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Cativa do Pecado

Cativa do Pecado

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Capítulo 1 Prólogo

Palavras: 2702    |    Lançado em: 15/07/2026

TRI

era um pressá

lgo que ainda não tem nome. Já era tarde da noite, e a cidade pulsa

asfalto úmido, vozes misturadas ao som distante de

adarias que resistiam abertas, flores recém-regadas nas varandas antigas, o tabaco

om sua promessa de chuvas, temperaturas mais brandas e a inevitável troca dos casacos pesados

estratégica. A varanda avançava sobre Paris como um camarote privado acima do mundo, oferecendo uma perspectiva quase insolente da cidade. Dali, o horizon

s. Pequenas embarcações cruzavam a água com movimentos lentos, como pensamentos que se recusam a desaparecer. As pontes de pedr

s. Mesmo à distância, era possível perceber a imponência da fachada, a rosácea central como um olho vigilante, os contornos esculpidos que pareciam conter hi

ndas de ferro trabalhado. As fachadas haussmannianas exibiam suas colunas discretas, sacadas simétricas e molduras ornamentada

da suíte era um

a refletir suavemente as luzes internas do quarto. Um tapete externo persa, em tons

estavam posicionadas estrategicamente de frente para a vista, não uma para a outr

, uma pequena jarra de leite e um recipiente minimalista com açúcar mascavo cristalizado. Ao lado, uma garrafa de vinho tinto francês descansava em u

idas em ritmo quase hipnótico. Trepadeiras de jasmim branco se enroscavam parcialmente na

ometer a estética. Pequenas lanternas de vidro fosco, posicionadas no chão, criavam uma ilum

ecessidade antes mesmo que eu percebesse tê-la. Tudo estava no lugar. Sempre

o, quase cruel. Meus olhos acompanharam o curso lento do rio Sena, serpenteando a cidade como uma veia exposta, carregando histórias

respirar sob meus pés, soube com uma clareza perturbadora. aquela noite não era apenas contemplação. Era o início de algo que

ra a borda

, outras testam limites

stico, um endereço temporário, uma suíte reservada, um apartamento estrategicamente escolhido. Os anos passaram como

ciente, elegante e irretocável. A mulher que entra em galerias com contratos impecáveis e sai com obras recuperadas e reputações preser

meticulosamente construíd

privados. Uma profissional com contatos úteis e ética maleável. O que poucos sabem, e menos ainda ousariam imaginar, é que, por tr

uma pre

r que frequenta galerias exclusivas, leilões milionários e jantares diplomáticos

oder não está em se esconder nas sombras. Está em caminhar

sinônimo de sofisticação e eficiência. Uma especialista em recupera

s sob medida, das joias discretas e da postura impecável, existe a mulhe

r que invade fortalezas consideradas impenetráveis e desaparece antes mesmo que pe

, o desespero elegante dos colecionadores clandestinos. Entrei em leilões fechados sob luz baixa e conversas sussurradas, negociei com h

ra antes da operação. Se aquela versão mais simples de mim

enúncia de vínculos, de certezas, de inocências que não s

mo espectadora, mas como peça ativa do jogo. Era uma missã

seu preço em silêncio, a única coi

. Foi com ele, e com mais dois agentes cuidadosamente escolhidos, que moldamos a equipe. Não apenas treinada, mas calibr

ma jogada que não anuncia vencedores ou perdedores, apenas expõe fragilidades. E

ade reagiu, protocolos foram acionados, egos feridos começaram a disputar protagonismo nos bastidores da inves

uma carta de apresentação a concorrência. Na noite anterior tr

a sequência de crimes que se estende há mais de um ano e meio. Um fio contínuo, preciso, cirúrgico. Obras desaparecem, re

impecável

l, o problema nunca foi o roubo em

a sistemas, mas contra pessoas. Seguranças silenciados, informantes descartados. Corpos que s

nha guarda, intactas, silenciosas, percebo o peso real da jogada que iniciei. Não é apenas uma infiltr

ha de

, macia no som, afiada na intenção. Coloquei a xícara delicadamente sobre

denunciando uma impaciência que eu raramente permitia transparecer. Vire

rme, perigosamente controlada. - A que de

fitá-lo por longos segundo

e ironia e cumplicidade que poucos ousariam demonstrar diante de mim. Ele sabia exa

