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DESEJOS QUE NÃO PEDEM PERMISSÃO

Capítulo 2 O pecado chegou

Palavras: 1440    |    Lançado em: 31/07/2026

anos

porta veio c

a, Rai

rosto no travesseiro e grunhi. Acordar um adolescente no fim de semana deveria ser crime.

, mãe? Algu

olhar de sempre: metade

tio chega hoje para morar conosco. Seu

mão, inte

uando ele chegar estarei lin

hum. A última vez que vi Kevin eu tinha dez anos. Lembrava só de um homem alto que cheirava a cigarro e a madeira, que me

calor escaldante, e desci a escada. As vozes na sala me atingiram antes mesmo d

mas mais escuros, mais perigosos. O corpo era o que me prendeu: ombros largos, braços marcados sob a c

e puxou p

rta, filha. Seu tio

everia - vestido curto, pernas à mostra, cabelo loiro ainda úmido - e depois

a. Cre

batia diferente. Naquele instante eu não era mais a filha única mimada que reclamava de acordar cedo. Eu era uma menina de dez

ois. Eu ouvia a água do banheiro quando ele tomava banho. Sentia o cheiro do aftershave quando

a cruzar o corredor na hora certa. Ele me tratava com educação excessiva, como se eu fosse de cristal. Eu provocava com olhares longos demais,

s amigos iam. Música, fogueira, lago escuro, cerveja escondida. Ele ace

guém bateu na por

i, achando que

lto, o corpo ainda úmido do banho. O olhar dele desceu, travou, subiu de novo. As maçãs d

ra te chamar - a voz

o rosto queimando,

tio. Achei q

la boca. A vergonha misturada com algo quente e sujo entre as pernas. Eu tin

emais, sério demais, bonito demais. Bebeu uma cerveja, conversou pouco, depois sumiu entre as árvores d

e as árvores. O ar cheirava a lago e a fogueira. O som d

am pela cintura da calça. A boca deles se devorava sem pudor. Beijo molhado, profundo, o tipo de beijo que faz barulho. Ele a puxou pelo ca

pernas, apertou a garganta. Eu queria ser aquela mulher. Queria aqueles dedos nos meus cabelos, aquela boca na minha, aquele g

árvores. Kevin ficou sozinho, ajustando a camisa, a respiração ain

ecoou com

raram no escuro. O rosto passou de prazer r

aik

minha direção com passos largos. Eu en

ndo para o carro

cheio. Os olhos desceram pela minha boca, pelo meu pescoço, pelo vestido curto, e voltaram.

lo, a mandíbula travada. - Vamos. Já est

m, t

respondeu. Viramos juntos em direção ao carro. Eu caminhava meio passo atrás, o corpo

gia com os dedos firmes no volante, o olhar reto na estrada, a respiração ainda um pouco irregular. Eu olhei de lado, vi o perfil

u alguns segundos parado, as duas mãos no volante, como se precisas

noite,

do ombro. Os olhos mel

noite,

me devolveu a imagem: cabelo loiro bagunçado, olhos azuis brilhantes demais, boca entreaberta, peito subindo rápido. Eu passei a mão

a porta do quarto dele se f

a, o coração batendo tão forte que doía no peito, e mu

o vou esperar mais dois an

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DESEJOS QUE NÃO PEDEM PERMISSÃO
DESEJOS QUE NÃO PEDEM PERMISSÃO
“Entre encontros que ninguém planejou e desejos que se recusam a obedecer, este box de contos revela casais que se descobrem no instante em que o destino decide brincar. Há ela: mulher de olhar afiado, rotina impecável e corpo que há tempos não se deixa tocar de verdade. E ele: homem de silêncios densos, mãos firmes e uma presença que invade o espaço como se sempre tivesse pertencido ali. Eles não se conheciam. Não deveriam se encontrar. Mas uma noite qualquer - um elevador travado, um bar quase vazio, um erro de endereço - coloca os dois no mesmo pedaço de escuridão. O ar muda. Os olhares se cruzam e não soltam. Ele se aproxima sem pedir permissão, a voz baixa roçando a orelha dela: - Você também sente isso? Ela não responde com palavras. Apenas gira o corpo, prende a gravata dele entre os dedos e o puxa até a boca colidir com a dela. O beijo é voraz, urgente, quase violento de tanta necessidade reprimida. As mãos dele sobem pela cintura dela, apertam, exploram. O corpo dela responde antes da razão, arqueando-se contra o dele, entregando-se ao calor que sobe rápido demais. É só o começo. Nas páginas que seguem, outros casais se encontram da mesma forma: de repente, sem aviso, com atração tão intensa que desafia lógica, orgulho e destino. Histórias curtas, densas e irresistíveis que prendem desde a primeira linha e não soltam até a última. Permita-se mergulhar. Descubra até onde o desejo pode levar quando duas pessoas param de fingir que conseguem resistir.”