anos
porta veio c
a, Rai
rosto no travesseiro e grunhi. Acordar um adolescente no fim de semana deveria ser crime.
, mãe? Algu
olhar de sempre: metadetio chega hoje para morar conosco. Seu
mão, inte
uando ele chegar estarei lin
hum. A última vez que vi Kevin eu tinha dez anos. Lembrava só de um homem alto que cheirava a cigarro e a madeira, que me
calor escaldante, e desci a escada. As vozes na sala me atingiram antes mesmo d
mas mais escuros, mais perigosos. O corpo era o que me prendeu: ombros largos, braços marcados sob a c
e puxou p
rta, filha. Seu tio
everia - vestido curto, pernas à mostra, cabelo loiro ainda úmido - e depois
a. Cre
batia diferente. Naquele instante eu não era mais a filha única mimada que reclamava de acordar cedo. Eu era uma menina de dez
ois. Eu ouvia a água do banheiro quando ele tomava banho. Sentia o cheiro do aftershave quando
a cruzar o corredor na hora certa. Ele me tratava com educação excessiva, como se eu fosse de cristal. Eu provocava com olhares longos demais,
s amigos iam. Música, fogueira, lago escuro, cerveja escondida. Ele ace
guém bateu na por
i, achando que
lto, o corpo ainda úmido do banho. O olhar dele desceu, travou, subiu de novo. As maçãs d
ra te chamar - a voz
o rosto queimando,
tio. Achei q
la boca. A vergonha misturada com algo quente e sujo entre as pernas. Eu tin
emais, sério demais, bonito demais. Bebeu uma cerveja, conversou pouco, depois sumiu entre as árvores d
e as árvores. O ar cheirava a lago e a fogueira. O som d
am pela cintura da calça. A boca deles se devorava sem pudor. Beijo molhado, profundo, o tipo de beijo que faz barulho. Ele a puxou pelo ca
pernas, apertou a garganta. Eu queria ser aquela mulher. Queria aqueles dedos nos meus cabelos, aquela boca na minha, aquele g
árvores. Kevin ficou sozinho, ajustando a camisa, a respiração ain
ecoou com
raram no escuro. O rosto passou de prazer r
aik
minha direção com passos largos. Eu en
ndo para o carro
cheio. Os olhos desceram pela minha boca, pelo meu pescoço, pelo vestido curto, e voltaram.
lo, a mandíbula travada. - Vamos. Já est
m, t
respondeu. Viramos juntos em direção ao carro. Eu caminhava meio passo atrás, o corpo
gia com os dedos firmes no volante, o olhar reto na estrada, a respiração ainda um pouco irregular. Eu olhei de lado, vi o perfil
u alguns segundos parado, as duas mãos no volante, como se precisas
noite,
do ombro. Os olhos mel
noite,
me devolveu a imagem: cabelo loiro bagunçado, olhos azuis brilhantes demais, boca entreaberta, peito subindo rápido. Eu passei a mão
a porta do quarto dele se f
a, o coração batendo tão forte que doía no peito, e mu
o vou esperar mais dois an
/0/19911/coverbig.jpg?v=7920d1b75d85700b5f232c6ad71f73a6&imageMogr2/format/webp)