O vento agitava levemente os fios escuros de seu cabelo, mas sua postur

sposta veio sem hesitação. -

breve s

seu irmão. Convém qu

l a des couilles , c

persona de Rainha de Espadas, a mulher que não tolera interrupções, que n

ha autoridade. Talvez não fisicamente arremessado da varanda, embora a i

conhecia os bastidores, conhec

s olhos percorrendo a cidad

amente. A polícia francesa está em estado de alerta máx

so mínimo, quase imperceptível.

rguendo o queixo com leveza calcula

a, analisando-me com

tá confia

confian

tre nós não havia apenas sangue compartilhado, havia história, estratégia, lea

o havia retorno. O vento voltou a soprar, mais frio,

to à Com

har voltou-se para o horizonte, para as to

eciso que faça. - respondi, com u

ubada era apenas a isca. E Gabrielle...

za? - ele perguntou, a cu

rtou o ar como um disparo. Não me apressei, deixei que tocasse uma, dua

rriso lento, calculado, antes

fe - disse com s

nha, a voz veio sol

s, mas precisamos da sua consultoria. Houve um roubo de grandes propo

ssistir a tudo em silêncio. Foi mais rápido do que eu havia previsto. Os quadros valiam milhões e nenh

nte. - Cheguei a Paris há poucas horas para aproveitar algumas

tatação e houve uma brev

pre que sua equipe entra em cena, nã

lar. Ele odiava quando me ouvia negociar co

rguntei, já um pass

nserida na investigação. Quero seus olhos e ouvidos acompa

movi apenas os dedos em um gesto curto. Sébastien entendeu imediatamente. Levantou-se sem dizer uma

demais para que isso não significasse algo. Minha ficha era impecável, limpa demais para levantar suspeitas, afiada o suficiente para ab

ção. Assumir o papel de consultora técnica e tornar-me

o plano não avançava e com

iência cirúrgica. Derrubar o Rei, prender o Valete e expor os curingas,

eu faria questão de estar d

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Cativa do Pecado
Cativa do Pecado
“Beatrice Bianchi Lamberti vive sob a fachada impecável de investigadora de seguros. Cruza fronteiras com contratos limpos, circula entre galerias, cofres e aeroportos com a elegância calculada de quem nunca deixa rastros. Oficialmente, recupera obras de arte roubadas para grandes seguradoras. Nas sombras, decide quais peças retornam aos seus donos e quais desaparecem para sempre, revendidas no mercado negro a colecionadores que pagam fortunas pelo silêncio. Calculista, sedutora, implacável e intocável, Beatrice construiu um império invisível sustentado por mentiras elegantes, e domina o jogo porque raramente é desafiada. Tudo muda quando uma obra rara desaparece do Museu do Louvre. Enviada à França como especialista no caso, Beatrice usa sua rede de contatos para integrar oficialmente a força-tarefa. No submundo, é conhecida como Rainha de Espadas, não por seguir a lei, mas por compreender que ela é apenas mais uma carta no baralho. Ela aprendeu cedo que o crime organizado não teme a polícia apenas a manipula. Ao cruzar o caminho da Comissária Gabrielle De La Fontaine, Beatrice entra em território hostil. Antes mesmo do primeiro toque, já está marcada. pelo ódio contido, pelo desejo incontrolável, pelo olhar que promete guerra e algo perigosamente mais íntimo. O que deveria ser uma investigação de resolução rápida torna-se um jogo obscuro de poder e provocação. Cada pista revela não apenas o rastro do ladrão, mas a tensão crescente entre caçadora e predadora, embora, em certos momentos, seja impossível distinguir quem ocupa qual papel. Beatrice não se contenta em vencer, ela observa, invade, provoca. Impõe presença, controle e desejo com a mesma frieza com que negocia obras roubadas. Gabrielle resiste à manipulação, às mentiras, e à atração que ameaça desarmá-la por dentro. O atrito é imediato. Olhares afiados. Silêncios carregados. Confrontos que queimam sob a superfície profissional. À medida que a investigação se aprofunda, o desejo entre elas torna-se inevitável, intenso, proibido e perigoso. Cada toque é uma ameaça. Cada segredo, uma arma. Entre corredores dourados, noites parisienses e leilões clandestinos, lealdade e traição se entrelaçam enquanto a linha entre justiça e crime se dissolve. Quando a verdade finalmente vier à tona, não será apenas a arte que estará em risco, mas tudo o que arde entre elas. Porque, no fim, ambas precisarão escolher. a lei, o crime... ou uma paixão capaz de destruir tudo. Prepare-se para um romance sáfico, sensual e implacável, onde amar pode ser o golpe mais arriscado de todos.”