Atraída Pelo Mafioso

Atraída Pelo Mafioso

Lais Santos

5.0
Comentário(s)
273
Leituras
15
Capítulo

"Atraída pelo Mafioso" é uma história intensa de amor, redenção e sacrifício, onde a força dos sentimentos prevalece sobre a escuridão do submundo. Juntos, Mariana e Alessandro descobrem que, mesmo nas circunstâncias mais sombrias, é possível encontrar a luz e criar um futuro repleto de esperança e felicidade.

Atraída Pelo Mafioso Capítulo 1 O Encontro Inesquecível

Mariana Costa era uma mulher de hábitos simples. Aos 25 anos, vivia em São Paulo, dividindo seu tempo entre o trabalho como assistente editorial em uma pequena editora e os estudos de pós-graduação em Literatura Comparada. Sua vida era marcada por uma rotina tranquila, quase previsível: acordar cedo, pegar o metrô lotado, trabalhar em meio a pilhas de manuscritos, e à noite, mergulhar nos livros acadêmicos. Mariana era introspectiva, preferia a companhia de seus romances clássicos a grandes eventos sociais, mas sua vida estava prestes a mudar de uma forma que ela jamais imaginara.

Naquela sexta-feira à noite, uma chuva intensa caía sobre a cidade, tornando o ar frio e úmido. Mariana, que não era fã de tempestades, estava apressada para chegar em casa, onde planejava se aconchegar com um bom livro. Porém, ao passar em frente a uma cafeteria no caminho, algo a fez parar. As janelas embaçadas e a luz quente que emanava do lugar a atraíram como um ímã, oferecendo um refúgio da chuva e da correria do dia a dia. Sem pensar muito, Mariana entrou na pequena cafeteria.

O ambiente era acolhedor, com um aroma irresistível de café fresco e doces recém-saídos do forno. Havia poucas mesas, todas dispostas de maneira a criar um clima intimista. Mariana escolheu uma mesa perto da janela, onde podia observar a chuva caindo lá fora enquanto se aquecia com uma xícara de cappuccino. Ela tirou um livro da bolsa – um romance policial que vinha lendo nas últimas semanas – e começou a folhear as páginas, tentando se perder na história para esquecer o caos do mundo exterior.

Foi então que ele entrou. O som do sino sobre a porta anunciou sua chegada, mas Mariana não olhou imediatamente. Estava absorta na leitura, imersa em um capítulo particularmente emocionante. Mas o ambiente mudou sutilmente, como se o ar tivesse ficado mais denso, carregado de uma energia que não estava lá antes. Curiosa, Mariana levantou os olhos de seu livro e o viu.

Ele era alto, com ombros largos e uma postura que exalava confiança. Usava um terno preto sob medida, que destacava sua figura imponente. O cabelo escuro, levemente ondulado, estava perfeitamente penteado, e a barba bem aparada delineava seu rosto angular. Mas o que mais chamava a atenção em Alessandro Ferraro eram seus olhos. Profundos e sombrios, eles pareciam carregar o peso de segredos inconfessáveis, ao mesmo tempo que transmitiam uma intensidade hipnótica.

Alessandro entrou na cafeteria como se fosse dono do lugar, embora fosse a primeira vez que Mariana o via ali. Ele deu uma rápida olhada ao redor, notando imediatamente Mariana em sua mesa. Seus olhares se encontraram por um breve momento, e Mariana sentiu uma estranha mistura de medo e atração. Era como se estivesse diante de um predador, mas ao mesmo tempo, sentia uma vontade inexplicável de se aproximar.

Ele caminhou até o balcão e fez um pedido em voz baixa, que Mariana não conseguiu ouvir. Enquanto esperava, olhou de novo na direção dela, desta vez com mais intensidade. Mariana tentou desviar o olhar, fingindo estar concentrada em seu livro, mas não conseguia se concentrar nas palavras impressas. Seu coração batia mais rápido, e uma curiosidade incontrolável começou a se formar em sua mente.

Alessandro pegou seu café e, para a surpresa de Mariana, veio em sua direção. Ele parou ao lado da mesa dela e, com um sorriso discreto, perguntou:

- Este lugar está ocupado?

Mariana ficou sem palavras por um momento. O tom de sua voz era baixo e rouco, com uma cadência que a fez estremecer. Ela olhou ao redor, percebendo que havia outras mesas vazias na cafeteria, mas Alessandro estava ali, diante dela, esperando uma resposta. Finalmente, ela conseguiu murmurar:

- Não, por favor, fique à vontade.

Ele se sentou em frente a ela, colocando o copo de café na mesa com um movimento calculado. Por um momento, nenhum dos dois disse nada. Mariana se sentiu desconfortável, sem saber como reagir à presença dele. Alessandro parecia estar completamente à vontade, como se sentar-se com uma estranha fosse algo que ele fazia todos os dias.

