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Luiza Paes tem um plano: conquistar a vaga na comunicação esportiva da Universidade Santa Aurora, manter a vida sob controle e não se distrair com problemas que não são seus. Caio Vilar é exatamente o tipo de problema que ela deveria evitar. Capitão do time de futsal, admirado dentro e fora das quadras, Caio parece ter tudo sob controle até que um vídeo antigo volta a circular nas redes sociais e transforma um erro de segundos em uma crise capaz de ameaçar sua carreira, sua reputação e o futuro do time. Encarregada de ajudá-lo a reconstruir a imagem pública, Luiza descobre que por trás do atleta confiante existe alguém pressionado por expectativas, culpas e decisões que ele nunca aprendeu a dividir com ninguém. Mas, quando um boato sobre os dois começa a ganhar força, uma ideia impulsiva surge: transformar a especulação em estratégia. Com regras claras, limites inegociáveis e uma cláusula final que nenhum dos dois deveria ter aceitado, Luiza e Caio entram em um acordo de namoro de fachada. O problema é que sentimentos reais não respeitam contratos. Entre câmeras, jogos decisivos, segredos mal resolvidos e a possibilidade de um futuro em direções diferentes, eles vão descobrir que algumas partidas se perdem por estratégia. Outras, porque o coração decide jogar sozinho.
Sete minutos podem parecer pouco para quem nunca precisou escolher entre pegar o ônibus certo ou comprar almoço.
Para mim, sete minutos eram uma catástrofe cuidadosamente calculada.
Eu estava atrasada para a entrevista mais importante daquele semestre, correndo pela avenida principal da Universidade Santa Aurora com uma pasta azul apertada contra o peito, uma mochila escorregando do ombro e a sensação muito específica de que meu coração estava tentando pedir demissão do meu corpo.
O celular vibrou na minha mão.
Maya:
Você chegou?
Digitei enquanto desviava de dois estudantes que tinham decidido parar no meio da calçada para discutir alguma coisa sobre um trabalho em grupo.
Eu:
Quase.
A resposta veio antes que eu conseguisse atravessar a rua.
Maya:
"Quase" é a palavra que as pessoas usam quando ainda estão longe.
Revirei os olhos.
Eu:
Obrigada pelo apoio emocional.
Maya:
Sempre. Vai dar certo. Só não ameaça ninguém da banca, Lu.
Sorri apesar do desespero.
Maya tinha uma teoria inconvenientemente precisa de que eu parecia "simpática até ser contrariada". Segundo ela, meu rosto tinha o hábito de anunciar uma discussão antes mesmo que eu abrisse a boca.
Eu discordava.
Na maior parte do tempo.
Mas, naquela manhã, com o cabelo preso de qualquer jeito, o café da manhã reduzido a uma banana amassada na mochila e o salto baixo da minha bota batendo com força demais no chão, talvez eu não fosse exatamente a imagem da serenidade.
O Ginásio Afonso Rios ficava na extremidade mais distante do campus, uma espécie de punição arquitetônica para quem estudava Comunicação Social e achava que não precisaria frequentar a área esportiva da universidade.
Do outro lado da praça central, os prédios de Direito, Administração e Engenharia se erguiam em linhas retas, sérias e pretensiosas. Já o ginásio parecia viver em um universo próprio: paredes de concreto claro, enormes janelas de vidro e faixas azuis penduradas na fachada, celebrando vitórias que eu não sabia se eram recentes ou apenas importantes demais para serem retiradas.
Em uma delas, lia-se:
SANTA AURORA FUTSAL - TRADIÇÃO, GARRA E FUTURO.
Abaixo, havia uma foto de jogadores comemorando em uma quadra, todos suados, sorrindo e erguendo algum troféu dourado que, para mim, parecia exatamente igual a todos os outros troféus dourados do mundo.
Não que eu não respeitasse esporte.
Eu respeitava.
De longe.
Com a mesma reverência que se tem por animais grandes, rápidos e barulhentos.
