5.0
Comentário(s)
529
Leituras
15
Capítulo

Liana Claire é uma vampira de uma antiga e renomada linhagem, descendente direta de um dos maiores vampiros de toda a história. Com apenas 18 anos, Liana enfrenta os desafios de ser a escolhida para liderar ao lado de outros 3 vampiros a nova geração de vampiros e além disso, lidar com os conflitos amorosos e a pressão familiar.

Doce Desejo Capítulo 1 Respira!

Respira!

- Ouvi em um tom baixo, tão baixo que eu diria quase imperceptível...

Eu estava desacordada, era tudo tão escuro quanto os meus pensamentos em dias chuvosos, confuso, mas fazia sentido pensar que alguém em algum lugar estava a me proteger.

O eco dos meus pensamentos, me fazia imaginar mergulhando em um vasto mar, sem nenhum retorno, sem ao menos ver terra firme, sem poder me apegar a esperanças, era como se eu estivesse nadando em um vazio profundo, era tudo muito calmo e ainda assim, a sensação era tempestuosa.

Nesse momento, eu já não possuía controle algum sobre o meu corpo, era como se fossemos 2 partes de um todo, o meu corpo e a minha mente, sentia aos poucos esvaindo o domínio da minha mente, como se alguém ou algo controla-se até mesmo os meus sentidos, os meus pensamentos, me vi em desespero, não sabia se alguém escutava as minhas súplicas e os meus gritos de socorro, quando meu corpo calava e a minha mente gritava.

A todo instante musicas soavam em meus ouvidos, um eterno vão de melodias, não haviam letras, apenas os doces acordes de uma melodia.

Andava entre jardins, e a cada passo meu, tudo o que se passava era destruição, os campos que antes regados de flores, hoje pastagens sem vida, tudo mórbido, tudo um caos.

Eu sentia como se a todo momento estivesse caindo, caindo infinitamente, interminavelmente, mesmo sabendo que o meu destino era a morte, tudo o que eu pedia era para tocar o chão.

- Liana, não desista eu estou com você. - uma mão me tocava, eu sentia as gotas de lágrimas caindo sobre o meu pulso. - Resiste meu amor, tudo vai passar, você é a vampira mais forte que eu já conheci. - Disse Rico ao segurar uma das minhas mãos.

Eu não me recordava de quem era, na verdade, eu não me recordava de nada, foi como se eu renascesse nesse tempo, nem mesmo a lembrança de quem eu já fui existia no grande eco que rodeava os meus pensamentos.

- E, eu... Eu sinto dor. - Exclamei puxando minha mão e a levando ao encontro do meu rosto. - Você vai ficar bem, tudo vai ficar bem. - Rico falou posicionando um de seus polegares abaixo dos meus olhos secando as lágrimas que escorriam por meu rosto.

- Marissol, Antony, Mel! A Liana acordou! - Rico gritava eufórico naquele quarto, eu não me recordava dele nem mesmo dos nomes que ele proferia, mas era perceptível a alegria dele em me ver. - Por favor, mais baixo, minha cabeça dói. - Sussurrei com a voz fraca e trêmula levando a minha mão até o meu ouvido. - Eu... Eu não consigo me lembrar.

- De que querida? Do que não consegue se lembrar? - Enquanto me questionava, eu via o seu rosto que antes demonstrava extrema alegria se transformando em medo. - Eu não me lembro de nada. - Eu falei, enquanto lágrimas escorriam involuntariamente por minha face. - Calma querida, é momentâneo, você terá muito tempo para lembrar, nós teremos muito tempo. - Encostou sua testa na minha e manteve alguns segundos de silêncio, até que os demais chegaram no quarto.

- Eu pensei que havia te perdido minha irmã, eu pensei que te perderia para sempre. - Todos choravam no quarto, eu não entendia se quer o motivo de estar acamada, não compreendia o por que de tamanha comoção ou quem mesmo eram essas pessoas.

Em seus semblantes eu via um ar de realização, todos estavam felizes, esbravejando lágrimas de alegria, parece que eu era importante para eles, mesmo que por infelicidade, minha memória tenha se perdido.

- Eu não sei quem vocês são, eu não sei quem sou. - falei com um certo tom de desespero, enquanto a minha mão gesticulava de um lado para o outro, em uma completa confusão.

- Calma, tudo vai voltar ao normal, esse sentimento é breve, lago você se lembrará de todos nós minha menina. - A mulher alta e madura falou enquanto alisava meus cabelos com as pontas dos seus dedos. - Eu sou Marissol, sua mãe, estive pedindo por tua vida durante todos esses dias em que esteve desacordada, na verdade, todos nós pedimos por sua vida. - Completou

Marissol era uma mulher bonita, vistosa, passava um ar de mulher respeitada na sociedade, era chique, perfumada, seus cabelos curtos em um tom escuro, os olhos eram verdes, mas posso jurar que em determinado momento eu os vi amarelos.

- Eu sou Melissa, sua irmã. - A menina na ponta da cama falou. - Costumamos ser muito unidas, eu diria que melhores amigas, eu estive aqui todo o tempo, estive esperando por ti. - Falou enquanto andava em minha direção.

