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Simplismente Amo Meu Chefe

Simplismente Amo Meu Chefe

Gil Silva

5.0
Comentário(s)
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Leituras
44
Capítulo

Letícia Fontenelle é uma mulher doce e romântica. A mesma é completamente apaixonada pelo seu chefe. Guilherme Weckma. Um amor platônico desde seus 18 anos de idade. Porém o homem nunca havia notado sua existência, até uma viagem. Ambos viajaram juntos, a negócios, e nessa viagem acabara acontecendo "coisas", cuja as mesma não eram o que Letícia realmente esperava. A ela queria algo como nos seus sonhos, algo romântico, amoroso... Queria uma noite perfeita, que acabou não acontecendo. Após essa noite, estava decidida a esquecer seu amor pelo chefe. Será que ela irá conseguir? Só o tempo irá dizer. Guilherme Weckma é um homem que carrega muitas mágoas do passado. Abandonado ainda criança e deixado em um orfanato. É abandonado semanas antes do seu casamento, viu que não existiria mais espaço em seu coração para o amor. A não ser para o amor de seus pais adotivos. E desde então ele não sera mais feliz com nenhuma mulher, achara que todas queria sempre a mesma coisa. Seu dinheiro. Ficar com diversas mulheres foi o jeito que Guilherme Werneck achou para esquecer à mulher que despedaçou seu coração. O homem não aparentava ser o mesmo que sempre fora; um homem extremamente romântico, amoroso, carinho e gentil. Havia tornado-se um homem amargo. Será que Guilherme Werneck vai se permitir esquecer o passado e dar espaço ao amor novamente?

Capítulo 1
Leticía Fontenelle

Me chamo Letícia Fontenelle, tenho 20 anos de idade, filha única, não tenho muitos amigos e sou muito fechada. Sou ruiva de cabelos longos, olhos verdes, 1,65 de altura, magra de cintura fina e pernas bem torneadas, o que chama atenção dos homens, resultado de bastante exercício, gosto de fazer meus exercícios e me manter pelo menos em forma.

Minha vida mudou desde que uns policiais vieram na minha porta falar que meus pais sofreram um acidente e não sobreviveram, meu mundo acabou desde aquele maldito dia, fiquei desolada e chorei muito. Era uma dor insuportável, saber que meus pais tinham me deixado para sempre, me isolei do mundo por um bom tempo e a pobre da Naná não sabia o que fazer, pois eu só ficava trancada no meu quarto, chorando e com vontade de morrer junto com os meus pais.

Fico pensando...

Por que eu não estava junto? Daí morreríamos todos! Ok, eu sei que estou pensando bobagem e tenho que agradecer por estar viva, mas neste momento de angustia e dor só consigo pensar assim. O funeral teve tanta gente, amigos da minha mãe e do meu pai e eu já estava cansada de ouvir "meus pêsames" e "sinto muito,” já estava com vontade de gritar e no momento em que vi a cremação dos meus paizinhos, senti a pior dor do mundo...

— Naná, não posso viver sem eles. — ela me abraçava apertado sem saber como me consolar.

Até a minha tia que mora em Londres veio com a minha prima Paty.

Eu nem sabia que elas viriam, pois não saberia se daria tempo de chegarem, mas como era sua única irmã, acho que ela queria se despedir de qualquer jeito, mesmo ela morando longe.

As duas se falavam quase todos os dias, pois só tinham uma a outra, meus avós morreram muito cedo. Sabe quando de repente tudo muda e parece que tem um buraco em nosso coração, que não vai cicatrizar jamais? Era essa a sensação que eu tinha. Minha tia teve que voltar para Londres e havia me chamado para ir com ela, mas falei que não, minha vida é aqui no Rio de Janeiro.

***

Os dias foram se passando e a dor no meu coração foi melhorando. Os negócios que meu pai havia deixado, mandei o advogado da família vender, pois eu não queria tomar conta dos imóveis que ele tinha, que eram muitos por sinal.