- Luiza Paes? - uma voz chamou atrás de mim.
Virei depressa, já imaginando que alguém da banca tinha saído para me procurar.
Mas era apenas um garoto de boné vermelho, carregando uma caixa de garrafas de água. Ele me olhou como se estivesse tentando confirmar se eu era alguém importante ou se apenas parecia perdida.
- Sala de reuniões? - perguntei, sem fôlego.
Ele apontou para o corredor à esquerda.
- Segunda porta depois dos vestiários.
- Obrigada.
- Boa sorte - ele acrescentou, talvez por pena.
Eu corri pelo corredor.
O problema de correr com uma pasta cheia de folhas impressas é que, em algum momento, você deixa de parecer uma jovem profissional determinada e passa a parecer uma pessoa sendo perseguida por uma enchente de papel.
Eu estava ajustando a pasta contra o peito quando virei a esquina rápido demais.
E bati em alguém.
Não foi uma batida discreta.
Foi do tipo que faz o mundo parar por um segundo, o café voar em câmera lenta e a dignidade escolher um lugar distante para se esconder.
O copo de papel que a pessoa segurava virou completamente sobre a minha pasta.
Minha pasta.
Minha apresentação.
Meu plano de comunicação para a vaga de assistente de mídias esportivas.
Meu futuro, agora salpicado de café com leite.
- Droga! - exclamei, tentando segurar as folhas antes que caíssem no chão.
- Você está bem? - perguntou uma voz masculina.
Era uma voz calma demais para alguém que acabara de destruir o equivalente a três noites sem dormir.
- Eu estaria melhor se o seu café não tivesse decidido participar da minha entrevista.
A pessoa diante de mim ficou em silêncio por meio segundo.
Depois, estendeu algumas folhas de guardanapo.
- Você saiu correndo sem olhar para onde ia.
Ergui os olhos.
E imediatamente entendi por que pessoas bonitas deviam ser obrigadas a carregar uma espécie de aviso prévio.
Cuidado: aparência pode causar irritação desnecessária.
Ele era alto, com os cabelos castanhos um pouco bagunçados, como se tivesse passado a mão por eles várias vezes ao longo da manhã. Vestia uma camiseta preta simples, uma calça de moletom cinza e um casaco azul-marinho com o emblema da Universidade Santa Aurora no peito.
O uniforme não era exatamente chamativo.
O problema era quem o usava.
Ele tinha aquele tipo de rosto que parecia ter sido treinado para campanhas publicitárias: mandíbula marcada, sobrancelhas escuras, olhos claros demais para alguém que acabara de me fazer querer cometer um crime de baixa complexidade.
Mas havia algo irritante em sua expressão.
Não arrogância, exatamente.
Pior.
Diversão.
- Eu estava olhando - respondi, tirando a folha mais manchada da pasta. - Você que estava ocupando metade do corredor.
Ele olhou para os próprios ombros, como se estivesse considerando a possibilidade de diminuí-los por alguns centímetros.
- Isso não parece muito possível.
- Tenta.
O sorriso dele apareceu de lado.
Pequeno.
Quase involuntário.
E, por algum motivo, isso me irritou ainda mais.
Ele se abaixou para recolher duas folhas que tinham caído perto dos meus pés. Quando me entregou uma delas, seus olhos passaram pela primeira página da apresentação.
Plano de Comunicação - Futsal Santa Aurora.
Seu olhar demorou um segundo a mais do que deveria.
- Entrevista? - perguntou.
- Não parece uma inscrição para um concurso de dança.
- Nunca se sabe. Esse campus tem uns clubes bem específicos.
- Você sempre conversa assim com desconhecidas que atropela no corredor?
- Você sempre responde assim quando alguém tenta ajudar?
- Você está ajudando porque se sente culpado.
- Eu me sinto um pouco culpado.
- Ótimo. Continue.
Ele riu.
De verdade, dessa vez.
E eu odiei que a risada dele tivesse sido mais agradável do que deveria.
