Atração quase Fatal

Atração quase Fatal

Coruja literária

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Capítulo

SINOPSE: Caio sempre foi o tipo de cara que ninguém ousava desafiar. Playboy, conquistador nato, o melhor amigo do seu irmão e o maior pesadelo da sua adolescência. Ele partia corações por onde passava - menos o dela, que jurou nunca ceder ao seu charme barato. Analu cresceu odiando o apelido que ele inventou e odiando ainda mais a forma como Caio sempre a provocava. Mas depois de anos longe, quando retorna para casa formada e decidida a viver seus próprios sonhos, tudo muda. Um deslize, um quase beijo e um olhar intenso colocam em xeque toda a implicância que ela achava sentir. Ele promete que ela é território proibido. Ela jura que nunca se renderá a um cafajeste como ele. Mas cada reencontro é uma batalha, cada provocação um perigo, e cada olhar roubado um convite para cair. O problema? Quando se trata de Caio, resistir pode ser exatamente o que ela mais deseja...

Atração quase Fatal Capítulo 1 Não é que ela voltou...

Capítulo 1 : A Chegada.

NARRAÇÃO DE ANALU:

Cinco anos.

Cinco longos anos longe de casa. Estudar moda em Paris sempre foi meu sonho, mas voltar para o Brasil era como abrir uma gaveta cheia de memórias... algumas boas, outras que eu preferia deixar enterradas.

E no meio disso tudo, tinha uma certeza: meu irmão Pedro estaria me esperando no aeroporto.

Era o mínimo.

Mas claro, eu deveria ter desconfiado.

Já fazia vinte minutos que eu estava parada na calçada de desembarque, com três malas pesadas que insistiam em tombar. E Pedro? Nada.

Reviro os olhos e mando mais uma mensagem de áudio:

- Cinco anos fora e você não consegue nem ser pontual pra me buscar, Pedro? Sério mesmo?

No instante seguinte, um carro preto se aproxima. Era o carro dele, que comprou a pouco tempo.

Eu sei porque vi um vídeo do caio se exibindo com o carro dele. Porque o Pedro mesmo nem liga pra isso.

Assim que reconheci o carro, já me adiantei em sair até ele.

"Até que enfim!", pensei aliviada, ajeitando as malas para correr até ele.

Mas assim que o vidro desce e a música de rock explode pelos alto-falantes, meu estômago revira Assim que eu vejo ele.

O Pedro? Não! O caio.

- Caio?

Ele sorri.

O mesmo sorriso convencido, irritante e perigoso que ele carregava desde que eu tinha memória.

- Aninha! Uau... olha só você.

"Aninha."

Aff. Aquele apelido maldito. Como eu odiava.

- Cadê o Pedro?

pergunto seca.

- Relaxa, ele não pôde vir. Mandou o substituto oficial.

- Grande coisa.

- Vai entrar ou vai ficar me encarando?

Seguro firme as malas e olhei pras malas indicando aquele troglodita que precisava de ajuda.

- Você não vai me ajudar?

- Ah, é. Esqueci que você é assim.

- Assim como?

arqueio a sobrancelha, já pronta pro embate.

Ele dá a volta no carro, pega as malas e joga no porta-malas como se fossem plumas.

- Três malas? Já não tinha roupa suficiente naquele seu closet lotado?

- Primeiro: não era nem pra você estar aqui. Segundo: são minhas roupas, então para de se incomodar.

Ele finge estar ofendido.

- Eu, fazendo favor, e você sendo grossa. Que recepção delicada, Aninha.

Bufo, me enfio dentro do carro e gravo um áudio para Pedro, ignorando Caio o máximo que consigo.

- Você me paga, Pedro! Anos sem ver a sua irmã mais nova e você manda o Caio pra me buscar? Sério, que grande consideração!

Quando termino, Caio está olhando pelo retrovisor, rindo.

- Cinco anos e parece que ficou pior.

Dou um tapa na cabeça dele.

- Ai! Tá maluca?

- Anda logo com esse carro, Caio. Você é insuportável.

- Eu? Você que é mimada.

- Mimada uma ova!

- Olha a boca, vou contar prós seus pais.

Reviro os olhos. O Pedro me paga!

Ele dá partida ainda com aquele sorriso ladino que me faz querer arrancar os cabelos.

No caminho, fico mexendo no celular, mas sinto o olhar dele sobre mim, insistente, pelo retrovisor.

Fingindo indiferença. O silencio até que tá durando, olha.. tô impressionada.

Mas logo me arrependo do que pensa quando ele liga o som.

Um rock pesado ecoa pelo carro, quase estourando meus tímpanos.

- Sério isso?

digo, já irritada.

Ele canta junto, desafinado de propósito, e eu não aguento.

Me inclino para frente e tento desligar o som, mas ele segura meu pulso.

- Nem pensa nisso, Aninha.

- Desliga, Caio!

- Relaxa.

- Des...li...ga!

sibilo, quase em cima dele, tentando alcançar o painel.

Ele ri.

- Deixa de ser chata.

- E você de ser horrível!

No meio da briga, o carro para no sinal vermelho. Meu joelho desmorona no banco, deslizando e meu coração vai na boca.

- Ah!!

Nossos rostos ficam perigosamente próximos, respirações misturadas, e de repente... os lábios se roçam.

Meu coração dispara.

Não. Não, não, não.

Nossos olhos se encontram.

O dele brilha com uma ironia silenciosa, como se aquilo fosse a coisa mais divertida do mundo. O meu... em choque.

Droga!

Uma buzina estrondosa corta o momento.

- BIBIIIIII!..

seguida por outras.

Pisco, voltando para a realidade.

- Tá vendo o que você fez?!

- Eu? Você que se jogou em cima de mim.

- Eu me joguei? Tá maluco? Anda logo, Caio!

Bato no ombro dele e ele dá risada, acelerando.

- Aí agressivona!

Me encosto no banco, tentando acalmar a respiração.

Quase beijei o Caio.

O Caio!

O melhor amigo do meu irmão. O cara que sempre implicou comigo. O cafajeste número um da cidade.

Não. Isso não pode estar acontecendo.

....

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“SINOPSE: Caio sempre foi o tipo de cara que ninguém ousava desafiar. Playboy, conquistador nato, o melhor amigo do seu irmão e o maior pesadelo da sua adolescência. Ele partia corações por onde passava - menos o dela, que jurou nunca ceder ao seu charme barato. Analu cresceu odiando o apelido que ele inventou e odiando ainda mais a forma como Caio sempre a provocava. Mas depois de anos longe, quando retorna para casa formada e decidida a viver seus próprios sonhos, tudo muda. Um deslize, um quase beijo e um olhar intenso colocam em xeque toda a implicância que ela achava sentir. Ele promete que ela é território proibido. Ela jura que nunca se renderá a um cafajeste como ele. Mas cada reencontro é uma batalha, cada provocação um perigo, e cada olhar roubado um convite para cair. O problema? Quando se trata de Caio, resistir pode ser exatamente o que ela mais deseja...”
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