A Li
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Livros e Histórias de A Li
De Vítima a Arquiteta do Destino
Jovem Adulto O cheiro de poeira e livros velhos me sufocava, mas não mais que a percepção de frio se espalhando pelo meu corpo.
Eu estava morta, mas abri os olhos e a luz do sol da tarde entrava pela janela do meu quarto de adolescente.
Meu coração batia descontrolado, uma versão mais jovem de mim me encarava no espelho, sem as marcas de cansaço e tristeza que a vida com Lucas havia gravado em mim.
A data circulada no calendário me atingiu como um soco: véspera do vestibular, o começo do meu fim.
Lembrei-me de Lucas, o namorado de infância que se tornou meu carrasco, e de Sofia, a "verdadeira paixão" que roubou tudo de mim.
Naquela mesma noite, Lucas me ligaria com uma desculpa esfarrapada sobre Sofia precisar de ajuda, me convencendo a faltar à revisão final para o vestibular.
Foi a primeira de muitas sabotagens: ele interferiu nas minhas provas, criou "acidentes" para me impedir de brilhar, tudo para que eu não tivesse um futuro que ele não pudesse controlar.
A crueldade final foi a doação de sangue repetida, que me levou à infertilidade e à ruína, me forçando a um casamento infernal.
Ele se suicidou por ela, me deixando para trás com os pedaços de uma vida que não era minha.
Respirei fundo, o ar do meu quarto parecendo novo e cheio de possibilidades, porque desta vez, eu não seria a garota ingênua e apaixonada.
Eu conhecia suas fraquezas, seus medos, suas manipulações; desta vez, eu seria egoísta, protegeria meu futuro e me vingaria.
Meu celular tocou, o nome "Lucas" na tela fez meu estômago revirar.
Atendi, minha voz firme, e quando ele me convidou para sair, esperando que eu cedesse como sempre, um sorriso frio se formou em meus lábios.
"Não."
Houve um silêncio chocado do outro lado da linha, e antes que ele pudesse começar suas manipulações, eu desliguei.
A garota no espelho já não era uma vítima, mas uma sobrevivente pronta para lutar, e a guerra pela minha vida tinha acabado de começar. Coração Quebrado, Alma Restaurada
Xuanhuan A consciência voltou como uma onda de gelo, mergulhando-me numa dor que eu conhecia bem demais.
Kael, com um sorriso cruel no rosto, flutuava sobre mim. Era ele quem arrancava o Núcleo Celestial do meu peito.
Lira, com suas lágrimas falsas, sussurrava palavras de consolo enquanto meu poder era roubado.
E o Primordial, a autoridade máxima, apenas observava. Fui traída.
Eles me deixaram para morrer, uma deusa vazia, uma casca inútil.
Abri os olhos.
Eu estava de volta aos meus aposentos no Empíreo. Viva.
O Núcleo Celestial pulsava em meu peito, intacto.
Eu havia retornado ao momento exato antes da minha queda.
O ar ainda não estava pesado com a traição, mas a ferida em mim sangrava ódio silencioso.
Passos suaves se aproximaram da porta. Lira.
Seu rosto era de falsa preocupação, ela ofereceu: "Deixe-me ajudá-la a protegê-lo. É o que as amigas fazem, certo?"
Exatamente as mesmas palavras que me levaram à ruína na vida passada.
Naquela época, eu confiei. Confiei a ela meu poder, minha alma.
Ela o entregou diretamente a Kael.
Mas desta vez, eu não era a mesma. Eu disse, sem hesitar: "Não, Lira. O Núcleo está seguro comigo."
Seus olhos arregalaram de surpresa. Eu a cortei: "Eu entendo perfeitamente. Eu entendo tudo."
A frieza do meu ódio a fez recuar. Ela se foi, seus passos apressados.
Eles achavam que eu era a mesma Alina ingênua.
Eu não entregaria meu poder a ninguém.
Eu me submeteria. Não, eu usaria a fé cega deles no sistema contra eles mesmos.
Eu iria apelar diretamente ao Primordial.
Eu sabia que ele era o arquiteto da minha queda. Mas eles não sabiam que eu sabia. Não Há Volta Para Nós
Moderno Quando acordei, o cheiro a desinfetante invadiu as minhas narinas.
