O Marquês de Sangue - Livro Um

O Marquês de Sangue - Livro Um

Rachel Raya

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Capítulo

Ana Blackwood é a filha mais velha do Barão de Ackley. Tudo começava a se encaixar na vida da dama, um amor correspondido, uma proposta de casamento planejada, tudo o que uma jovem poderia desejar. Porém, ao contrair uma doença, a jovem dama se vê entre a vida e a morte.Deixando a movimentada Londres da era regencial para cuidar da saúde, ela conhece Nathaniel Schumer, seu novo médico que se apaixona por ela enquanto a dama estava sob seus cuidados, e reencontra Leticia Castellon, que trabalha na fazenda do Barão como criada.O que Ana não espera, é que a amizade que surge entre ela e Nathaniel, abrirá as portas para um mundo completamente diferente do que ela conhece.A chegada do meio-irmão de Nathaniel, Vladimir Strauss, o Marquês de Lancaster, vira todo o mundo de Ana de cabeça para baixo, a fazendo duvidar de seus princípios e dos sentimentos que nutre pelo Visconde de Redfield.Ana descobre a existência de vampiros e lobisomens vivendo entre humanos desde eras passadas. Com a ajuda de seu novo mentor, terá de se adaptar a sua nova vida e aprender a conviver nessa nova realidade, o que se mostrará um desafio e tanto para a dama, já que Lorde Strauss é tudo, menos um cavalheiro respeitável.

Capítulo 1 Prólogo

Copyright © 2021 Rachel Raya

Registro: Fundação Biblioteca Nacional

Capa: Cris Matthiesen

Diagramação: Ana Zarpelon

Revisão: Jhonã Magnane

Rachel Raya. ― 2ªed ― Publicação independente

2021.

1. Literatura brasileira 2. Fantasia 3. Romance de época

A autora desta obra detém todos os direitos autorais

registrados perante a lei. Em caso de cópia, plágio e/ou

reprodução completa e/ou parcial indevida sem a

autorização, os direitos do mesmo serão reavidos

perante à justiça.

"Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998."

Esta é uma obra de ficção. Nomes, personagens, lugares e acontecimentos descritos são produtos da imaginação do autor. Qualquer semelhança com nomes, datas e acontecimentos reais é mera coincidência.

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Para meu melhor amigo, que me incentiva a escrever mesmo demorando uma semana para ler uma página.

Para meus pais que me aturam quando eu surto por causa dos meus próprios personagens.

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PRÓLOGO

Ele precisava correr se quisesse alcançá-los. As ruas estavam desertas, não teria problema em montar, no entanto, seu braço machucado o impediria de controlar o animal e ele acabaria morrendo ao ser arremessado. Era arriscado demais. Se seguisse pela Grosvenor conseguiria chegar até o local em um terço do tempo estimado. Sentindo os músculos das pernas arderem pelo exercício, afinal, correra por quase toda Mayfair atrás daqueles dois, tomou fôlego e seguiu a rota traçada. Sabia que aquilo era um mau presságio. Quando vira os corpos semanas antes, percebera que aquilo significava algo ruim para eles. Gostaria de voltar no tempo e ter fugido de Londres, pelo menos até que os quatro estivessem em condições mais vantajosas.

Um centenário... aquilo era um problema pelo qual não esperava passar nem tão cedo.

Chegando ao lugar marcado no mapa, puxou sua pistola, respirou fundo e abriu a porta. Fazendo parte de um mundo como aquele, manter a guarda levantada era o requisito número um.

A imagem que se seguiu após atravessar o imenso hall mal iluminado o fez arfar, ódio e pavor o dominaram em instantes; seu precioso irmão estava jogado sobre uma pilha de madeiras em um salão vazio. O braço direito jazia longe do corpo, jogado em uma poça de sangue, arrancado por uma fera. A perna esquerda estava retorcida de uma forma nem um pouco natural e os ossos perfuravam a carne, mostrando todos os pontos fraturados.

Aproximando-se daquele que um dia fora seu irmão, as lágrimas começaram a embaçar sua visão, mas ainda assim ele conseguia ver. As madeiras perfuravam todo o corpo inerte, era como se o tivessem jogado em uma cama de estacas. Ele mataria quem fizera aquilo, não permitiria que a criatura que praticara tamanho ato hediondo contra sua família sobrevivesse por mais um dia sequer.

Uma brisa suave roçou sua nuca e ele virou-se com a pistola em punho e, antes que pudesse dispará-la, a criatura quebrou seu braço e o atirou contra uma grande coluna de mármore. Uma bota o acertou com força várias vezes, aquela força era sobre-humana. Ouvia o som de seu corpo se partindo de dentro para fora enquanto urrava de dor e cuspia o próprio sangue.

Ele era um estorvo, um peso morto. Não conseguia nem salvar o próprio irmão. Ainda bem que não podia ver a vergonha que causava a eles, já que estava morto. Logo também estaria, e ambos arderiam no inferno pelo que fizeram a ela. Ela... A imagem da jovem de olhos púrpura veio a sua mente, aquilo amenizou sua dor. Ou era a inconsciência o chamando? Sentia sua visão falhar, a imagem daquela criatura se fartando em seu braço o fazia desejar ainda mais a morte.

Ossos quebrados, sim, ele sentia os ossos quebrados. Não apenas em seus braços como em suas pernas. Respirar era difícil, seus pulmões perfurados por uma, duas, três, inúmeras costelas quebradas. Afogava-se em seu próprio sangue. O ar rodeava tudo ao seu redor, mas ele não conseguia sugá-lo. Aquele seria seu fim, pelo menos sabia que morreria pelos motivos certos, tentando salvá-los.

Sua visão escurecia ainda mais. Tudo o que ele queria era poder dizer adeus antes de partir, pedir perdão pelo tempo perdido, quem sabe até tocar seu rosto uma última vez. Não, ele não merecia tamanha dádiva.

Seus olhos se fecharam pelo que ele pensou ser a última vez, estava preparado para deixar aquele mundo.

"O que está acontecendo aqui? ", ouviu. Foi a última coisa que escutou antes de se entregar aos braços da morte.

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