Peguei as folhas da mão dele, tentando ignorar o fato de que meus dedos tocaram os seus por um instante.
- Obrigada pelos guardanapos - falei, porque minha mãe tinha me ensinado educação antes de me ensinar a desconfiar de homens bonitos.
- De nada.
Ele olhou para o corredor à frente.
- A sala de reuniões é por ali.
- Eu sei.
- Claro que sabe.
- Eu só estava... verificando se você sabia.
- Faz sentido.
A vontade de revirar os olhos voltou.
- Bom dia - falei, deixando claro que aquilo significava "vá embora".
- Boa sorte, então.
Ele se afastou pelo corredor, sem pressa, como se não tivesse acabado de derramar café em um dos poucos documentos capazes de mudar a minha vida naquele semestre.
Fiquei olhando por dois segundos mais do que deveria.
Não porque ele fosse bonito.
Quer dizer, ele era.
Mas principalmente porque eu tentava decidir se tinha sido mais irritante a forma como ele sorriu ou a certeza insuportável de que ele sabia disso.
Quando percebi que ainda estava parada no corredor, olhei para o relógio no celular.
Sete minutos de atraso tinham virado nove.
- Perfeito - murmurei.
Ajeitei a pasta, respirei fundo e bati à porta da sala de reuniões.
- Pode entrar - respondeu uma mulher do lado de dentro.
Abri a porta.
A sala era menor do que eu imaginava, com uma mesa oval no centro, cadeiras pretas e uma janela de vidro que dava para a quadra. Do lado de fora, alguns jogadores treinavam passes rápidos, enquanto o som de tênis contra o piso ecoava pelo ginásio.
Havia três pessoas sentadas à mesa.
Uma mulher de cabelos curtos e grisalhos, com um notebook aberto diante de si. Um homem mais velho, de camisa polo azul, que eu reconheci das fotos no site da universidade como o professor Álvaro Mendonça, técnico do futsal. E uma mulher jovem, de blazer bege, que eu imaginava ser alguém da área administrativa.
- Luiza Paes? - perguntou a mulher de cabelos curtos.
- Sim. Desculpem o atraso. O ônibus atrasou e eu...
Ela levantou a mão com gentileza.
- Sem problema. Pode se sentar.
Eu me sentei, apoiando a pasta no colo para esconder a mancha de café na capa.
A mulher sorriu.
- Sou Helena Duarte, coordenadora de comunicação institucional. Este é o professor Álvaro, técnico do time, e esta é Patrícia Lemos, da diretoria de esportes.
- Prazer - eu disse.
- Prazer, Luiza - respondeu Patrícia. - Nós analisamos seu portfólio. Gostamos especialmente do projeto que você desenvolveu para a biblioteca comunitária do bairro São Miguel.
Meu corpo relaxou um pouco.
Só um pouco.
- Obrigada. Foi um projeto pequeno, mas a ideia era tornar o espaço mais acessível para os estudantes do ensino médio.
- Você conseguiu aumentar o número de inscrições em quase quarenta por cento - disse Helena.
- Porque a biblioteca tinha um problema de comunicação, não de falta de público. Muita gente não sabia que podia frequentar o espaço.
- E você acha que o futsal da Santa Aurora tem um problema parecido? - perguntou o professor Álvaro.
Olhei para ele.
Depois, para a janela.
Na quadra, os jogadores se movimentavam em blocos rápidos, acompanhando o apito de alguém que eu não conseguia ver.
- Acho que o time já tem público - respondi. - Mas talvez não tenha uma narrativa.
Helena inclinou a cabeça.
- Explique.
Eu abri a pasta. Algumas páginas ainda tinham marcas de café, mas meu planejamento continuava legível. E, quando comecei a falar sobre trabalho, a ansiedade quase sempre encontrava um lugar para se esconder.
- A comunicação atual foca muito em resultados. Vitórias, treinos, rankings, placares. Isso funciona para quem já acompanha futsal. Mas não cria conexão com quem ainda não acompanha.
Patrícia cruzou os braços.
