Cativa do Submndo
ss
ritmo mais lento, mais perigoso. O ar traz consigo o cheiro úmido das ruas de Nova Orleans, misturado a prom
ncia mu
dez do ambiente. A estação fria se despede sem cerimônia, e, logo adiante, a primavera ameaça começar,
manece, mas já não é o mesmo, ele pulsa e pressente. Como se até as paredes soubessem que ciclos estão se e
i feito para confor
ao atravessar a porta pesada de madeira escura, o ar muda. Há silêncio demais
u aviso. Uma arma repousa à vista, não como ameaça explícita, mas como lembrança constante de autoridade. Ao lado, docume
em alinhados demais para serem apenas arte. Alguns retratam paisagens europeias, outros rostos se
quem manda não para quem espera. À frente dela, cadeiras mais simples, pr
s, ocultam expressões, destacam gestos mínimos. O cheiro é uma mistura de madeira
rleans pulsa, viva e alheia. Aqui dentro, decisões são tomadas sem pressa, des
trono moderno e quem entra ali
construída, derrubando inimigos um a um enquanto me afastava, passo a passo, da mulher que um dia acreditei ser. Para não ruir, ergui um castelo de gelo, alto, frio, intransponível
am diante de mim, não por devoção, mas por instinto de sobrevivência. Conhecem meus gostos, minhas regras, meus silêncios peri
. Às vezes me questiono se ela ainda existe, uma mulher que aceitou assumir essa identidade como quem assina uma sent
e não previa
ronteiras morais que jamais constaram em qualquer manual. E, às vezes, diante do espelho, encaro meu reflexo por tempo demais, tentando reconhe
ra deixou de ser proteção e passou a ser pele. Só sei que, neste jo
s identidades não se int
tabuleiro estava disposto diante de mim havia anos, e cada movimento anterior me trouxera exatamente
precisava de uma peça específica. R
uidade, pela obediência e pela ilusão de segurança. Quando eu a tomasse para mim, não haveria retorno.
a apenas o suficiente para reconstruí-la à minha imagem. Não como vítima. Mas