O meu filho, Leo, já não estava na minha barriga.
O meu marido, Pedro, não estava lá.
Liguei-lhe inúmeras vezes quando as contrações começaram, muito antes do tempo.
Ele não atendeu.
Em vez disso, recebi uma mensagem: "Eva está a ter um ataque de pânico. Preciso de ficar com ela. Chama uma ambulância."
Naquele momento, no chão da nossa casa, a suar e a lutar contra a dor, a sua mensagem selou o destino do nosso filho.
E do nosso casamento.
Quando finalmente atendeu, a sua voz estava cheia de irritação.
"O que é que se passa agora, Sofia? Não te disse que estou ocupado? A Eva ainda não está bem!"
E lá estava a voz suave e chorosa da Eva, a minha melhor amiga, ao fundo.
"Pedro, é a Sofia? Diz-lhe que não precisa de se preocupar. Ela está prestes a dar à luz."
Ele respondeu-lhe: "Não sejas tola. Tu precisas de mim aqui. Ela é uma mulher adulta."
Uma mulher adulta. Eu era isso para ele.
Não a sua esposa de nove meses, a carregar o seu filho.
Com a voz mais firme do que esperava, disse-lhe: "Pedro, vamos divorciar-nos."
Ele explodiu, incrédulo. "Divórcio? A sério? Só porque eu estava a ajudar a Eva?"
A sua raiva era uma facada.
Mas a minha dor era maior.
"O nosso bebé morreu, Pedro."
O choque na sua voz foi breve, seguido por uma acusação fria: "O quê? O que é que fizeste?"
Senti o meu mundo em colapso.
Fui abandonada. Traída. E agora culpada pela perda do meu próprio filho.
A sua voz ainda me ressoa na mente: "Eu não podia ir! A Eva precisava de mim! Isto é culpa tua!"
Como ele podia? Porquê a Eva?
As lágrimas que eu tinha guardado desceram, quentes e amargas.
O meu filho. O nosso Leo. Era tudo o que tínhamos.
E agora, estava para sempre perdido.
Mas não estava desamparada.
"Mãe," disse, enquanto as lágrimas continuavam. "Liga a um advogado. Eu quero o divórcio. E quero tudo a que tenho direito." Do Adeus à Coroa: A Jornada de Sofia
Romance Por três anos, o meu casamento foi um negócio, uma união fria de famílias poderosas.
Eu, Sofia Almeida, pensava que, pelo menos, havia respeito e lealdade.
Mas então vi-o.
Na foto de Instagram de uma influencer, o relógio que ofereci ao meu marido estava no pulso dele, enquanto segurava a mão de outra mulher na Madeira.
"Ele está a caminho de uma conferência em Frankfurt," ele tinha dito.
Uma mentira.
A dor inicial foi rapidamente substituída por uma frieza gelada.
Naquela noite, fugi para Lisboa, para um bar escuro, a pedir aguardente.
Dias depois, fui emboscada na minha própria casa pela amante dele, Carolina, e as suas amigas.
Acusada, humilhada, e atirada ao chão.
O pior? Diogo apareceu e defendeu-a a ela, não a mim, na minha cara.
Não era eu a vítima?
Como é que ele podia ser tão cruel, tão cego?
A sua família tratou-me como lixo, mas a sua mãe sorriu para a amante.
Como pude ser tão ingénua?
Meu mundo desabou.
Ele ofereceu-me um suborno para que eu me calasse e até me encorajou a ter um amante.
Que hipocrisia!
Eu não era um "espetáculo".
Eu era a esposa dele.
Mas a humilhação acendeu uma faísca.
Eu assinaria o divórcio, mas não antes de me reerguer.
E aquele barman jovem, Tiago, a quem uma noite de desespero entreguei um maço de notas, o homem que se revelaria a minha única defesa, e a chave para um poder inimaginável, tinha um segredo capaz de esmagar o seu império. Não Foi Um Acidente: O Despertar da Fúria
Moderno Acordei no hospital, a cabeça a latejar, o monitor cardíaco a apitar. A última coisa que me lembro foi o carro a capotar, o grito da minha irmã, Sofia.
