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Prometida oo Capo

Prometida oo Capo

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Capítulo 1 Ane Moretti

Palavras: 3207    |    Lançado em: 02/02/2026

inha passado a tarde inteira revisando neuroanatomia, rabiscando mapas mentais sobre o sistema límbico e ouvindo música clássica ao fundo, como sempre fazia nas vésperas de provas

e papel, a única combinação que me

até ouvir aq

ai nunca batia a port

livros ainda pressionados contra o peito como

tenas de vidas com as próprias mãos, o pai que nunca havia erguido a voz em toda a minha existência, estava curvado, abatido, com os olhos vermelhos e a gravata pendendo torta no pescoço. Pare

recisamos

u estômago se apertar antes que qualquer palavra específica chegasse. Abaixei os livros no braço do sofá e fui até ele. Meu pai afundou na poltrona

infância, que me haviam ensinado a andar de bicicleta, que haviam assinado minha matrícula na faculdade de medicina c

eceu? Você tá

uele tipo de respiração que antecede revelações -,

o um tumor no cérebro. Inoperável, segundo os médicos. - Ele soltou uma risada amarga, desprovida d

o idioma português houvesse subitamente se tornado estrangeiro para mim. Tumor. Falido. Inoperável. Cada su

rei, a voz saindo num fio tão fi

sorte que já havia abandonado, sobre as fichas que se multiplicavam nas mesas erradas, sobre o desespero crescente de um homem que descobrira ter um tumor no cérebro e decidira, na sua loucura particular, que a fortuna poderia pagar a cont

ue só ele conseguia ver. - Mas eu já tinha perdido tudo. A dignidade... o futuro. E ele sabia disso

nça, a casa, os investimentos, os instrumentos cirúrgicos que guardava como se fossem extensões do pró

ê...

eceram uma saída. Disseram que, em troca, você se casaria com o filho do Don, Sebastian Mancini. As dívidas ser

ortantes como navalha passada devagar. - Como se eu foss

a fora. A imagem do meu pai destruído era algo que eu nunca havia imaginado ver. Aquele homem sempr

e trocado por f

ertencia a esse universo sombrio. - Ele hesitou, e naquela hesitação eu aprendi que o pior ainda estava por vir. - Foi aí que o Don acenou para um dos capangas, que jog

fotografias e histórias narradas com carinho e tristeza, havia sido filha de um mafioso? Minha identidade inteira estava

realidade, minha própria identidade estava desm

ça. Passos ecoaram pela casa, pesados, seguros, impossíveis de ignorar, e em segundo

curo que custava mais do que qualquer coisa que eu jamais possuíra. O olhar de aço, fixo em mim co

bastian Mancini. Estou aqui para l

tinha escolha ou opinião ou voz. Apenas levar, como se eu fo

eça. Silêncio. Culpa. Derrota. A pior

que consegui reunir, sentindo cada centímetro do meu corpo se enrijecer contra a situ

amente - mas não o suficiente. Em dois passos, estava próximo demais. Os dedos dele envolv

oz baixa e perigosa como o som que antecede uma tempes

ei me soltar, mas ele segurou fi

as bateram no chão frio do hall de entrada, e a dor mal doeu comparada à humilhação de

ou a arma do coldre e a apontou para a cabeça do meu pai com um movime

levantando de um sal

isse Sebastian, olhando para mim com a calma de um

ian, por

ois

or amargo da rendição preenchendo

ertificando-se de que minha rendição era real e não um prólogo para outra resistência. Depois ace

ar o que

a mochila. Havia coisas que não podiam esperar nem três segundos: eu precisava saber que ainda era capaz de me mover, de escolher, de agir, mesmo que a ação fosse apenas d

tempo que me res

*

Três cadernos, um jaleco, dois livros de neuroanat

impaciente, mas eu o ignorei. Me

u

s nem para levantar a cabeça. As mãos tremiam no colo. Os o

mil pedaços. Eu não sabia se queria abraçá-lo

Pa

u vi tudo. A dor. O arrependimento. A culpa que já

Eu falhei com você. Com sua mã

. Não na frente de Sebastian. Não na frente daqueles h

r que não me contou? Por que me jog

ngoli

você... e, no fim, só te vendi. - Ele

e segurei sua mão.

- Mesmo depois de tudo. E eu ainda te amo. Mas

os com força. - E eu vou carr

mesmo que me dava segurança quando eu era criança. E desejei, por um instante des

mbro dele. - Que vai fazer esse tratamento. Qu

m fio de voz. - Mas você

com o rosto

O

ue eles apagu

tudo o que eu podia prometer. E

lutância. E quando virei para a porta, Sebastian já

- como se até o mundo, cúmplice silencioso, soubesse que algo havia sido

condiam segredos. Os motores ligados vibravam com paciência predatória. Homens de terno e olhares duros se manti

transformando a calçada num espelho opaco. Mas nenhuma água do mundo

ta permanecia aberta. Um convite? Não. Uma ordem disfarçada de genti

garganta como se o próprio unive

ado no sofá. O mesmo sofá onde eu cresci deitando com os pés no colo dele. Agora, ele

s pés não se moveram. Porque eu sabia a verdade cruel e simples:

pé diante do outro, arrastando minha al

o caro e um silêncio que pesava como concreto. A porta se fechou com

a a janela, os dedos batendo no apoio de braço com uma calma irritante. Como se est

iram com precisão coreografada. Um comboio. Um

as lojas... tudo seguia como se eu não estivesse ali. Como se eu tivesse deixado de existir. Eu já não fazia pa

ançava, mais o pânico se

. Ter que conviver com criminosos bem vestidos, sorrir em jantares cheios de sangue oculto, ouvir ord

omem que me tirou à

. Meus dedos se fecharam no tecido da cal

tentas

atariam? Me caçariam como u

tátua de mármore, insensível e impecável, com olhos que sabiam demais e

para descansar. Mas

mim morria. E outra, desconhecida, nascia. Uma

era Ane

u teria que s

para sobreviver ao mun

uma única palavra durante todo o trajeto, como se eu fosse uma carga que precisava ser t

avras, eu poderia reagir. Com o silêncio dele, eu ficava sem alvo para a minha raiva, sem onde col

crescer, as pessoas que passavam sem saber que uma vida estava sendo dissolvida dentro daquele carro preto - t

nha vida adulta a me tornar algo. Alguém. A mulher que meu pai havia criado com tanto orgulho, apesar das cir

sendo levada co

eles podiam me levar, podiam me obrigar a entrar naquela mansão, a usar o sobrenome deles, a aparecer nas fotos certas nos event

para a janela do outro lado, aquele perfil anguloso e impassível q

iria como

mano por baixo daquele controle absoluto. Que eu não estava sendo entregue a uma m

têm rac

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Prometida oo Capo
Prometida oo Capo
“Ane Moretti é vendida como moeda de troca em um jogo da máfia italiana e forçada a um noivado com Sebastian Mancini, um homem frio, dominante e acostumado a controlar tudo - inclusive pessoas. O que começa como um acordo de poder rapidamente se transforma em uma guerra silenciosa entre desejo, ódio e obsessão. Ane luta para não desaparecer dentro do sobrenome Mancini, enquanto Sebastian descobre que a única mulher que não consegue dominar é justamente aquela que ele se recusa a perder. Entre contratos, alianças perigosas e um desejo que ameaça destruir ambos, eles aprendem que, na máfia, não existe liberdade, nem divórcio. Só posse. Só sobrevivência. E um amor capaz de condenar.”