Moro no Leblon em uma bela cobertura com muitos cômodos, que agora havia ficado muito grande para mim e Naná. Naná é minha babá desde que eu tinha meus seis anos, trabalhou com meus pais desde então, sem nos abandonar. Ela me dá todo apoio, carinho e sempre me criou com amor, como se eu fosse filha dela.

Para não ficar com a minha mente vazia resolvi trabalhar, em uma empresa de engenharia. Sou formada administração, mas nunca exerci a minha profissão e por mais que eu tente fingir que está tudo bem, que eu tente preencher minha mente com trabalho, não posso negar que ainda não estou nada bem, mas vou tentando sobreviver a cada dia com a falta que meus pais fazem, mais a vida continua ...

Fui nessa empresa, chegando lá conheci o homem mais lindo que já vi na minha vida, se tratava de um homem loiro, olhos azuis, corpo atlético, lindo de morrer e meu coração bateu descompassado só de olhar aquele homem, aquele deus grego...

Eu não sabia explicar o que estava acontecendo dentro de mim, meu coração batia cada vez mais forte, como se eu tivesse acabado de ver o verdadeiro amor da minha vida, se é que amor à primeira vista existe.

Não poderia negar, esse homem era verdadeiramente gostoso e lindo, mas isso deve ser uma grande bobagem, amor à primeira vista não deve existir, deve ser apenas uma atração devido a ele ser tão perfeito, ele tem uma beleza tão abrasadora que ocupar a minha mente, fazendo com que a dor que eu sinto, desapareça por alguns segundos.

Mesmo com o curso que tinha de administração, eu pensava em um dia trabalhar nos negócios da família. Meu pai sempre me falava que eu ia ser a dona das imobiliárias dele, mas eu não sou uma pessoa de negócios, não agora, talvez um dia. Lembro dos meus lindos pais falando do trabalho, como havia sido o dia deles... Todos os dias que os dois chegavam me perguntavam como tinha sido meu dia e falavam do dia deles...

Meus pais que me perdoem, mas eu não podia tomar conta de todos aqueles negócios deles, pelo menos não agora... Eu não tinha cabeça para tantos negócios, tinha apenas vinte anos de idade.

Por isso depois que eles morreram eu vendi tudo, não queria ter trabalho e muito menos ficar naqueles lugares que me faziam lembrar deles. Na infância, eu sempre estava correndo no escritório, brincando com meus pais, pois às vezes quando saia da aula gostava de ir vê-los. Os dois trabalhavam no mesmo lugar, por isso preferi deixar nas mãos do advogado e ele logo deu um jeito vendeu para mim sou uma mulher extremamente rica.

***

Íris, minha mãe era linda e eu pareço muito com ela, ambas ruivas de olhos verdes. Meus pais eram tudo na minha vida, eu os amava muito e ainda amo. Eu sempre fui muito mimada por eles por ser filha ú

nica eles faziam todas as minhas vontades.

Para não ficar em casa fui trabalhar como secretária, pois a vaga de administradora já tinha sido preenchida, porém ainda havia uma de secretária, que eu não hesitei em aceitar. Pelo menos não ficaria dentro de casa, pensando nos meus pais, preciso ocupar a minha mente então ia ser a secretária do "pedaço de mal caminho" do meu chefe, senhor Guilherme Werneck.

O trabalho começaria na segunda-feira e eu não poderia ir com esse carro para empresa, ninguém lá sabe que sou rica e nem precisava saber...Vou para o trabalho de ônibus, táxi ou metrô, MENOS com esse carro. Meu lindo carro Range Rover vermelho.

Chegou a tão esperada segunda e eu estava ansiosa para começar, só para ver aquele homem, que parecia tão arrogante, mas meu coração não tem culpa de ter nutrido algum sentimento por ele.

Já no trabalho o homem me deu um monte de papeladas para passar para o computador, é tanta coisa que chego a achar que não vou sair daqui hoje. Esse homem é um demônio em forma de gente, e eu aqui, louca por ele. O idiota nem olha na minha cara, parece até que eu não existo. Depois de alguns minutos me aparece uma mulher super bonita.