O meu noivo, Pedro – aquele com quem me casaria na próxima semana – não atendia. Na verdade, ele tinha outra noiva. A minha colega de trabalho, Beatriz, o seu bilhete para o sucesso, como ele próprio dissera com uma frieza gélida.
A Sofia, na cama do hospital, enfrentava a possibilidade de nunca mais andar. Uma cirurgia caríssima poderia salvá-la. Eu, desesperada, engoli o meu orgulho e implorei a Pedro pela ajuda dele.
Ele riu. "Uma causa perdida", disse, sobre a minha irmã. "Não tenho dinheiro para deitar fora." As suas palavras cortaram-me mais fundo do que a traição.
Foi então que o pai de Pedro, o Senhor Afonso, me fez uma "proposta": ele pagaria a cirurgia de Sofia, 200.000 euros, mas em troca, eu e a minha família teríamos de desaparecer. Seríamos riscadas da existência deles, como lixo.
Como pude recusar? Era a única esperança de Sofia. Vendi a minha dignidade por uma chance.
Mas depois, Beatriz procurou-me, os olhos inquietos. "O acidente", sussurrou ela, "não foi um acidente. Eu ouvi Pedro a contratar alguém para vos tirar da estrada."
O mundo desabou de novo. Não foi um erro. Foi um ato deliberado. A minha irmã, uma bailarina, ficou desamparada por causa da ganância e crueldade dele?
A paz que eu tinha comprado com a minha alma desfez-se. Não ia fugir. Eu ia garantir que o Pedro e a sua família pagassem. Não com dinheiro, mas com tudo o que lhes era mais caro. Você pode gostar
Tudo por Ela - Amor e Vingança
Yana _ Shadow Ele é frio, impiedoso e irresistivelmente perigoso
Lorenzo Gambino comanda um império bilionário como CEO implacável. mas nas sombras, ele é o sottocapo da máfia italiana.
Anos atrás, uma jovem salvou sua vida e de repente, o destino a coloca inconsciente em sua cama de linho egípcio, no coração de Milão.
Ela não o reconhece, mas ele nunca a esqueceu.
A visão do homem musculoso e só de cueca a faz disparar: "Como eu vim parar aqui?"
"Eu te trouxe", ele respondeu num barítono aveludado que arrepiou a sua pele.
Entre a confusão e o desejo, ela tenta resistir à tensão que os envolve. Mas Lorenzo a cerca com os olhos queimando de lembranças e possessividade.
"É assim que você vai me recompensar?" Lorenzo pergunta, puxando o lençol.
A cada toque, Marie sente o passado sussurrar segredos que sua memória bloqueou.
Presa em um casamento sem amor e perseguida por um passado que não consegue lembrar, ela precisará decidir entre entrega-se ao homem que a assombra com paixão e mistério ou se deve fugir de um amor que pode tanto libertá-la quanto destruí-la?
Será que o desejo pode reacender memórias... ou irá consumir o que resta do coração de Marie?
O Jogo Virou
Qing Jiu Wei Yang Na minha vida passada, eu era a garota prodígio, o orgulho da escola, destinada à melhor universidade do país.
Mas de repente, tudo desmoronou: minhas notas foram magicamente trocadas, e eu fui publicamente acusada de trapacear, virando a aluna exemplar em uma fraude.
Quem me acusou? Minha suposta melhor amiga, Sofia, e meu namorado, Pedro - as duas pessoas em quem eu mais confiava no mundo. Lembro-me do olhar de desprezo e da humilhação, com suas palavras cruéis cortando mais fundo do que qualquer lâmina. Meu mundo acabou naquele dia.
Correndo cega pelas lágrimas e pela dor da traição, não vi o carro que vinha em alta velocidade. Por que eles fariam isso comigo? Como puderam me trair de forma tão cruel? O que estava realmente acontecendo?
Foi quando o som estridente da buzina, o barulho do metal se contorcendo e a escuridão dominaram, pondo fim à minha primeira vida. Mas, inexplicavelmente, abri os olhos novamente, vendo o teto do meu quarto e pegando meu celular: a data era 15 de março de 2023, exatamente um ano antes da minha morte. Eu estava viva e havia voltado no tempo - e, desta vez, a vingança seria minha.'}] A Traição Que Mudou Tudo
Syra Tucker A sirene da ambulância rasgava a noite, mas para mim, Ricardo, era só o som do fim.
