Rejeitada pelo companheiro, reivindicada pelo Alfa Ryder

Rejeitada pelo companheiro, reivindicada pelo Alfa Ryder

Loveday-helen

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"Rejeito Doris como minha companheira." As risadas vieram logo em seguida. Essa era a segunda vez que meu companheiro me rejeitou por eu ser muda. Quando completei dezoito anos, meu primeiro companheiro me rejeitou por esse mesmo motivo. Eu nunca queria participar da cerimônia de acasalamento, mas fui forçada a ficar lá e ver minha meia-irmã ser escolhida. Então, algo que ninguém esperava aconteceu. O Alfa me reivindicou como sua companheira na frente de todos! Fiquei chocada? Sim. Acreditei nele? Não. Achei que era uma piada de mau gosto? Com certeza. Afinal, nenhum Alfa escolheria uma garota rejeitada e muda como eu.

Rejeitada pelo companheiro, reivindicada pelo Alfa Ryder Capítulo 1

~ Candy ~

Hoje era o ritual de acasalamento. Eu estava, como sempre, limpando o quarto das minhas irmãs postiças gêmeas, Vanessa e Veronica.

Após ficar tanto tempo ajoelhada no chão, meus joelhos começaram a doer.

Enquanto isso, esfreguei uma mancha no chão do quarto de Vanessa até meus dedos queimarem, mas ela não desaparecia, me fazendo esfregar com mais força.

Como elas completaram dezoito anos hoje, era evidente que encontrariam seus companheiros. Já eu, com dezenove, não tinha nenhum.

Acordei bem cedo, por volta das cinco da manhã, para fazer a limpeza e cozinhar. Limpei todos os cômodos, inclusive o quarto das gêmeas.

Quando cheguei ao quarto de Henry, pulei essa parte, como de costume, pois ele sempre me pedia para não limpá-lo.

"Não se preocupe, irmã. Eu mesmo limpo", ele costumava dizer.

Na maioria das vezes, eu nunca tocava no quarto dele.

Eu ainda estava esfregando o corredor quando do nada me dei conta de que era o dia da cerimônia de acasalamento. Antes que eu pudesse terminar, minha madrasta entrou no cômodo onde eu estava.

"Candy, não acredito que você ainda não está pronta para a cerimônia. Você precisa ir e sair da minha casa hoje mesmo. Não me importo se você trouxer um ômega de baixo nível como seu companheiro, já que você não vale nada mesmo.

Toda vez que olho para você...", ela continuou dizendo, "vejo sua mãe. Você é igualzinha àquela vadia da sua mãe."

Essa era uma palavra que sempre me machucava.

Vadia.

Era a única coisa que ela chamava minha mãe, e isso sempre me deixava arrasada.

Me apressei para terminar, mas antes que eu pudesse ir para o meu quarto, as gêmeas passaram pelo corredor, arrastando seus pés sujos pelo chão que eu acabara de limpar.

Após rirem e irem embora, tive que limpar tudo de novo pela terceira vez.

Quando finalmente fui ao meu guarda-roupa para me arrumar para a cerimônia, não encontrei nada decente para vestir. Eram sempre as roupas que Vanessa e Veronica não queriam mais, roupas que elas já haviam danificado antes de jogá-las para mim.

Peguei uma calça jeans velha, desbotada e larga demais para mim, já que eu havia emagrecido com o tempo. As blusas pareciam mais trapos usados para limpar a cozinha do que roupas de verdade.

"Ou uma garota como nós," minha loba, que se chamava Candy, disse na minha cabeça.

"Então, o que vamos fazer agora?" "Precisamos encontrar nosso companheiro hoje," Candy perguntou.

Preferi ignorá-la porque já sabia a verdade.

Ninguém iria querer uma companheira que não pudesse falar.

Mesmo assim, fui em silêncio em direção à arena de acasalamento, não por ter grandes expectativas de encontrar meu companheiro naquele dia, mas porque queria tentar pelo menos uma vez.

"Nossa irmãzinha burra acha que vai encontrar um companheiro," disse Veronica, rindo.

"A Deusa da Lua jamais amaldiçoaria alguém com uma companheira como ela, a menos que fosse uma renegada," acrescentou Vanessa, me empurrando para o chão enquanto passavam por mim.

Quando o ritual de acasalamento começou, o clima ficou tenso. Aos poucos, os lobisomens começaram a sentir o cheiro dos seus companheiros.

De repente, senti um cheiro doce de morangos.

"Finalmente, temos um companheiro,"

Candy comemorou dentro da minha cabeça.

Nesse momento, o Gama se aproximou, mas no instante em que seus olhos encontraram os meus, a irritação tomou conta do seu rosto.

Foi então que percebi

que eu era sua companheira.

E, como eu já esperava, ele fez o que eu já esperava.

Ao declarar: "Eu, Julius, rejeito Candy como minha companheira."

Logo depois, as risadas ecoaram.

Não que eu não esperasse por isso, pois sempre soube que isso aconteceria... essa era a segunda vez que meu companheiro me rejeitava porque eu não podia falar.

Na matilha, eles me chamavam de garota burra, não porque eu fosse estúpida, mas porque eu era muda.

Julius era o Gama, o terceiro no comando da nossa matilha.

Todos eles tinham vinte e um anos, e essa era a terceira vez que Julius rejeitava sua companheira.

A primeira vez foi quando eu tinha dezessete anos. Os rumores diziam que ele a rejeitou porque ela era muito gorda, a chamando de fracassada e indigna de ser sua companheira.