- E como você faria diferente?
- Eu mostraria histórias. Não apenas do time como instituição, mas das pessoas. Os alunos-atletas, a rotina, as dificuldades, os bastidores. Quem está de fora precisa entender que existe mais do que uma camisa e um placar.
O professor Álvaro me observava com atenção.
- Você acha que os atletas deveriam se expor mais?
- Não necessariamente. Acho que deveriam aparecer de forma mais humana.
- Humana? - ele repetiu.
- Sim. Hoje, as redes sociais do time parecem uma campanha permanente de energia, vitória e superação. Todo mundo sorrindo, todo mundo forte, todo mundo pronto. Mas ninguém é assim o tempo inteiro.
Helena digitou algo no notebook.
- E você acredita que isso atrairia mais público?
- Acredito que pessoas se conectam com pessoas. Não com slogans.
Por um instante, ninguém falou nada.
Eu me perguntei se tinha exagerado.
Talvez tivesse sido direta demais. Maya diria que eu tinha usado meu "tom de apresentação para tribunal", aquele que aparecia quando eu achava que precisava provar alguma coisa.
Mas eu precisava.
A vaga era uma bolsa complementar de trabalho. Se conseguisse, eu teria dinheiro suficiente para continuar no apartamento com Maya, comprar os livros que a faculdade insistia em indicar e, quem sabe, passar um mês sem calcular o preço de tudo antes de colocar no carrinho do mercado.
Não era apenas um estágio.
Era a diferença entre continuar e precisar desistir.
- Você tem experiência com esporte? - perguntou Patrícia.
Eu poderia ter mentido.
Poderia dizer que assistia a jogos com meu pai ou que acompanhava campeonatos universitários. Poderia inventar uma história simpática sobre como sempre fui apaixonada por futebol.
Mas eu não era.
- Não tenho - respondi. - Mas tenho experiência em entender público, construir linguagem e criar conteúdo que faça sentido para as pessoas certas.
Helena sorriu, quase imperceptivelmente.
- Resposta honesta.
- Eu espero que isso conte pontos.
- Conta.
A porta se abriu atrás de mim.
- Desculpem o atraso.
Reconheci a voz antes mesmo de me virar.
Meu estômago fez uma coisa estranha e, por um segundo, eu considerei a possibilidade de me esconder debaixo da mesa.
O garoto do café entrou na sala com a mesma calma irritante de antes, agora segurando uma garrafa de água e um celular na mão.
Ele olhou para mim.
Depois, para a pasta manchada sobre a mesa.
E teve a decência de parecer surpreso.
- Ah - ele disse.
Ah.
Era tudo o que ele tinha a dizer.
Helena se levantou um pouco na cadeira.
- Luiza, este é Caio Vilar. Capitão do time e representante dos atletas no projeto de comunicação.
Claro.
É claro que ele era o capitão.
Porque o universo parecia ter um senso de humor particularmente cruel quando se tratava de mim.
Caio se sentou na cadeira vazia ao meu lado.
Muito perto.
Perto o suficiente para eu sentir o cheiro leve de sabonete e café recém-tomado.
- Prazer - ele disse, estendendo a mão.
Eu olhei para ela.
Depois, para ele.
- Nós já nos conhecemos.
O professor Álvaro franziu a testa.
- Já?
- Um encontro rápido no corredor - Caio respondeu.
- Ele derramou café no meu projeto - esclareci.
Caio levou a mão ao peito em uma expressão dramática.
- Foi um acidente.
- Foi um desastre logístico.
Patrícia tentou esconder um sorriso.
Helena olhou para mim, depois para ele, como se tivesse acabado de encontrar algo muito mais interessante do que uma entrevista de estágio.
- Bem - disse ela. - Parece que vocês já quebraram o gelo.
- Eu não diria isso - respondi.
- Nem eu - disse Caio ao mesmo tempo.
Nossos olhares se cruzaram.
E, por uma fração de segundo, eu tive a sensação de que ele estava me desafiando a continuar.
