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COMPASSO

COMPASSO

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Capítulo 1 O que as mãos não conseguem salvar

Palavras: 2441    |    Lançado em: 19/10/2026

AL

não par

lamp. O paciente tem trinta e oito anos, fratura exposta de fêmur, lesão vascular associada e uma história de acidente de moto que ninguém co

o caindo

centro cirúrgico desse hospital provincial parece ter desistido de funcionar há pelo menos uma hora. Suo

Não o culpo. Ele tem vinte e seis ano

utor

Ca

é para tranquilizar ni

istir. Eu peço outro fio. Peço mais compressão. Peço o vascularista de plantão pela terceira vez. A

nta m

. A pressão arterial é um número que não d

ci

Sei o que o relatório depois vai dizer. Sei que tem gente do outro lado da porta esperando uma

e acho ne

ta apenas acelera a reposição. Ninguém discute. No centro cirúrgico, a discussão vem depois, quan

gum momento o vascularista chega, avalia, resmunga algo sobre "situação complexa" e assume parte do campo. Eu

relógio marca quase quatro h

te vai p

os meus dedos. Eles tremem um pouco. Ninguém comenta. O resident

tá falando baixo. Eu escuto pedaços: "deci

to da garrafa e f

-

e-mail chega às s

de esclarecimentos –

o, quase educado. Pedem relatório detalhado. Pedem justificativa técnica. Pedem cópia de todas as anotações d

rocesso ético formal. Ainda. Mas o e

lar vibr

iu o e

só com

ontos. Depois: Q

is a gent

ira a café velho e a ausência. Eduardo tirou as coisas dele há quase dois anos, mas ainda tem uma

orque fico parada demais na frente da cafeteir

e me explica o óbvio: não assinar nada sem ler, não discutir o caso com colegas, não postar nada em rede social,

a sem bater, porque tem chave. Traz pão d

está

va. Já é a

a cozinha e me observa enquanto

Al

o co

em fal

alar. Eu co

e de pão de queijo e come um

rdo ligo

estômago

or

rupo de médicos. Fofoca corre rápido

ocê d

E que se ele quisesse sab

rio se

ra falta só

m ligou. Eu

zer isso e ainda me olhar sem culpa. Eu a amo po

da mesa da sala. Eu fico no sofá com um livro aberto na mesma página há

embora, beija m

r médico do mundo.

ento em que o sangue não parav

*

ão aguento mais as pa

coisa, estou aqui" me deixa mais sozinha. Então eu pego a chave do carro, dirijo até um hotel n

pido o bastante para perder o chão, mas b

a música instrumental toca baixo demais para ser identificada. O barman limpa um

lo silêncio - diz uma voz

ro a

m também não quer conversa, mas resolveu quebrar o protocolo mesmo assim. Cabelo escuro, levemente grisalho nas

pena -

e a resposta tivesse sido

de do s

pressa. Ficamos em silêncio por alguns minutos. Não é constrangedor. É

u o dia tomando decisões ruins

assou o dia fingindo que as

o rosto. O sorr

serv

abi

o meu. O uísque queima d

pergunta depoi

Nã

e uma so

. Eu ta

sobre a música genérica, sobre o fato de que hotéis de beira-mar sempre cheiram a desinfetante car

vazio e percebo que estou menos bêbada do que pretendia. O álcool está lá,

Eu pago a minha. Leva

ir? - ele perg

ão tem pressão no olhar. Só uma pergun

Si

beça, como se a re

ra a carpete novo. Eu abro a porta do quarto que reservei por im

convers

abro a boca antes mesmo de ele beijar. O beijo é fundo, molhado, sem delicadeza de primeira vez. Língua, dentes, gosto de scotch e uísq

rto com um movimento preciso. As mãos dele descem, pegam meus peitos com firmeza, os polegares

... - m

astante para eu sentir o puxão até a boceta. Eu enfio os dedos

que e

arar agora

e pela primeira vez

s coxas. A língua dele encontra o clitóris sem rodeio, quente, úmida, pressionando com a pressão certa. Eu solto um gemido alto demais p

. continu

ontra a porta, as pernas bambas, a mão apertando o cabelo dele com fo

baixo a cueca. O pau sai pesado, grosso, já completamente duro. Eu desço a mão, ap

inha -

abro com os dentes, enrolo nele com as duas mãos,

ue uma das minhas pernas e enfia de uma vez. O gemido que sai de mim é ba

udo

is f

a meu quadril, a outra agarra meu peito. Eu empurro o corpo para trás, encontrando cada investida. Ele morde m

. O ritmo muda: mais fundo, mais lento, mais intenso. Eu cruzo as pernas nas costas dele e puxo. Ele geme meu "nome" que não ex

gantes, o suor escor

camisinha e se deita de lado. Eu fico de barriga para cim

la minha barriga,

da ac

elizm

a um ris

m só o silêncio confortável de duas pessoas que aca

e a roupa com a mesma eficiência de a

ele olha para mi

oi

Fo

orta. Pausa

uid

cê t

a. O quarto vol

jando em alguns pontos, o cheiro dele na pele e no

inguém ainda fez em voz alta, mas que

não

o isso em silêncio, para mim mesma

que na boca e a certeza de que a vida do lado

terior. Desço. Devolvo

ssageiro. É um número desconhe

at

m as mãos firmes no volante e a memória de u

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COMPASSO
COMPASSO
“Eles aprenderam a salvar vidas. Ninguém os ensinou a sobreviver às próprias escolhas. Alice Vasconcelos sempre soube lidar com sangue, emergências e decisões de vida ou morte. O que ela nunca aprendeu foi a conviver com os próprios erros. Depois de uma cirurgia terminar em tragédia, sua carreira desmorona. Afastada da profissão que dedicou a vida para conquistar, Alice encontra consolo em uma noite de excessos e nos braços de um desconhecido irresistível. Uma noite. Nenhuma promessa. Nenhum nome para guardar. Meses depois, determinada a reconstruir sua vida, ela consegue uma oportunidade no prestigiado Hospital Santa Aurora. O que Alice não esperava era reencontrar aquele homem entre os médicos da instituição. Muito menos descobrir que ele é arrogante, insuportavelmente atraente e capaz de transformar cada encontro em uma verdadeira guerra. Mas Alice está prestes a descobrir que, no Santa Aurora, ninguém é tão inocente quanto parece. Por trás dos jalecos existem casamentos à beira do fim, paixões proibidas, amizades perigosamente intensas, traições, rivalidades e segredos que podem destruir muito mais do que reputações. Entre plantões intermináveis, noites de prazer, cirurgias desesperadoras e decisões que não admitem uma segunda chance, médicos brilhantes tentam salvar seus pacientes enquanto suas próprias vidas escapam do controle. Porque nem todo coração partido precisa de cirurgia. E algumas feridas jamais cicatrizam. Bem-vindo ao Santa Aurora. Aqui, ninguém sai ileso.”