Mel tinha a aparência um pouco mais jovem, cabelos longos, muito escuros, a pele bem clara não tão alta quanto Marissol, mas também não era baixa, o tom de voz de Claire era o único que me trazia lembranças, eu não identificava bem o que me lembrava, mas eu reconhecia essa voz.

- Lilian, eu sou Antony, o seu pai. - Um homem muito vistoso, alto com a barba já grisalha, moreno bronzeado, com um tom de voz bem rouco. - Minha princesa, eu achei que iria te perder, estou muito aliviado que você esteja bem. - O homem chorava e secava as lágrimas em um lencinho que antes estava pendurado em seu bolso.

- Bom meu amor, me chamo Rico, sei que para você tudo parece novo, mas na verdade já nos conhecemos a muito tempo, sei que em breve você se lembrará de mim. - Falou e então conduziu sua boca até o meu rosto e me deu um beijo demorado.

Rico com certeza era um homem que me chamava a atenção, alto, loiro, os olhos tão azuis quanto as águas do oceano, seu corpo era inteiramente definido, usava roupas sociais, parecia ter um estilo singular, ainda que clássico, tinha uma sofisticação que não era vista em muitos rapazes, parecia atencioso e o melhor, parecia me amar.

- Olá, agradeço que tenham se preocupado comigo, mas... Quem sou eu? Porque estou aqui?

Continuar lendo

Você deve gostar

Minha irmã roubou meu companheiro e eu a deixei

Minha irmã roubou meu companheiro e eu a deixei

PageProfit Studio
5.0

"Minha irmã tentou roubar o meu companheiro. E eu deixei que ela ficasse com ele." Nascida sem uma loba, Seraphina era a vergonha da sua Alcateia. Até que, em uma noite de bebedeira, engravidou e casou-se com Kieran, o impiedoso Alfa que nunca a quis. Mas o casamento deles, que durou uma década, não era um conto de fadas. Por dez anos, ela suportou a humilhação de não ter o título de Luna nem marca de companheira, apenas lençóis frios e olhares mais frios ainda. Quando sua irmã perfeita voltou, na mesma noite em que o Kieran pediu o divórcio, sua família ficou feliz em ver seu casamento desfeito. Seraphina não brigou, foi embora em silêncio. Contudo, quando o perigo surgiu, verdades chocantes vieram à tona: ☽ Aquela noite não foi um acidente; ☽ Seu "defeito" era, na verdade, um dom raro; ☽ E agora todos os Alfas, incluindo seu ex-marido, iam lutar para reivindicá-la. Pena que ela estava cansada de ser controlada. *** O rosnado do Kieran reverberou pelos meus ossos enquanto ele me prendia contra a parede. O calor dele atravessava as camadas de tecido da minha roupa. "Você acha que é fácil assim ir embora, Seraphina?" Seus dentes roçaram a pele não marcada do meu pescoço. "Você. É. Minha." Uma palma quente subiu pela minha coxa. "Ninguém mais vai tocar em você." "Você teve dez anos pra me reivindicar, Alfa." Mostrei os dentes em um sorriso. "Engraçado como você só se lembra que sou sua... quando estou indo embora."

Grávida e Divorciada: Escondi o Herdeiro Dele

Grávida e Divorciada: Escondi o Herdeiro Dele

Xi Jin Qian Hua
5.0

Fui ao consultório médico rezando por um milagre que salvasse meu casamento frio, e consegui: estava grávida. Mas ao chegar em casa, antes que eu pudesse contar a novidade, Orvalho jogou um envelope na mesa de mármore. "O contrato acabou. Busca voltou." Eram papéis de divórcio. Ele estava me descartando para ficar com a ex-namorada que acabara de retornar. Tentei processar o choque, mas meus olhos caíram na Cláusula 14B: qualquer gravidez resultante da união deveria ser interrompida ou a criança seria tomada e enviada para um internato no exterior. Ele queria apagar qualquer vestígio meu de sua linhagem perfeita. Engoli o choro e o segredo. Nos dias seguintes, o inferno começou. Ele me obrigou a organizar a festa de boas-vindas da amante na empresa onde eu trabalhava. Vi Orvalho comer pratos apimentados para agradar Busca, o mesmo homem que jogava minha comida no lixo se tivesse um grão de pimenta. Vi ele guardar com carinho um disco velho que ela deu, enquanto o meu presente, idêntico e novo, estava no lixo. Quando o enjoo matinal me atingiu no meio de uma reunião, Orvalho me encurralou no banheiro, desconfiado. "Você está grávida?" O medo me paralisou. Se ele soubesse, meu bebê estaria condenado. Tirei do bolso um frasco de vitaminas onde eu havia colado um rótulo falso. "É uma úlcera", menti, engolindo a pílula a seco. "Causada pelo estresse." Ele acreditou, aliviado, e voltou para os braços dela. Naquela noite, embalei minhas coisas em uma única caixa. Deixei minha carta de demissão e o anel sobre a mesa. Toquei minha barriga, prometendo que ele nunca saberia da existência dessa criança, e desapareci na noite.

Capítulo
Ler agora
Baixar livro