Casada com meu Algoz

Casada com meu Algoz

Edilaine Beckert

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Capítulo

Eliza foi arrastada para um casamento arranjado da noite para o dia. Um homem frio e impiedoso - o mesmo que tirou a vida de seus pais. Desesperada, ela tenta fugir de Liam, mas logo percebe que o mundo lá fora é ainda mais perigoso. Sozinha, não sobreviveria uma noite. Sem saída, Eliza se vê obrigada a aceitar seu algoz. Na noite do casamento, uma terrível revelação: Liam pode ter assassinado outras mulheres antes dela. Drogada, ela mal consegue entender o que acontece na cerimônia - e desperta horas depois no luxuoso e sombrio apartamento do marido enigmático. Mas antes que ele possa tocá-la, o prédio é invadido. Agora ela precisa escolher entre confiar nele e fugir dali, ou ficar e morrer com inimigos que desconhece. Porque nada nessa história é o que parece.

Protagonista

: Eliza Altheron e Liam Hart

Casada com meu Algoz Capítulo 1 Execução

Capítulo 1

Eliza Altheron

No dia em que completei 21 anos, quem apareceu no portão do internato não foi meu pai.

Foi um estranho: alto, de ombros largos, olhos verdes como gelo e uma expressão que não revelava nada.

Horas depois, dois tiros ecoaram - secos, cruéis - e meus pais caíam diante de mim, o sangue se espalhando pela calçada como uma mancha impossível de apagar.

Naquele instante, achei que aquele homem seria meu algoz.

Até encontrar um envelope escondido no cofre.

E nele, a assinatura do meu próprio pai... autorizando a minha morte.

Foi assim que tudo começou.

.

Eu imaginei que veria o motorista da família ou até meu pai, com o semblante carrancudo e os braços cruzados. Mas aquele homem não parecia ter vindo para me levar de volta. Parecia mais... um presságio.

- Foi... foi papai quem te enviou? - perguntei, hesitante.

Ele não respondeu. Apenas entregou um envelope lacrado ao segurança do colégio. O homem leu, analisou os documentos e assentiu. Um gesto simples - e minha liberdade foi entregue nas mãos de um desconhecido.

- Traga suas coisas. Não posso entrar lá - disse o estranho, a voz grave, sem emoção.

Talvez fosse só um novo guarda-costas, pensei. Ou talvez eu estivesse louca. Arrumei minhas malas rapidamente; já estavam prontas para o dia seguinte. Ele caminhou até elas como se soubesse exatamente onde estariam, pegou todas sem esforço e seguiu para o carro preto parado na frente.

Entrei no banco de trás, tentando controlar a inquietação. O silêncio era sufocante.

- Qual o seu nome? - arrisquei.

- Você trabalha com meu pai há muito tempo?

- Eles estão bem?

Nada. Nenhuma resposta. Só o ronco dos pneus contra o asfalto. Cada quilômetro percorrido fazia meu coração bater mais rápido.

O carro parou. Reconheci de imediato a entrada da minha casa. O peito se encheu de alívio e saudade. Desci correndo, as lágrimas queimando nos olhos. Estava de volta.

Mas em segundos, tudo desabou.

Pah! Pah!

Dois tiros secos. Definitivos.

Meus pais tombaram diante de mim.

- N-não... - minha voz saiu em um sussurro, quase sem ar. - Não, por favor!

Caí de joelhos. O mundo ficou em silêncio absoluto, como se tivesse desmoronado comigo.

- O que você fez? Eles não te fizeram nada! - gritei, sem forças. - Por quê?

O cano frio da arma encostou na lateral da minha cabeça.

A voz dele, cortante, quebrou meu desespero.

- Pegue o que for precisar. Depois, entre no carro.

O som metálico de engatilhar não deixou espaço para dúvida. Tremendo, levantei-me e entrei em casa.

A mesma casa onde aprendi a andar, onde comemorei aniversários... agora manchada pelo sangue dos meus pais.

No escritório, fui direto até o painel escondido atrás da estante. Eu sabia: ali havia uma arma carregada. Vi meu pai guardá-la tantas vezes.

Abri o painel com as mãos trêmulas. O metal frio da pistola trouxe uma sensação estranha de controle. Mas algo chamou minha atenção: um envelope branco preso atrás da arma.

O selo vermelho me fez congelar. O brasão da minha família.

Meu nome estava escrito à mão na parte da frente, com a caligrafia precisa do meu pai. O coração bateu tão forte que doeu. Abri. Dentro, apenas uma folha.