Caído no asfalto molhado, com a cabeça latejando e gosto de sangue na boca, eu via as luzes vermelhas e azuis dançarem, enquanto minha vida brilhante, antes cheia de promessas, se esvaía de forma patética e injusta.
Tudo desabou rápido demais. De aluno exemplar de engenharia, orgulho do meu pai, tornei-me um pária, um criminoso.
A falsa acusação de Alice, que eu tentei ajudar, envenenou minha vida. A universidade me suspendeu, amigos se afastaram.
O golpe final foi a morte do meu pai, um homem trabalhador que sacrificou tudo por mim.
Libertado por falta de provas, mas não de suspeitas, eu era um fantasma, sem diploma, sem honra.
E ali, no chão, meu último pensamento foi um lamento: se eu pudesse voltar, se tivesse uma segunda chance...
De repente, a dor sumiu. A escuridão se dissipou. O cheiro de café fresco e pão na chapa invadiu minhas narinas.
Abri os olhos. Eu estava no meu quarto, na casa do meu pai.
"Ricardo! Filho, você vai se atrasar pra aula! O café tá na mesa!"
Era a voz dele. Viva, quente.
Peguei o celular. A data: três anos atrás. O dia em que tudo começou.
Não era sonho. De alguma forma impossível, eu havia retornado.
As lágrimas que escorreram não eram de tristeza, mas de alívio, fúria e determinação.
Eu lembrei do desprezo de Alice, da arrogância de Bruno, da dor do meu pai. E lembrei de tudo.
Naquela vida, naquele exato dia, eu veria Alice sendo importunada por Bruno e interviria, selando meu destino.
Mas não desta vez. O garoto ingênuo morreu naquela calçada fria.
O homem que acordava nesta cama era mais cauteloso, astuto e perigoso.
Eu não interviria diretamente. Usaria minha inteligência, minha memória do futuro, para orquestrar uma justiça muito mais devastadora.
Eu não apenas limparia meu nome. Eu destruiria aqueles que me destruíram.
Eu honraria a memória do meu pai. Desta vez, eu não seria a vítima. Eu seria o caçador. Between love and hate
Gabriela.B Entre os corredores sombrios da máfia, em que a lealdade é forjada no fogo e segredos são a moeda de troca, nasce um romance que desafia o destino e transcende as expectativas.
Mia foi prometida em casamento ao Dominic desde que era apenas uma jovem, uma união que deveria selar alianças e garantir o poder às duas máfias. Ela é uma alma rebelde, treinada nas sombras para ser forte, contrastando com a imagem de fragilidade que muitos esperam. Por trás de sua fachada de futura esposa obediente, ela esconde anseios que a levam a questionar seu papel em um mundo dominado por intrigas e poder.
Dominic Walsh, o líder inflexível da Blood Skull, foi treinado e moldado para liderar. A violência é um eco constante e o treinamento para liderar, uma herança entrelaçada em sua própria essência. Sua família é sua âncora em meio ao caos, uma fortaleza erguida para mantê-lo. Mas quando se trata de Mia, sua agora noiva, o controle escapa por entre seus dedos.
No entanto, o que começa como um relacionamento carregado de ressentimento, logo se transforma em um sentimento intenso que nenhum deles consegue controlar. À medida que a atração entre os dois se intensifica, Mia e Dominic enfrentam um dilema: seguir os caminhos pré-determinados para o bem das máfias e daqueles que amam, ou seguir seus corações e lutar contra as expectativas impostas a eles.
Em meio às revelações e segredos, o sentimento entre Dominic e Mia será forte o suficiente para romper as amarras do destino e construir um futuro próprio?
A Bailarina Que Renasceu
Nora A audição para a Escola Nacional de Dança estava a três dias, e eu vivia para cada passo.
Sofia, minha prima, e Pedro, meu namorado, eram meu mundo, meu maior apoio. Ou assim eu pensava.
Uma velha misteriosa me parou, sussurrando um alerta sinistro: "A inveja usa o rosto de um amigo, e a traição se esconde no beijo de um amante. Seu sonho será roubado por quem você mais ama."
Ignorei, mas a semente da dúvida foi plantada, uma inquietação fria no meu peito.