- Você gosta de romances policiais? - Ele perguntou, apontando para o livro que Mariana ainda segurava.

Ela assentiu, tentando esconder seu nervosismo.

- Sim, gosto de mistérios... e você?

Alessandro sorriu de maneira enigmática, como se soubesse de algo que ela não sabia.

- Eu gosto de enigmas... e de desafios. - Ele respondeu, sem desviar o olhar.

Mariana não soube o que responder. Sentia-se atraída por aquele homem de uma forma que nunca havia experimentado antes, mas ao mesmo tempo, algo em seu comportamento a alertava para o perigo. Era como se uma parte dela soubesse que se aproximar dele era como brincar com fogo.

- Meu nome é Alessandro. - Ele disse, estendendo a mão para ela.

- Mariana. - Ela respondeu, apertando a mão dele.

O toque foi firme, e a pele dele era surpreendentemente quente, considerando o frio lá fora. O breve contato a fez sentir um arrepio que percorreu seu corpo.

- Mariana... um nome bonito para uma mulher intrigante. - Ele comentou, observando-a com um olhar que parecia querer desvendar cada segredo seu.

Ela corou ligeiramente, tentando desviar o assunto.

- O que o traz a essa parte da cidade em uma noite tão chuvosa?

Alessandro deu de ombros, seu sorriso se tornando mais suave.

- Negócios. Mas agora estou feliz por ter encontrado este lugar. E você, por que está aqui?

Mariana hesitou antes de responder.

- Eu estava tentando fugir da chuva... e, quem sabe, encontrar um pouco de paz depois de um dia longo.

Alessandro inclinou a cabeça, como se estivesse considerando as palavras dela.

- Todos nós procuramos por paz, em algum momento. - Ele disse, com uma nota de melancolia na voz que Mariana não pôde deixar de notar.

Por alguns minutos, eles conversaram sobre trivialidades: o tempo, a cidade, livros. Mas em cada palavra trocada, havia uma tensão palpável no ar, algo que ambos sentiam, mas nenhum dos dois mencionava. Era como se um fio invisível os conectasse, puxando-os cada vez mais perto um do outro.

Mariana percebeu que estava se sentindo estranhamente confortável na presença dele, como se estivesse falando com um velho amigo, e não com um estranho que acabara de conhecer. Mas ao mesmo tempo, havia algo de perigoso em Alessandro, uma aura que ela não conseguia decifrar.

Quando a conversa finalmente chegou ao fim, Alessandro olhou para o relógio e se levantou.

- Foi um prazer conhecê-la, Mariana. Espero que possamos nos encontrar novamente.

Mariana assentiu, sem saber o que dizer. Alessandro deixou dinheiro suficiente na mesa para pagar o café de ambos e se dirigiu à porta. Mas antes de sair, ele olhou para ela uma última vez, e disse:

- Tome cuidado, Mariana. Nem tudo é o que parece ser.

Com essas palavras enigmáticas, ele saiu, deixando Mariana sozinha com seus pensamentos. Ela ficou sentada ali, com o som da chuva batendo nas janelas, tentando entender o que acabara de acontecer. Alessandro era diferente de qualquer pessoa que ela já havia conhecido. Havia algo nele que a atraía de uma forma inexplicável, mas também algo que a fazia sentir um medo profundo.

Mariana sabia que sua vida acabara de mudar para sempre, mas ainda não tinha ideia do quão profunda seria essa transformação. Naquela noite, ao voltar para casa, ela não conseguia parar de pensar em Alessandro e no que aquele encontro significava. Sentia-se como uma mariposa atraída pela luz de uma chama – fascinada, mas consciente do perigo.

E, embora não quisesse admitir, uma parte dela já sabia que, a partir daquele momento, não haveria mais volta. Ela estava irremediavelmente atraída pelo misterioso Alessandro, e isso a levaria a lugares que jamais imaginou.