Nome: Eliza Altheron.

Execução: 23 de abril, às 14h30 - portão do internato.

Autorizado por: Reginald Altheron.

A assinatura era dele.

Meu pai.

O mesmo homem que me deu uma boneca feita à mão quando completei sete anos. O mesmo que me ensinou a nadar aos gritos. O mesmo que dizia que um dia eu entenderia seus motivos.

Ele havia me condenado.

Senti o chão sumir. O sangue pulsava nos ouvidos. A respiração falhou. Tudo fazia sentido: o silêncio no carro, o executor, os tiros...

Mas... por quê?

Por que meu próprio pai quis me matar?

E por que esse homem, o executor, não cumpriu a ordem? Por que veio um dia antes?

Guardei a arma no cós da calça, escondendo-a com a blusa. Dobrei o papel e enfiei no bolso. O choro secou. A dor deu lugar a frieza.

Saí até a porta. Ele me esperava encostado no carro, impassível. Olhou-me como quem mede um adversário. Eu o encarei de volta, com algo novo no olhar.

Eu queria respostas.

Eu queria vingança.

- Vamos - murmurei, entrando no carro sem desviar os olhos dele.

Se ele não ia me matar, então seria ele quem me mostraria a verdade.

E, dessa vez, eu é que apontaria a pistola para a nuca dele.

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Casada com meu Algoz Casada com meu Algoz Edilaine Beckert Romance
“Eliza foi arrastada para um casamento arranjado da noite para o dia. Um homem frio e impiedoso - o mesmo que tirou a vida de seus pais. Desesperada, ela tenta fugir de Liam, mas logo percebe que o mundo lá fora é ainda mais perigoso. Sozinha, não sobreviveria uma noite. Sem saída, Eliza se vê obrigada a aceitar seu algoz. Na noite do casamento, uma terrível revelação: Liam pode ter assassinado outras mulheres antes dela. Drogada, ela mal consegue entender o que acontece na cerimônia - e desperta horas depois no luxuoso e sombrio apartamento do marido enigmático. Mas antes que ele possa tocá-la, o prédio é invadido. Agora ela precisa escolher entre confiar nele e fugir dali, ou ficar e morrer com inimigos que desconhece. Porque nada nessa história é o que parece.”
1

Capítulo 1 Execução

17/06/2025

2

Capítulo 2 Perseguição

17/06/2025

3

Capítulo 3 Pai

17/06/2025

4

Capítulo 4 Quer morrer

17/06/2025

5

Capítulo 5 O caos

17/06/2025

6

Capítulo 6 Merda!

17/06/2025

7

Capítulo 7 Boato

17/06/2025

8

Capítulo 8 Questionando

17/06/2025

9

Capítulo 9 Assinatura

17/06/2025

10

Capítulo 10 Minha!

17/06/2025

11

Capítulo 11 Algoz

17/06/2025

12

Capítulo 12 Fugir

19/06/2025

13

Capítulo 13 O divórcio

19/06/2025

14

Capítulo 14 Desce, agora!

19/06/2025

15

Capítulo 15 Nua

19/06/2025

16

Capítulo 16 Costurar

19/06/2025

17

Capítulo 17 Você decide

19/06/2025

18

Capítulo 18 Nunca!

19/06/2025

19

Capítulo 19 Bêbada

19/06/2025

20

Capítulo 20 Domínio

19/06/2025

21

Capítulo 21 Fascínio

24/06/2025

22

Capítulo 22 Clara

24/06/2025

23

Capítulo 23 Justo agora

25/06/2025

24

Capítulo 24 Bonitinho

25/06/2025

25

Capítulo 25 A velhinha

26/06/2025

26

Capítulo 26 Velho tarado

27/06/2025

27

Capítulo 27 Rapel

27/06/2025

28

Capítulo 28 Acordo

28/06/2025

29

Capítulo 29 Velho arrogante

29/06/2025

30

Capítulo 30 A ligação

01/07/2025

31

Capítulo 31 Furioso

01/07/2025

32

Capítulo 32 Papel a cumprir

02/07/2025

33

Capítulo 33 Já chega!

03/07/2025

34

Capítulo 34 Maldita!

03/07/2025

35

Capítulo 35 LIAM!

04/07/2025

36

Capítulo 36 Estava consciente

04/07/2025

37

Capítulo 37 Ofegante

04/07/2025

38

Capítulo 38 Quem é ela

05/07/2025

39

Capítulo 39 Diferença de beijo

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Capítulo 40 Alvo

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