Dois dias depois, voltei ao estúdio e ouvi vozes: Sofia e Pedro, tramando minha ruína.
Pedro mudaria minhas partituras, me faria dançar a coreografia errada, garantindo que eu fosse humilhada e expulsa.
A vaga seria deles, a minha seria roubada.
O beijo deles selou o meu inferno. Meu mundo desabou, o ar sugado dos meus pulmões.
Memórias estranhas martelaram minha mente: a sapatilha rasgada, o suco no figurino, as "palavras de apoio" que minavam minha confiança.
Tudo, uma conspiração cruel e longa.
Humilhação, dor e raiva me afogavam, lágrimas cegando minha visão enquanto eu corria, sem rumo, de volta àquela rua.
A velha me esperava, sem surpresa: "Eles te traíram, não foi?" .
Eu só conseguia assentir, soluços rasgando minha garganta.
Ela me ofereceu uma maneira de reverter o azar e a humilhação, um amuleto que absorveria minha dor e a devolveria aos corações cheios de maldade.
O preço? Dor. Desesperada, eu não hesitei.
Passei pelo ritual mais doloroso da minha vida, revivendo cada traição enquanto meu sangue pingava no amuleto.
Quando a audição foi um desastre planejado, meu sonho feito em pedaços, Sofia veio com sua falsidade, e me prenderam num labirinto escuro no teatro.
Ferida e exausta, escapei, mas a fúria em mim só cresceu. Isso não tinha acabado. Estava apenas começando.
Em casa, a maior crueldade: Pedro e Sofia, com suas mentiras, fizeram minha avó ter um ataque cardíaco.
A culpa me corroía. Meu nome seria desqualificado, o deles anunciado. No palco, Mestre Moreau lia os nomes, Sofia com uma "aceitação condicional".
Meu celular vibrou. Uma voz familiar, Mestre Moreau, mas ao telefone, oferecendo uma bolsa-integral na Academia Real de Ballet de Paris.
Eles viram através da sabotagem, viram meu talento. De repente, eu era uma sensação no mundo da dança. 23 Modos de Prazer
Gabriela.B A primeira coisa em que pensei quando ela entrou no meu consultório foi que as mulheres do
mundo deveriam fazer um acordo de que nenhuma delas poderia ser gritantemente mais bonita do que
as outras. Alta, curvilínea, ruiva, com a pele clara e os olhos verdes, Nahia Valar, minha nova
paciente, era tão deslumbrante que chegava a ser constrangedor para nós, outras mulheres, ficarmos
perto dela.
Tive que me lembrar de que eu deveria ser a pessoa mais segura do ambiente. Era difícil não me
sentir intimidada pela sua presença. Mas uma psiquiatra que não passasse segurança para os seus
pacientes não valeria a obscena quantia monetária que eu cobrava pela consulta.
– Boa tarde – ela me cumprimentou primeiro. Estava claramente acostumada a dominar o
ambiente.
– Boa tarde – devolvi um sorriso confortável. – Senhorita Valar, não é isso? – olhei para a ficha
que tinha nas mãos para confirmar. – Sente-se onde preferir.
Ela escolheu a poltrona bem à minha frente do outro lado da sala. Levantei-me de trás da mesa e
sentei-me no pequeno sofá ao seu lado.
– Sou a doutora Hanna Arzu, mas pode me chamar de Hanna. Minha secretária me informou que a
senhora gostaria de marcar dois encontros por semana.
– Exatamente – ela olhava à sua volta, medindo tudo ao seu redor. – Tenho um problema de
natureza bastante... peculiar. E gostaria de resolvê-lo o mais rápido possível.
– Infelizmente, tempo é uma coisa que não se pode prometer em tratamentos psiquiátricos. E,
geralmente, depende muito mais do paciente que do médico.
– Bem, eu estou disposta a tentar, se a senhora estiver – ela sorriu para mim de uma forma dúbia e
quase criminosa. Resolvi reassumir o controle.
– Muito bem, senhorita Valar...
– Nahia. Prefiro que me chamem de Nahia.
– Nahia, então – sorri. – Por que você não me conta o seu problema?
Ela levantou as sobrancelhas e sorriu como se aquilo fosse ser uma longa história.