— O Guilherme está aí? — pergunta educadamente.

— Só um instante. — me levanto e vou até seu escritório para conferir.

— Seu Guilherme ? Tem uma senhorita aqui procurando pelo senhor. — digo depois de dar dois toques na porta e abri-la.

— Mande entrar. — diz ríspido.

Oh homem grosso, em nenhum momento disse por favor e muito menos obrigado. Mal educado...

A vaca peituda entrou e eu fiquei fazendo meu trabalho, de repente estou ouvindo um gemido vindo de dentro do escritório, o homem estava transando na hora do trabalho?

Estou vendo que esse é um irresponsável, porra uma hora dessas transando, vê se pode e ainda por cima a mulherzinha faz o maior barulho, que coisa horrível.

Como eu gosto desse homem? Só pode ser carência, daqui pouco esse sentimento acaba e não vou mais pensar nele.

A vaca saiu toda sorridente e eu já tinha acabado meu trabalho, então fui embora sem nem falar com esse homem galinha.

Fui em um barzinho tomar um Martini, para ver se relaxava um pouco. Entrei no local, em Ipanema lá conheci duas moças, uma se apresentou como Rebeca e a outra como Camila. Elas são ótimas pessoas, acho que ambas ficaram com pena de mim por esta sozinha, então me chamaram para me sentar à mesa com elas, então eu fui. Elas eram muito legais, conversamos bebemos e eu contei minha trágica história de vida...

Elas estavam que nem piscavam e assim fiz duas melhores amigas. Fiquei bêbada pela primeira vez e elas me levaram em casa, eu perguntei se elas não queriam ficar na minha casa.

Passaram-se os anos e eu ainda trabalhava naquela empresa, minhas melhores amigas agora eram casadas e eu a única solteira e virgem: e pior, ainda não havia esquecido o babaca do meu chefe. Mesmo depois desse tempo todo, isso é uma droga.

O babaca teve a audácia me chamar para uma viagem de negócio nos Estados Unidos, que merda.

O que vou fazer tão longe com esse homem? Ele falou que tinha que levar à secretária. Quase mandei ele arruma outra pessoa para ir com ele, mas como de praxe, aceitei.

***

Aceito tudo que esse homem me pede. Eu sei, preciso parar com isso. Sei que esse homem é o mais canalha que já vi na minha vida. Mas eu vou esquecê-lo ou não me chamo Letícia Fontenelle. A viagem vai ser na segunda, pois na segunda ele terá a reunião e logo depois, o coquetel. Me mandou levar uma roupa decente para acompanhá-lo, isso é porque ele não sabe com quem está falando e nunca saberá deixarei ele pensar que preciso do dinheiro dele, esse babaca sexy do caralho.

Por que esse homem tem que ser tão lindo e babaca?

Que inferno, a minha carência na época juntou com a falta dos meus pais. Me fez ter sentimento por esse homem, demônio...

Não posso negar que amo esse mulherengo mais que tudo na vida e fico colocando a desculpa da morte dos meus pais, para ter sentimento por esse gostoso do cassete.

Droga!!! Deus para que colocar no mundo um homem tão lindo como esse?

Que faz meu pobre coração sangrar todas as vezes que vejo uma cretina sair da sala do mesmo e saber o que eles fizeram. Droga de sentimento que não acaba, mesmo depois de cinco malditos anos, trabalhando com esse homem, parece que só me apaixono mais por ele.

E fico mais bes.ta pois tudo que o Guilherme me pede, eu faço, parecendo uma cachorrinha que obedece ao seu dono. Isso não é justo.

Que saco queria que ele me amasse, me pegasse de jeito e me fizesse dele, pois ainda sou virgem, esperando por ele. Sonho no dia em que esse homem será somente meu e de mais nenhuma cretina dessas que sempre está aqui feito umas descaradas. Agora quem já se viu um amor assim que só aumenta a cada dia? Isso me assusta, pois já era para ter esquecido ele. São muitos anos esperando por alguém que jamais vai olhar para mim.

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