ser proteção e passou a ser pele. Só sei que, neste jo

s identidades não se int

tabuleiro estava disposto diante de mim havia anos, e cada movimento anterior me trouxera exatamente

precisava de uma peça específica. R

uidade, pela obediência e pela ilusão de segurança. Quando eu a tomasse para mim, não haveria retorno.

a apenas o suficiente para reconstruí-la à minha imagem. Não como vítima. Mas

ilidades quando foi traída por uma inter

ha de

pensamentos como uma l

iente, antes de

e primeiro se bate à porta e somente depo

deira da mesa, o som seco ecoando pelo escri

iada comum, faria is

posta, um excesso de c

, algumas peças não sabem

que cuidaria da minha doce irmãzinha. - deixei as palavras escorrerem devagar, afiadas, enquanto el

r como ameaça vazia. Apoiei os cotovelos na

hóspede no calabouço? - perguntei com ir

sviou o olhar,

adas, ferros cravados nos dedos... ele se urinou inteiro. Agora está falando demais. Rotas

ustentava sem mãos poderosas por trás. Ainda assim, percebi o quão perto eu estava de desmontar

murmurei. - O relatório sobre

na poltrona, abrindo-a com calma, saboreando o momento. Cada página folheada revelava camadas de podridão, l

mais velha? - Rosalie ainda ousava questionar meus ju

enas o suficient

quer coisa para proteger o legado que acredita ter construído. - Fechei a pasta por um instante. - Nada t

mentos. Fotos. Relatório

espeito, sem gentileza. Desde a educação rígida até as roupas que a apagam. Enquanto

Alguns pais sacrificam peões sem hesitar e algu

ermissão, a voz baixa, quase um sussurro que roçou meu ouvido. - É demais até m

apenas inspirei com calma, sentindo o peso d

tom. - E é exatamente por isso que serei eu a conduzir tudo. -

inhei até a janela, observand

claro nas entrelinhas que não se tratava de uma sugestão. -

o parecia mais duro

ixa, porém firme. - E esse outro pode não ter o mesmo cuidad

segundos. Conhecia-me o suficiente para sa

urou, por fim. - então

resp

es não dão errado. Elas apenas cobram um p

ace, e ela fará qualquer coisa para preservar o status que construiu. Mulheres como ela não p

er o quão fundo conseguia mergulhar nessa personagem, não apenas vestindo-a, mas entregando-lhe cor

os visitá-los amanhã cedo? -

reflexo no vidro da janela. A mulher que me observ

á uma surpresa. E avise aos melhor

guiu era denso, carr

emplo moderno erguido para o desejo em todas as suas formas, confessáveis ou não. Lá dentro, máscaras c

esejo, quando bem conduzido, é

discutidos em escritórios formais. Ali, homens poderosos acreditam estar no controle enquanto entregam suas fraquezas em bandej

cada taça erguida é um acordo silencioso, cada sorriso, uma

eaça, mas pela confiança depositada na pessoa

encarar Rosie e, em seguida, deixei meu olhar cair sobre o tabuleiro de xadrez repousando

as a primeira jogada, mas o caminho a

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Cativa do Submndo
Cativa do Submndo
“SLOW BURN + ENEMIES TO LOVERS + RELACIONAMENTO POR CONTRATO + DARK ROMANCE NA MÁFIA + AGE GAP Lilith Ferretti Belladonna governa seu território como quem dita leis invisíveis, cobrando dívidas que atravessam gerações. Quando decide derrubar uma família poderosa que prosperou traindo alianças e desafiando seu império, não busca vingança imediata. Busca algo pior: pagamento irreversível. Conhecida por todos como Rainha de Copas, ela aprendeu cedo que o submundo não respeita promessas, apenas marcas. Cicatrizes, contratos, nomes riscados a sangue. A dívida existe, antiga, documentada, incontestável e cobra seu preço em carne. Para salvar as filhas mais novas da ruína, a família oferece a primogênita. A filha mais velha, Eliza Angie La Notte, adulta, preparada para obedecer, moldada para servir aos interesses alheios. Entregue não como refém, mas como quitação. Um corpo vivo para selar um acordo que não admite devolução. Ela chega ao território de Rainha de Copas marcada antes mesmo do primeiro toque: pelo medo, pelo silêncio forçado, pelo olhar que aprende rápido demais onde pisa. O que deveria ser apenas posse estratégica se transforma em algo mais obscuro. Lilith não se contenta em dominar, ela observa, provoca, invade, impondo presença, controle e desejo. Cada ordem é uma linha traçada. Cada aproximação, uma ameaça velada. Cada recuo, um convite. Entre as duas nasce uma tensão corrosiva: de um lado, o poder absoluto e a obsessão crescente e do outro, a resistência que se dissolve em desejo proibido, culpa e amor. No submundo, Lilith começa a querer mais do que obediência, quer a entrega voluntária. Quer ser desejada tanto quanto é temida. Quer marcar não só a pele, mas a vontade. Enquanto guerras silenciosas se armam e inimigos se movem nas sombras, a dívida já foi paga, mas o preço real começa agora. Porque algumas marcas não pertencem ao passado. E quando o submundo cobra de volta, resta apenas saber: quem sobrevive quando o desejo vira posse e a obsessão vira lei? Prepare-se para mergulhar em um dark romance sáfico em Cativa do Submundo.”
1 Capítulo 1 Avisos2 Capítulo 2 Prólogo3 Capítulo 3 Contrato de Silêncios4 Capítulo 4 Entre o medo e a queda5 Capítulo 5 A dívida6 Capítulo 6 O Jogo Antes do Toque7 Capítulo 7 Manual da Rendição8 Capítulo 8 A Ruína9 Capítulo 9 Nada É Tão Perigoso Quanto Nós10 Capítulo 10 O Prazer Não Pede Permissão11 Capítulo 11 A Mulher Que Ensina a Cair12 Capítulo 12 À beira do abismo13 Capítulo 13 Desejo e rendição14 Capítulo 14 Jogadas15 Capítulo 15 Désirée16 Capítulo 16 Regras17 Capítulo 17 Causa e Consequência18 Capítulo 18 Queimar19 Capítulo 19 Aos seus pés20 Capítulo 20 Desejo e rendição21 Capítulo 21 Desejo e humilhação22 Capítulo 22 Liberdade23 Capítulo 23 Meu prazer24 Capítulo 24 Tormenta25 Capítulo 25 Castigo26 Capítulo 26 Controle27 Capítulo 27 Dominação28 Capítulo 28 Luxúria29 Capítulo 29 Rendição doce30 Capítulo 30 Gosto amargo do prazer