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O Banquete dos Perversos

Capítulo 3 Prólogo

Palavras: 1687    |    Lançado em: 03/11/2026

er em qual

m depois. Já morri tantas vezes que as memórias se confundem; vidas inteiras se dilu

s vezes, penso que não fui eu quem viveu tudo isso, mas sim uma sucessão de sombras que me moldaram

ta é que esta seja, de fato, a última vida. O fio que me prende aos perversos

e algo

il, quase invisível, mas que pulsa dentro de mim. É como se uma

idas, não aceito calada. Sinto dúvida, sinto medo, mas acima de tudo esperança; talvez essa seja a par

nte, aqueles que carregam

a gesto deles parece carregado de um silêncio antigo, como se suas al

seriedade em seus olhos que não consigo compartilhar. Eu os obs

ão de que devo esperar. Não sei se essa espera é uma condenação ou uma misericó

um, como se respondessem a um chamado que apenas eles podem o

para

rente do outro plano, transformando segundos em eternidades. Obs

olhas sejam minhas, ainda que me levem à ruína. Melhor a

cebo quando o espaço ao redor se abre para revelar uma árvore imensa. Seu tronco é retorcido, antigo, mas o que me prende s

uma mulher. Seus cabelos descem em ondas escuras, e seu rosto parec

asse em voz dentro de mim. Ela inclina a cabeça e aquele terceiro olho arde, e sinto com

o vazio e a fome que

e não há como neg

amento. - Foi ceifada antes da hora, sempre interrompida, sempre arrastada pela

o de mim - memórias de mortes, de amores ar

mulher ergue o queixo, e o terceiro olho pulsa como u

ganta est

como verdades que

. - Em cada vida, só fui conduzida. Morrendo cedo demais. Perdendo antes mes

m julgamento, refletindo apena

lhe na história deles - ela inclina a cab

e ela diz é verdade, e

rado eras para emergir. - Não quero ser apenas uma sentença que alguém escreveu para

contra eles... - Sua voz é calma, mas o aviso é claro. - Tod

sim de fervor. - Não aceito continuar sendo apenas uma ch

, e sinto que ela me atravessa por

mor seja arrancado de mim. Quero viver sem que cada vida termine

entre nós. Então, a mulher fala

orte; teme a vida q

imas queimam, mas junto

Pela primeira vez, quero ditar os

êncio, e, nesse silêncio, sei

uda na

e, delas, escorrem rios de cor - azul, verde, roxo, laranja, dourado, vermelho vivo, rosa, preto e br

ha com intensidade impossível, cada tom se movendo so

erdade antiga demais para ser negada. - Ele não pertence aos deuses

erceiro arde, e sinto que aquela oferen

a sentença que sempre lhe foi imposta. Este é o

a é quente, viva, e as cores escorrem pelos meu

sua voz vibra com

curso do mundo. Nenhum deus perdoa a insolência de

ecoa dentro de mim com

sua própria canção, ou seguir dançando ao

, a resposta já me consome: não dançarei

eza. Levo-o aos lábios

rrancada cedo demais, o vermelho reata a ligação com o outro mundo, o roxo reabre passagens seladas, o laranja se ergue me protegendo, o dourado cura a minha alma e cada parte do meu corpo

corpo, atravessam meu sangue,

erdadeira, aquela que só se manifestará quando completar vinte e u

ssolve em meu ser, sou tomada por do

o espaço suspenso

o um olho aberto sobre o destino. Seu brilho cobre a terra em véus de escar

labaredas vivas, e minha descida se transforma em um

Do Latim, fr

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O Banquete dos Perversos
O Banquete dos Perversos
“Em um mundo onde magia é poder, os deuses deixaram sua marca na humanidade, Kalliope é a Chave para libertar os Perversos - cinco homens foram condenados a uma prisão eterna além do Véu Sombrio por ousar desafiar divindades. Com o peso de mil reencarnações, Kalliope precisa amar os cinco ao mesmo tempo, sem escolher um, para romper a maldição. O problema é que amor exige humanidade - e os deuses arrancaram isso deles, cravando em cada um a sua essência corrompida: ódio, traição, crueldade, corrupção e arrogância. Como amar o que foi feito para destruir? Entre jogos de poder, alianças secretas e deuses que observam em silêncio como se esperassem o momento exato de cobrar o preço final, Kalliope precisa escolher: salvar monstros, trair deuses ou aceitar que algumas correntes são eternas. O que acontece quando o destino exige o impossível e a única saída é amar aquilo que o mundo inteiro chama de condenação? Com uma trama envolvente e personagens complexos, O Banquete dos Perversos é uma história sobre desejo, poder, ruína e redenção, em um mundo onde amar pode ser tão perigoso quanto sobreviver.”