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Cativa do Submndo

Capítulo 3 Contrato de Silêncios

Palavras: 2028    |    Lançado em: 21/01/2026

l

as com silêncios longos, olhares calculados e pequenas humilhações diárias que moldam uma criança mais rápido do que qualquer castigo explícit

e lhe foi imposto com uma dignidade que hoje reconheço como co

a arrancou de mim quando eu tinha apenas sete anos. No dia do enterro, enquanto eu ainda tentava ent

i tudo sem que ningué

genitura foi substituída por algo bem mais cruel: tornei-me o peso. A presença a ser ignorada, a

ouco, ocupar pouco espaço, desejar menos ainda. Submissão tornou-se uma segunda pele, conf

, dentro de mim, algo permaneceu intocado. Uma resistênci

decia,

dia,

va, guardav

r dócil, estavam criando algo muito mais perigoso: uma

, encontram o momento certo para

do certo, tive de ceder lugar a Ariella e Ariadna. Segundo minha mãe, não havia dinheiro suficiente para man

la disse, como se maturidade fosse sinônimo

hos dele. Uma concessão disfarçada de responsabilidade. Um sacrifício exigido em nome da harmonia f

era, pela primeira vez não carreguei um sobrenome pesado demais para meus ombros. Não era a fi

era ap

sem medo de desagradar. A invisibilidade, que sempre fora minha punição, tornou-se meu

fora e aten

sperar e eu aprendi que algumas mulheres floresce

ser ignorado. Ainda era cedo quando vozes ecoaram do andar de bai

ão se tratava de uma visita comum. Era alguém que deveria ser t

e da janela

hã. Vi homens descerem primeiro, armados, atentos, formando um perímetro ao redor do segundo veí

ugar onde pisa, mesmo quando invade. Atrás dela, uma moça caminhava alguns passos atrás, discreta, obediente demais, clarament

ignorar, o loiro claro que emoldurava o rosto, a altura que impunha presença, as cu

em silêncio, consciente do efeito que causava, ainda que fingis

coaram na porta do meu q

pronta, vestida, composta como sempre me ensinaram a estar, ela soltou um sus

- murmurou, qua

guém que sempre aprendeu a obedecer e e

go essencial: nada naquela c

diatamente na sala. - a criada anunciou com um

sim como todos naquela casa, que eu não mandava em nada a

ue chegaram? - pergunte

como se pronunciar aquele nom

ete anos. Agora é temida... e respeitada por toda Nova Orleans. A palavra dela é lei. - Engoliu em s

z, mas também algo pa

m um minuto.

m cuidado excessivo, como se o próprio ar estivesse prestes

Apagavam minha silhueta, minha presença, quase minha existência. Um uniforme silencioso para quem aprendeu a não ser vista.

as por causa de uma visita que, pelo peso que já

e, ao descer aquelas escadas, eu deixaria para trás mais do que alguns minutos da minha rot

nuca, no modo como meu corpo permanecia tenso mesmo tentando parecer sereno. A mulher imponente permanecia de pé no centro da sala, como se aquele espaço sempre

a usar como escudo. Ela não estendeu a mão e não ofereceu um sorriso. Posso jurar que seu olhar passou

meu padrasto ecoou quando ele desceu os últimos degraus e se juntou a nó

mão. Meu padrasto não hesitou: curvou-se rapidamente

e, controlada. - Não sabia que precisav

le enquanto tentava recupera

pode vir semp

cabeça, como quem aceita

untou, sem pressa. - Ou o senhor

te. Quando ergui os olhos, fui atingida por aquele azul glacial, intenso,

e apressado, estalando os dedos em seguida

aço com firmeza excessiva, guiando-me até uma poltrona isolada, enquanto ele

separada c

or Ethan. - Lilith foi direta, a vo

ida do senhor Ethan, pelo modo como seus dedos se entrelaçaram com fo

o, atento, inevitável, tive a estranha sensação de

a forçada. O tom era controlado, mas o olhar que lançava em minha

-me imed

nha de Copas? - pergunte

ínimo, quase acidental, mas intenso o suficiente para fazer meu corpo inteiro estremecer. O arrepio percorreu-me sem permissã

