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As Cicatrizes Que Ela Escondeu do Mundo

Capítulo 4 4

Palavras: 592    |    Lançado em: 25/02/2026

ava de sua calça de moletom, formando poças no mármore italian

ta de carval

e seda, verde esmeralda. O cabelo estava a

voando para a boca. "Olhe para

aço. Nem lágrimas de alegria. Apenas cho

," disse

cashmere branco e macio que parecia custar mais qu

fina. Ela correu para frente, braço

nçou para

lado. Foi um movimento suave,

te. "Você vai sujar seu cashm

olhou além dela para Afonso, que subia os degr

lta," Pluma sussurr

se moveu para o lado de Pluma, colocand

to, mais afiada que suas costelas machuc

ente, olhando para a entrada da gar

istal no teto era cegante. A luz refletia no

endendo a mão para o saco plástico de Alvorada.

para longe, apertando-

da escada segurando um copo de uísque, r

as pairou no a

lvorada calmamente. "É a

s olhos. "Dramáti

lisando o vestido. "Cuidado co

"E o que eu sou? O cachorro vira-lata que

sviou o olhar, incapaz d

uavemente, encostando-se em Afonso. "Certifiq

fotos de família. Agora, eram diferentes. Havia fotos de Pluma se forman

avia sumid

disse Alvorada. "Não me

passando, deixando apenas a dor no tornoze

ça. A dor aguda a ancorou. Não de

ara a empregada. "Leve Alvorada par

ara Afonso. Não olhou para sua família. Ela caminhou mancando, arrast

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As Cicatrizes Que Ela Escondeu do Mundo
As Cicatrizes Que Ela Escondeu do Mundo
“Três anos depois de ser arrastada pelos portões de ferro do "Campo de Correção Selvagem", Alvorada finalmente voltou para a mansão da família, mas não como filha. Ela voltou como um segredo sujo. Sua irmã perfeita, Pluma, a recebeu com um abraço falso e roupas de cashmere, a mesma irmã que havia plantado drogas no carro de Alvorada e assistido, chorando lágrimas de crocodilo, enquanto a polícia a levava. Para os pais e o irmão, Alvorada era apenas a viciada que envergonhou o nome da família, a "ovelha negra" que precisava ser consertada. No jantar de boas-vindas, cercada por cristais e hipocrisia, o irmão zombou, perguntando se ela havia aprendido a fazer cestas na reabilitação. Alvorada não gritou. Ela apenas levantou a manga do suéter velho que pendia em seu corpo esquelético. O que a família viu não foram marcas de agulhas de vício, mas um mapa de tortura: crateras roxas de cigarros apagados na pele, queloides de queimaduras químicas e cicatrizes de algemas nos pulsos. "Isso é o que eu aprendi", disse ela, a voz morta, exibindo a carne queimada. "Aprendi o cheiro da minha própria pele queimando quando me recusei a assinar confissões falsas." Enquanto a mãe derrubava o vinho em choque e o irmão gritava que era automutilação para chamar atenção, apenas Afonso, o noivo da irmã, reconheceu a verdade brutal: aquelas feridas nas costas eram impossíveis de serem autoinfligidas. Naquela noite, exilada no chalé dos fundos e tratada com nojo, Alvorada não chorou. Ela abriu a lombada falsa de seu único pertence, um caderno velho, e ativou um telefone via satélite proibido. "Estou dentro", digitou ela para o hacker que lhe devia a vida. A garota frágil morreu no campo; quem voltou para casa foi a caçadora, e o jogo estava apenas começando.”