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O Banquete dos Perversos

Capítulo 4 1

Palavras: 2121    |    Lançado em: 03/11/2026

PH

lgo apodrecido, memórias antigas que nunca tiveram descanso. Troncos retorcidos, raízes expostas, sombras

ndo exige que eu fique quiet

ine. Foi nele que aprendi que o ódio não é ausência de algo - é

te não respe

aviso mal disfarçado. Não pertence a Noxara. Não pertence a mim. Algo está errado, e meu ódio

tes antes mesmo

imposto. Hoje, porém, não estão quietas. Vibram sob a pele, tensionadas, como se algo do outro lado estivesse puxando de vo

oltá-la, percebo que ela se move diferente - não se dispersa, não sobe livre. As minhas sombras a capturam, a enrolam, a m

mbém

ameaça contida. As correntes apertam um pouco mais, respondendo à proximidade do ponto m

go à clare

o o

o é mais

ferida que se recusa a cicatrizar. Sua luz não ilumina - provoca. Mancha o firmamento com um brilho

sse erro se aco

nto surpresa. Sinto a certeza amarga de que o equilíbrio que me

ndo, então essas correntes não v

estou s

evemente, não em alerta, mas em reconhecimento.

bro apoiado na casca áspera, o olhar baixo. O canivete gira entre seus dedos com precisão irritante - sobe, cai, gira de novo, passando

boca e trago fund

po que vo

. O canivete continua d

baixa, sem emoção. - O suficiente

vo, inquietas, como se reagissem à presença dele tamb

digo, mais como consta

xter fecha com um estalo seco e, s

. - Foi... claro

sangrenta. Ela parece m

ainda - rosno. - As corrent

amente, cada movimento calculado. Ele guarda o canive

responde. - E você sabe di

ga. Ela se espalha entre nós, presa

aproximando -

nte a cabeça, um gest

u s

Não há perguntas. Não há negação

lua mudou - ele acrescenta. - Como s

ilar se

força

eclamar, ameaçar ceder. As sombras se enrolam ao meu redor, possessivas, irritadas.

, num tom quase casual - isso

ar da lua e

curto, cheio de ódio contido. -

e sob a lua vermelha de Noxara, crueldade e ódio entendem, sem pr

uma estrela se despedaça no alto, e junto dela, uma cauda flamejante queima inte

. Não a vejo, não posso tocá-la ainda, mas tenho a certeza absoluta de que ela voltou e está respirando em algum lugar agora. E som

ma do meu ódio, sei com plena certeza que nada no mundo

seu, independentemente do que o destino ainda reserva para nós. Ela nasceu para ser a última esperança, o princípio e o fim da minha existência, e eu, seu

nso e impregnado de tabaco, sentindo a fumaça invadir cada canto

daquele passado sombrio que me assombra incessantemente, resgatando-me, qua

o de cinzas que vêm das chamas vorazes que devoram a cidade por inteiro. Naquele cenário apocalípt

ntre os escombros de construções destruídas, homens da ordem chamada de "primeira voz" surgem, bloqueando meu caminho. Eles estão prontos pa

sólidas, parecem feitas das entranhas do próprio manto pesado que cobre a noite. Erguem-se do chão, afiadas e retorcidas, ferozes e vorazes, prontas para o que quer que eu ordene. Se

orte. A noite é dilacerada por gritos - gritos lancinantes de dor, súplica desesperada, um lamento profundo que perfura

is, refletiam as mortes que provoquei, o pavor estampado em cada centímetro do seu rosto lindo e trêmulo. Ela me olhava como se eu fosse um pesadelo encarnado, uma visão que nenhum ser deveria presenciar. Eu deveria ter feito tudo para

uma lâmina fria, mais cruel e dolorosa que qu

ia amar um mon

eterna de rejeição e solidão. A dor que elas provocaram rapidamente se transmutou em uma f

çaram a rasgar sua carne viva, dilacerando o que por tanto tempo existira como alma e corpo. A pele se abriu em feridas vermelhas e pulsantes, músculos se romperam como cordas frouxas, ossos estalaram como ga

por necessidade, mas porque eu queria, porque meu ódio não conhece limites, nem tem espaço para a compaixão ou para o perdão. Eu não detive aquela

ego, e mesmo então, apesar de tudo, mesmo coberto com seu sangue rubro, sua carne despedaçada e sua vida cessada diante de mim, continuei a desejá-la - talvez mais intensamente que

fez senão aprofundar-se, tornando-se mais cruel, mais perverso, uma sombra viva que se alastra em cada canto da minha alma. E se antes eu a destruí por rejeição, por sentir-me um monstro impossível de amar, agora, no present

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O Banquete dos Perversos
O Banquete dos Perversos
“Em um mundo onde magia é poder, os deuses deixaram sua marca na humanidade, Kalliope é a Chave para libertar os Perversos - cinco homens foram condenados a uma prisão eterna além do Véu Sombrio por ousar desafiar divindades. Com o peso de mil reencarnações, Kalliope precisa amar os cinco ao mesmo tempo, sem escolher um, para romper a maldição. O problema é que amor exige humanidade - e os deuses arrancaram isso deles, cravando em cada um a sua essência corrompida: ódio, traição, crueldade, corrupção e arrogância. Como amar o que foi feito para destruir? Entre jogos de poder, alianças secretas e deuses que observam em silêncio como se esperassem o momento exato de cobrar o preço final, Kalliope precisa escolher: salvar monstros, trair deuses ou aceitar que algumas correntes são eternas. O que acontece quando o destino exige o impossível e a única saída é amar aquilo que o mundo inteiro chama de condenação? Com uma trama envolvente e personagens complexos, O Banquete dos Perversos é uma história sobre desejo, poder, ruína e redenção, em um mundo onde amar pode ser tão perigoso quanto sobreviver.”