A segunda vez foi quando eu tinha dezoito anos, ele rejeitou sua companheira no mesmo dia em que meu primeiro companheiro me rejeitou. Dessa vez, ele disse que ela era muito baixa.

E agora era a minha vez.... a terceira vez que ele me rejeitava só porque eu não podia falar, obviamente.

O que eu poderia esperar? Quem iria querer uma garota muda como companheira? Na verdade, eu não estava surpresa, já que esperava por isso, mas a humilhação... a dor de ser rejeitada mais uma vez foi mais forte do que eu gostaria de admitir.

Não era só constrangimento, mas a sensação silenciosa e avassaladora de que talvez essa fosse minha vida agora. Sempre rejeitada, sempre invisível, sempre sozinha.

Após a rejeição, olhei para os lados.

Todos estavam olhando para mim, alguns com pena, outros como se eu nem estivesse ali... Me senti como uma criança perdida no meio de uma multidão, sem nenhum amigo.

"Fico tão feliz que o Gama a rejeitou", sussurrou uma garota, se aproximando das suas amigas.

"O que ela estava pensando ao vir aqui? Honestamente, nenhum lobo sensato a escolheria", sussurrou outra garota.

As ignorei e virei a cabeça para o outro lado, avistando Veronica já perto do Gama, se exibindo como se fosse a escolhida.

Eles estavam namorando há meses antes da cerimônia, então eu esperava que ela fosse a companheira dele, e não eu.

Enquanto isso, Vanessa estava perto do Alfa, se atirando para cima dele.

O Alfa olhou para mim, e nossos olhos se encontraram por um momento, mas ele não disse nada. Ele não parecia interessado em Vanessa, embora ela continuasse se insinuando para ele.

Veronica ficou com o Gama, rindo e agindo com intimidade com ele, como sempre.

Eu fiquei ali sozinha, desejando nunca ter nascido.

Eu não nasci muda, minha madrasta e minhas meias-irmãs me fizeram ficar assim, mas elas fingiam que eu sempre fui assim.

Perdida nos meus pensamentos, Henry correu até mim.

"Ei, Candy. Por favor, me diga que você está bem", ele disse.

Balancei a cabeça, depois assenti, sem saber o que fazer.

Henry era a única pessoa na matilha que me aceitava como eu era. Ele tinha apenas dezesseis anos, mas era mais maduro do que a maioria deles.

Ele segurou minha mão enquanto nos afastávamos.

"O fato de você não ter encontrado seu companheiro hoje não significa que não o encontrará no futuro. Tente se manter otimista", ele disse gentilmente.

Assenti novamente.

Como eu não podia falar, assentir era tudo o que eu podia fazer. Quando eu precisava responder a alguma pergunta, as anotava em um pequeno caderno que sempre carregava comigo.

Assim que cheguei em casa, já esperava que minha madrasta gritasse.

Era normal ela ficar com raiva sempre que eu voltava sem um companheiro.

Quando cheguei à porta, a encontrei esperando. Meu pai também estava lá, mas no momento em que me viu, entrou novamente em casa, obviamente não querendo se envolver.

Na maioria das vezes, quando minha madrasta ou as gêmeas me maltratavam, ele permanecia em silêncio, sem dizer nada.

Eu não sabia se ele ficava feliz por eu estar sendo maltratada ou se simplesmente não se importava.

Às vezes, eu me perguntava se ele realmente se importava. Que pai veria sua própria filha sendo maltratada e simplesmente iria embora?

Quando me aproximei da minha madrasta, ela me olhou de cima a baixo.

As gêmeas já haviam voltado para casa e estavam rindo e cochichando ao lado dela.

Antes que eu pudesse entrar na sala, Henry segurou minhas mãos e me puxou para frente.

"Pare aí mesmo", minha madrasta gritou no momento em que eu estava prestes a entrar.

"Você acha que estava brincando quando te avisei, não é? Te avisei para não voltar para esta casa sem um companheiro. Eu te aguentei por dezenove anos, e não vou mais aguentar.

Você não é nada além de uma dor de cabeça para mim. Eu te disse para encontrar um companheiro, e agora mesmo, vá procurar qualquer um, traga um cachorro ou qualquer animal, não me importo, mas pare de vir aqui de mãos vazias. Você é uma lembrança sombria da sua mãe... uma vadia!"

As gêmeas se juntaram à mãe, suas vozes cruéis e altas.

"Sim, mamãe! A mãe dela era uma vadia! E a filha de uma vadia só pode ser uma vadia também!", disse Vanessa, enquanto Veronica ria.

"Parem com isso! Parem de tratá-la assim! Não é culpa dela ter sido rejeitada pelo seu companheiro.

O que vocês esperam que ela faça? Ela nem teve a chance de conhecer mais ninguém. Vocês não podem ter um pouco de compaixão?", Henry interveio, tentando me defender.

Furiosa, minha madrasta gritou com ele:

"Entre e pare de se intrometer! Não quero te ver perto da filha dessa vadia!"

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“"Rejeito Doris como minha companheira." As risadas vieram logo em seguida. Essa era a segunda vez que meu companheiro me rejeitou por eu ser muda. Quando completei dezoito anos, meu primeiro companheiro me rejeitou por esse mesmo motivo. Eu nunca queria participar da cerimônia de acasalamento, mas fui forçada a ficar lá e ver minha meia-irmã ser escolhida. Então, algo que ninguém esperava aconteceu. O Alfa me reivindicou como sua companheira na frente de todos! Fiquei chocada? Sim. Acreditei nele? Não. Achei que era uma piada de mau gosto? Com certeza. Afinal, nenhum Alfa escolheria uma garota rejeitada e muda como eu.”
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Capítulo 1

08/07/2028