icon 0
icon Loja
rightIcon
icon Histórico
rightIcon
icon Sair
rightIcon
icon Baixar App
rightIcon

Fingir Até Acontecer

Capítulo 5 Isabela

Palavras: 1355    |    Lançado em: 08/08/2026

inte, sem avisar, com dois copos de café numa mão e o celular n

te da sua geração ainda funciona à base de cafeína e n

provavelmente parecendo uma instalação de arte contemporânea.

em faz isso o tempo todo, e se jogou na cama ainda desarrumada como se fosse a dela. "Fica melho

. Bug do

estivesse anunciando pra uma plateia invisív

como equipamento padrão, e peguei o café que ela tinha trazido - quente, forte, do jeito certo

ignifica o quê, exatamente? Fr

ro pequenininho, aquele tipo de estética que minha mãe usava em

quer que

edade teatral. "Faz parte do meu programa de reabili

*

ar - fotos antigas, roupas, um vídeo do TikTok explicando "a estética Y2K em três min

visada, que comecei a notar as pe

inha notado desde o primeiro dia. Mas de vez em quando, no meio de uma frase, ela parava - só um i

onou, de passagem, que tin

balha com design?", pergun

o de um peso que o resto da frase tentou disfarça

isse, sem f

nquanto falava - outro padrão que eu reconheci, porque tinha usado exatamente o mesmo truque mil vezes: falar de coisa

aminar demais naquele momento - nem eu, que reconhecia a estrutura melhor do que

cha que precisa?", p

s, um gesto rápido d

s sonhos. Eu... não sei. Ainda não descobri o que quero fazer com isso tudo." Ela fez um gesto vago com a mão, abrang

da de que a insegurança era um problema exclusivo de quem passava dos trinta, de quem via o tempo escoando, e ali estava Isabela, v

sse, "posso te c

od

os e também não sei o que e

surpresa gen

de. Você tem carreira. Tem apartamento, pro

rdade", eu disse. "O resto é bem men

endo aquilo, e então riu - um riso dife

nante e meio reconfor

a mesma frase que Tomás tinha usado comigo na noite a

*

oisa tinha mudado no ar entre nós. Isabela continuou falando sobre roupas, sobre o brilho certo pra usar, sobre uma trança que ela q

, ela perguntou, olhando pra minha mala ain

do mu

ho certeza que tem alguma coisa lá que ser

asicamente meu figurin

puxou pelo braço com uma energia

de Tomás que eu vi você conversando ontem. Vi vocês

do demais, o que provavelmente confirmou

e sugeria que não tinha acreditado e

aquela era a primeira vez desde o embarque que eu não estava calculando cada palavra antes de dizer. Não porque tivesse parado

um momento, tinh

*

ela recebeu uma mensagem no

ido demais pra eu ler qualquer coisa. "Já estão planejando alguma coisa id

po de a

geralmente é do tipo que termina com algu

inha própria contribuição de ontem pro rep

oje, garanto que você não vai mais ser a pessoa mais constrangedora

imaginava ainda - o quanto aquela frase seria, capítulos à

o artificial pra vestir à noite, cada uma carregando, debaixo da roupa que ainda íamos escolher, a

Reclame seu bônus no App

Abrir
Fingir Até Acontecer
Fingir Até Acontecer
“Clara tem 35 anos e um plano perfeitamente racional: fugir deles. Depois de uma demissão disfarçada de "reestruturação", um término sem motivo suficiente para brigar e um aniversário que ela decidiu simplesmente não comemorar, Clara faz a única coisa que parecia fazer sentido às três da manhã: compra passagem para um cruzeiro lotado de gente na faixa dos vinte anos. A lógica era simples. Se ela conseguisse se misturar, talvez a idade parasse de contar. O problema é que ninguém avisou Clara que fingir ter vinte e poucos é um trabalho de tempo integral - e ela é péssima nisso. Erra a gíria. Erra o passo do dance que jurou ter entendido. Erra, principalmente, ao achar que ninguém está percebendo. Entre memes que ela não pega e uma vontade cada vez maior de voltar pro camarote sozinha, Clara esbarra em Tomás: 38 anos, arquiteto, o tipo de homem que todo mundo chama de "tranquilo" porque "estagnado com boa postura" seria rude demais para dizer em voz alta. Ele também não devia estar naquele cruzeiro. E é o primeiro, em muito tempo, que olha pra Clara sem esperar que ela seja engraçada o tempo todo. Tem também Isabela, 22 anos, que decidiu que Clara é um ícone de vida - sem saber que está tão perdida quanto ela, só que chama isso de "se encontrando" em vez de "estar velha". E tem o grupo: Rafa, Xande, Mari e companhia, que Clara passa metade da viagem tentando impressionar e a outra metade percebendo que eles têm tanto medo quanto ela, só que usam palavras diferentes pra isso. O que começa como comédia de choque geracional - gírias erradas, tentativas desesperadas de pertencer, um dance do TikTok que termina no chão do deck - vai, aos poucos, virando outra coisa. Porque Clara descobre, sem querer e sem discurso, que o problema nunca foi ter 35 anos. Foi ter passado os últimos anos rindo antes que alguém a obrigasse a sentir. Fake It Till You Make It é uma comédia sobre performance, sobre a idade que a gente finge não ter medo de ter, e sobre o momento exato em que a gente para de tentar ser interessante para os outros e, sem perceber, se torna. Um romance para quem já riu demais de si mesmo pra não reconhecer o próprio reflexo - e para quem sempre desconfiou que a pessoa mais engraçada da festa é, quase sempre, a mais sozinha.”