e servi um copo ao meu padrasto, a minha mãe e à a

disse, a voz baixa, firme. - Não c

do olhar dela sobre mim, frio, invasivo, como se me despisse camada por camada,

s a sua esposa deixou de pagar as parcelas da sua dívida. - Fez uma breve pausa, ca

aos criados, como se quisesse esvaziar a sala. Mas antes que pudesse ordenar qualquer coisa, os homens armados d

vou a voz,

mpromissos - continuou, lentam

havia ameaça explícita, apenas a certeza de que

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Cativa do Submndo
Cativa do Submndo
“SLOW BURN + ENEMIES TO LOVERS + RELACIONAMENTO POR CONTRATO + DARK ROMANCE NA MÁFIA + AGE GAP Lilith Ferretti Belladonna governa seu território como quem dita leis invisíveis, cobrando dívidas que atravessam gerações. Quando decide derrubar uma família poderosa que prosperou traindo alianças e desafiando seu império, não busca vingança imediata. Busca algo pior: pagamento irreversível. Conhecida por todos como Rainha de Copas, ela aprendeu cedo que o submundo não respeita promessas, apenas marcas. Cicatrizes, contratos, nomes riscados a sangue. A dívida existe, antiga, documentada, incontestável e cobra seu preço em carne. Para salvar as filhas mais novas da ruína, a família oferece a primogênita. A filha mais velha, Eliza Angie La Notte, adulta, preparada para obedecer, moldada para servir aos interesses alheios. Entregue não como refém, mas como quitação. Um corpo vivo para selar um acordo que não admite devolução. Ela chega ao território de Rainha de Copas marcada antes mesmo do primeiro toque: pelo medo, pelo silêncio forçado, pelo olhar que aprende rápido demais onde pisa. O que deveria ser apenas posse estratégica se transforma em algo mais obscuro. Lilith não se contenta em dominar, ela observa, provoca, invade, impondo presença, controle e desejo. Cada ordem é uma linha traçada. Cada aproximação, uma ameaça velada. Cada recuo, um convite. Entre as duas nasce uma tensão corrosiva: de um lado, o poder absoluto e a obsessão crescente e do outro, a resistência que se dissolve em desejo proibido, culpa e amor. No submundo, Lilith começa a querer mais do que obediência, quer a entrega voluntária. Quer ser desejada tanto quanto é temida. Quer marcar não só a pele, mas a vontade. Enquanto guerras silenciosas se armam e inimigos se movem nas sombras, a dívida já foi paga, mas o preço real começa agora. Porque algumas marcas não pertencem ao passado. E quando o submundo cobra de volta, resta apenas saber: quem sobrevive quando o desejo vira posse e a obsessão vira lei? Prepare-se para mergulhar em um dark romance sáfico em Cativa do Submundo.”
1 Capítulo 1 Avisos2 Capítulo 2 Prólogo3 Capítulo 3 Contrato de Silêncios4 Capítulo 4 Entre o medo e a queda5 Capítulo 5 A dívida6 Capítulo 6 O Jogo Antes do Toque7 Capítulo 7 Manual da Rendição8 Capítulo 8 A Ruína9 Capítulo 9 Nada É Tão Perigoso Quanto Nós10 Capítulo 10 O Prazer Não Pede Permissão11 Capítulo 11 A Mulher Que Ensina a Cair12 Capítulo 12 À beira do abismo13 Capítulo 13 Desejo e rendição14 Capítulo 14 Jogadas15 Capítulo 15 Désirée16 Capítulo 16 Regras17 Capítulo 17 Causa e Consequência18 Capítulo 18 Queimar19 Capítulo 19 Aos seus pés20 Capítulo 20 Desejo e rendição21 Capítulo 21 Desejo e humilhação22 Capítulo 22 Liberdade23 Capítulo 23 Meu prazer24 Capítulo 24 Tormenta25 Capítulo 25 Castigo26 Capítulo 26 Controle27 Capítulo 27 Dominação28 Capítulo 28 Luxúria29 Capítulo 29 Rendição doce30 Capítulo 30 Gosto amargo do prazer