Helena apoiou os cotovelos na mesa.
- Caio, Luiza estava nos explicando a proposta dela para a comunicação do time.
- Estou curioso - ele disse.
- A proposta é humanizar a imagem dos atletas - explicou o professor Álvaro.
Caio arqueou uma sobrancelha.
- Então ela acha que a gente não parece humano?
- Eu acho que vocês parecem personagens de uma propaganda de bebida energética - falei antes de pensar.
O silêncio foi imediato.
Patrícia soltou uma risada curta.
O professor Álvaro pigarreou.
E Caio apenas me olhou.
Por um instante, achei que ele ficaria ofendido.
Mas então ele inclinou a cabeça e sorriu daquele jeito lento, irritante e perigosamente bonito.
- Talvez seja porque quase nunca deixam a gente falar de outra coisa além de jogo.
A resposta me pegou desprevenida.
Não porque fosse profunda.
Mas porque era honesta.
E porque eu não esperava honestidade dele.
Helena fechou o notebook.
- Ótimo. Acho que já temos um ponto de partida.
Meu coração disparou.
- Isso significa...?
- Significa que gostaríamos de oferecer a você uma experiência inicial no projeto - disse ela. - Duas semanas de trabalho com a equipe de comunicação esportiva. Você acompanhará o time, produzirá um plano de conteúdo e trabalhará diretamente com alguns jogadores.
Eu quase parei de respirar.
- Eu aceito.
Talvez eu tenha respondido rápido demais.
Mas ninguém pareceu se importar.
- Ótimo - disse Patrícia. - Começamos na segunda-feira.
Helena olhou para Caio.
- E, como parte da estratégia, você será a principal pessoa acompanhada pela Luiza nesse primeiro período.
O sorriso dele desapareceu por um segundo.
Só por um segundo.
Depois voltou, mais discreto.
- Entendi.
Eu fechei a pasta devagar.
Caio virou o rosto na minha direção.
- Então vamos trabalhar juntos.
A frase parecia simples.
Inofensiva.
Mas havia alguma coisa no jeito como ele disse aquilo que fez meu instinto inteiro acender em alerta.
Não era apenas o café.
Não era apenas o sorriso.
Era a sensação de que Caio Vilar era exatamente o tipo de pessoa que aparecia na sua vida no momento errado, bagunçava todas as gavetas e ainda fazia você se perguntar se a culpa era sua por ter deixado a porta aberta.
Quando saí da sala, dez minutos depois, fui direto para o corredor e encostei as costas na parede fria.
Meu celular vibrou.
Maya:
E aí? Você conseguiu?
Olhei para a porta da sala.
Caio ainda estava lá dentro, falando com o técnico. Pela janela de vidro, eu o vi passar a mão pelos cabelos e rir de alguma coisa que o professor Álvaro tinha dito.
Então abri o aplicativo de notas.
Criei uma nova lista.
E escrevi:
Regras de sobrevivência no futsal universitário.
Parei por um instante.
Depois acrescentei:
Regra número um: não misturar trabalho com atletas.
E, abaixo, porque parecia importante ser específica:
Especialmente com Caio Vilar.
Cláusula de Impedimento
Rena Belle
Romance
Capítulo 1 Sete minutos de atraso
01/07/2026
Capítulo 2 O capitão que ninguém conhece
01/07/2026
Capítulo 3 Crise de imagem
01/07/2026
Capítulo 4 A cláusula
01/07/2026
Capítulo 5 O primeiro post
01/07/2026
Capítulo 6 A torcida acredita
01/07/2026
Capítulo 7 Uma cama e duas versões
01/07/2026
Capítulo 8 Fora do roteiro
01/07/2026
Capítulo 9 Uma verdade pela metade
01/07/2026
Capítulo 10 O beijo que não estava previsto
01/07/2026
Capítulo 11 A regra que ninguém cumpre
01/07/2026
Capítulo 12 Intervalo
01/07/2026
Capítulo 13 A queda
01/07/2026