Continuar lendo

Você deve gostar

Renascendo dos Escombros: O Retorno Épico de Starfall

Renascendo dos Escombros: O Retorno Épico de Starfall

Su Liao Bao Zi

Sangrando no volante do meu carro destruído, com a visão turva e o gosto de cobre na boca, usei minhas últimas forças para ligar para o meu marido. Era a minha única chance de salvação nesta tempestade. Mas quem atendeu foi o assistente dele, com uma frieza metálica: "O Sr. Wilson disse para parar com o teatro. Ele mandou avisar que não tem tempo para a sua chantagem emocional hoje." A linha ficou muda. Enquanto os paramédicos me arrastavam para fora das ferragens, vi na TV da emergência o motivo da "ocupação" dele. Meu marido estava ao vivo, cobrindo sua ex-namorada, Gema, com seu paletó para protegê-la da mesma chuva que quase me matou. O olhar dele para ela era de pura adoração. Quando voltei para a nossa cobertura para pegar minhas coisas, encontrei no bolso daquele mesmo paletó uma ultrassonografia com o nome dela. Ao me ver, ele não perguntou se eu estava bem. Ele me chamou de "decoração quebrada", jogou um cheque em branco na minha cara e congelou todos os meus cartões de crédito. "Você não é nada sem mim," ele disse, rindo com desdém. "Vai rastejar de volta em uma semana quando a fome apertar." Ele achava que tinha se casado com uma esposa troféu inútil e dependente. O que Arpão não sabia é que a "decoração" tinha uma vida secreta. Eu sou Starfall, a lenda anônima da dublagem, com milhões escondidos em contas offshore que ele nem sonha que existem. Limpei o sangue do rosto, peguei meu microfone profissional e caminhei até o estúdio da empresa dele. Não para pedir desculpas. Mas para roubar o papel principal do filme que a amante dele desesperadamente queria, e destruir o império deles com a minha voz.

Não Mais a Sra. Cooley: O Retorno da Arquiteta

Não Mais a Sra. Cooley: O Retorno da Arquiteta

Sandra

Fui ao cartório buscar uma cópia da certidão de casamento para a auditoria do fundo fiduciário do meu marido, achando que era apenas uma burocracia. O funcionário me olhou com pena e soltou a bomba: "Não há registro. O documento nunca foi devolvido. Legalmente, a senhora é solteira." Tentei argumentar, mostrando as fotos da nossa cerimônia luxuosa no Plaza, mas meu celular vibrou na hora errada. Uma notificação de álbum compartilhado apareceu na tela: "Nosso Segredinho". Ao abrir, meu sangue gelou. A primeira foto era da minha melhor amiga, Brylee, segurando um teste de gravidez positivo na varanda da nossa casa de férias. Logo abaixo, uma mensagem de texto do meu "marido", Gray: "Feliz aniversário de três anos, amor. Assim que o dinheiro do fundo cair na conta hoje, acabamos com essa farsa. Aquela estéril vai sair sem nada." A náusea me atingiu. Tudo se encaixou. Os três anos eram o prazo exato para ele acessar a herança. Eu não era uma esposa; eu era um adereço temporário. Eles não registraram o casamento de propósito para me descartarem sem divisão de bens assim que ele pegasse o dinheiro. Eu deveria estar quebrada. Deveria estar chorando na calçada. Em vez disso, peguei meu batom vermelho sangue e o apliquei com precisão cirúrgica. Entrei num táxi e, quando o motorista perguntou o destino, não dei o endereço de casa. Dei o endereço do maior inimigo comercial da família Cooley. Se eu não sou a Sra. Cooley, serei o pior pesadelo deles.

Libertada do inferno para reivindicar meu império

Libertada do inferno para reivindicar meu império

Clara Voss

Hayley foi traída por aqueles que deveriam amá-la acima de tudo. Para salvar a preciosa filha adotiva de uma punição merecida, os próprios pais de Hayley a mandaram direto para um pesadelo vivo - uma prisão infame onde sobreviver exigia crueldade e a fraqueza significava morte. Quatro anos depois, a garota que entrara por aqueles portões de ferro não existia mais. Ela emergiu com uma única regra inquebrável gravada na alma: toda traição se pagaria com uma vingança multiplicada. No dia em que Hayley foi libertada, o mundo estremeceu. Uma fila de carros de luxo se alinhava na estrada, e uma legião de seguidores leais aguardava seu retorno triunfante. Seu pai tentou comprar seu silêncio com dinheiro, mas dinheiro havia perdido poder sobre ela há muito tempo. Sua irmã adotiva se escondia atrás de palavras doces e falsa bondade, mas sorrisos vazios não a enganavam mais. Tudo o que havia sido roubado seria recuperado - pedaço por pedaço. Quando seus pais tentaram casar a filha adotiva com o homem mais temido da cidade, os lábios de Hayley se curvaram em um sorriso frio. "Só em seus sonhos." Com o apoio de aliados misteriosos e uma prisão inteira disposta a incendiar o mundo por ela, Hayley desmantelou seus inimigos com uma precisão aterrorizante. O que ela fez chamou a atenção de um "tirano". "Você é interessante. Seja minha mulher, e a cidade será sua." Hayley ergueu uma sobrancelha, indiferente. "Quer me domar? Tente se tiver coragem." Assim, a alta sociedade tornou-se o campo de batalha deles, onde poder confrontava desejo e ambição se chocava com obsessão. Nesse jogo implacável de domínio e tentação, quem se ajoelharia primeiro? A garota que uma vez fora abandonada no inferno ergueu-se de suas cinzas, coroada por fogo e vingança.

Capítulo
Ler agora
Baixar livro