– Comece do começo – sugeri.
Nahia me encarou nos olhos e eu sustentei seu olhar com um sorriso encorajador. Mas não era de
coragem que ela precisava. Aquela mulher não era do tipo que precisava de coragem ou confiança –
isso ela tinha de sobra. O que lhe faltava era uma decisão. Por alguns segundos ela ficou em silêncio,
sentada ali, considerando se ia desistir ou se ia me contar sua história.
É muito comum. Os pacientes resolvem que precisam de ajuda, marcam a consulta, vêm até o
consultório. Mas, no momento em que eles se sentam e eu digo "me conte", o questionamento volta.
Às vezes, é um questionamento moral ou ético, pois eles acham que outra pessoa não vai entender
seus problemas. Outras vezes, é um questionamento de confiança, pois não estão acostumados a
contar seus segredos mais íntimos para um desconhecido. Em ambas as situações, tudo o que eu fazia
era esperar alguns segundos para, então, ouvir o paciente respirar fundo e a consulta começar.
No caso de Nahia, ela parecia estar quase encantada com a minha espera. Era como se ela se
deliciasse nos momentos que antecediam o começo de sua narrativa. Através dos seus olhos, eu
quase a ouvia dizer "Você não sabe o que a aguarda, doutora. Não faz a menor ideia".
Ela respirou fundo. O filho secreto do MAFIOSO viúvo
Danny veloso Marcos é um homem perigoso que domina uma cidade.
Dakota, uma assassina de aluguel.
Um casal improvável que se apaixonará, e disso surgirá um bebê.
Ela foi contada para matar um empresário muito rico, que também tinha negócios com o mundo do crime. Dakota achou que seria como todos os outros que já eliminou, mas ao encarar Marcos, ela viu que seria mais difícil do que imaginava.
Marcos Pícoli era um homem bem-sucedido, com milhares de dólares na conta. Ele se achava intocável, até descobrir que tinha alguém pagando milhões pela sua cabeça.
A mulher contratada para fazer isso estava bem na sua frente, ele não fazia ideia de que alguém tão bela e sedutora poderia ser tão arisca. Dakota deveria fazer seu trabalho, contudo, foi seduzida pelo homem que deveria matar.
Presa ao mafioso, os dois se apaixonam. Ele prometeu esquecer o passado e construir um futuro com a mulher de olhos negros, ela, mesmo não sendo a mulher mais doce e inocente, despertou o desejo de ser só sua, mas tudo vai por água a baixo quando o contratante manda outro para concluir o trabalho, só que dessa vez, ele quer os dois.
Em meio a mentiras, desconfianças e lealdade quebrada, um bebê inesperado surge e Dakota foge, levando com ela esse segredo.
A Vingança da Prima Invejada
Betty O cheiro de açúcar queimado pairava, mas minha prima Clara não veio pelos doces.
Ela me olhou de cima a baixo, o celular em riste, a voz escorrendo falsidade enquanto me filmava, exibindo a prima "simples" para sua legião de seguidores.
Por anos, vivi à sua sombra, vendo-a cobiçar e tomar para si tudo que era meu: namorados, amigos, até a atenção dos meus pais.
Lembro de Pedro, um bom rapaz, que Clara seduziu descaradamente, postando fotos românticas e me deixando para trás com o coração partido, enquanto minha mãe celebrava a "conquista" dela.
Eu estava exausta de ser seu degrau, de ser comparada, de ser empurrada para ser alguém que não era.
"Estou pensando em fazer uma matéria sobre pequenos negócios locais", ela disse, aproximando o celular do meu rosto, um sorriso vitorioso nos lábios.
Foi nesse momento que tudo mudou.
"Tenho um encontro", eu disse, tirando meu avental, um sorriso perigoso brotando. "O nome dele é Ricardo."
Eu o escolhi a dedo: um chef charmoso e predador, o tipo que Clara acreditaria ser seu prêmio final, a peça central da minha armadilha.
Ela não sabia, mas esta vez, o jogo viraria.
"Ela é mais do que intensa, Ricardo", eu disse, quando ele me buscou para nosso falso encontro. "Ela é previsível. E a obsessão dela por você será a ruína dela."
A isca foi mordida, e a caçada estava apenas começando.