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Minha vida é tua

Minha vida é tua

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Capítulo 1 Prólogo

Palavras: 1563    |    Lançado em: 29/10/2021

e vários moradores, ratos disputam espaço com cachorros, crianças, eu sou mais uma no meio de tantas, a cada passo o coração acelera nos ouvidos, a cada passo me aproximo do inferno, eu preferia não t

r parte do se

acos, a música funk que a Jucélia escuta todos os dias, os gritos de socorro da vizinha que

em a melhor maquiagem poderia esconder, eu queria ser igual aquele moleque que acabou de chegar da escola, e não estar cheg

o nariz de farinha com a Mara, minha mãe, na minha boca esse nome tem um gosto amargo, pior que fel, perdida em pensamentos não percebo que sou encurralada por Josué marido da Patrícia, o mesmo qu

nho ali atrás daquele muro hein Sil

séria, cruzo os bra

comeu sua

inho Josué? Sabe o qu

ebe que eu não sou tão inocente, para cair nesse papo de brincadeirinha, mas m

saber, vai ser d

osué finge que não escuta mas uma voz o paralisa, Martinho é o traficante da comunidade e todos sabem do seu ódio por pedófi

que bate na muié, até aí até tranquilo,

amente, ele está parado numa pose despreocupada, nisso J

não é Silvinha, somos amigos... - Se explica rápido enquanto

. - Minha voz infantil sai u

aco Sil, com ele

o até hoje os vergões. Sou mais uma no meio de tantas outras, faço parte das estatísticas, e mesmo com a pouca idade percebo que sonhos são vãos, eles não fazem minha barriga parar de doer com o va

o de madeira puído do que um dia foi um barraco quase decente. De longe escuto o choro do meu irmão Escobar, homenagem ao seu herói, tenho medo, mas preciso cuida

você assim como deveria ter ma

o. Aos sete anos de idade até que era mais fácil ganhar uns trocados no sinal de trânsito, alguns patrões querendo talvez uma redenção

tes, no sofá gasto da sala ou ouvir seus gemidos durante a noite inteira e ela contar par

ce que sente meu cheiro sujo de longe, não sei como ela ainda pode sentir cheiro com o cheiro podre de dentro do barraco, latinhas de cerveja para todo

a grana, quero meu dinheiro, nem que você tenh

dói mais como antes, estou anestesiada, na segunda chicotada com os fios de energia, cobre roubado envolto por um plástico. Minha

oma banho, a mãe dela nã

que ela me chama assim. Sete chibatadas, puxões de cabelo, tapas na cara, meu corpo é arremessado contra o chão, o Escobar continua chorando ao longe, não choro, não peço clemência, mis

ucélia para saber o que fazer com o corpo d

do em um beco escuro e sujo, algumas crianças não tem com o que se cobrir, outras se cobrem com caixas de papelão, continuamos andando e a pessoa abre outra porta, e agora o

sas, por incrível que pareça aqui está mais macio que minha cama, abro os olhos assu

anco , deve ser um anjo, ser

oça loira, muito bonita

á nossa pa

bre di

e aproxima e m

que a

novamente, parece feliz em me ver, acho es

ave, aparentemente, você desmaiou de fraqueza,

mo com medo de sua reação

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Minha vida é tua
Minha vida é tua
“Sílvia é uma mulher doce que desde muito cedo aprendeu sobre a dor, sobre o que era ser odiada, subjugada, maltratada, sobre perda, a perda de algo que nem se havia ganhado, e depois de ganhar, perder novamente, e isso não lhe traz revolta mas força, para levantar a cada queda, contudo aprendeu também a ser amada onde menos esperava. Este livro fala sobre uma mulher forte que não se dobrou à dor e fugiu do sofrimento por meios sombrios e sem volta, não fala apenas sobre sofrimento, fome e desigualdade, brutalidade e desafeto por alguém que se espera amar, mas também de força, coragem e fé, não posso esquecer também o mais importante de todos, o amor.”
1 Capítulo 1 Prólogo2 Capítulo 2 Um3 Capítulo 3 Dois4 Capítulo 4 Três5 Capítulo 5 Quatro6 Capítulo 6 Cinco7 Capítulo 7 Seis8 Capítulo 8 Sete9 Capítulo 9 Oito10 Capítulo 10 Nove11 Capítulo 11 Dez12 Capítulo 12 Onze13 Capítulo 13 Doze14 Capítulo 14 Treze15 Capítulo 15 Quatorze16 Capítulo 16 Quinze17 Capítulo 17 Dezesseis18 Capítulo 18 Dezessete19 Capítulo 19 Dezoito20 Capítulo 20 Dezenove21 Capítulo 21 Vinte22 Capítulo 22 Vinte e um23 Capítulo 23 Vinte e dois24 Capítulo 24 Vinte e três25 Capítulo 25 Vinte e quatro26 Capítulo 26 Vinte e cinco27 Capítulo 27 Vinte e seis28 Capítulo 28 Vinte e sete29 Capítulo 29 Vinte e oito30 Capítulo 30 Vinte e nove31 Capítulo 31 Trinta32 Capítulo 32 Trinta e um33 Capítulo 33 Trinta e dois34 Capítulo 34 Trinta e três35 Capítulo 35 Trinta e quatro36 Capítulo 36 Trinta e cinco37 Capítulo 37 Trinta e seis38 Capítulo 38 Trinta e sete39 Capítulo 39 Trinta e oito40 Capítulo 40 Trinta e nove41 Capítulo 41 Quarenta42 Capítulo 42 Quarenta e um43 Capítulo 43 Quarenta e dois44 Capítulo 44 Quarenta e três45 Capítulo 45 Quarenta e quatro46 Capítulo 46 Quarenta e cinco47 Capítulo 47 Quarenta e seis48 Capítulo 48 Quarenta e sete49 Capítulo 49 Quarenta e oito50 Capítulo 50 Epílogo