Minha melhor escolha

Minha melhor escolha

May Andrade

5.0
Comentário(s)
78.2K
Leituras
104
Capítulo

Maju e Tóia duas mulheres, dois mundo completamente diferente, porém o acaso acaba unindo as duas, que se veem envolvidas em uma trama de desejo, amor, preconceito, guerra, e descobrem juntas que para o amor não existe barreira.

Minha melhor escolha Capítulo 1 1°

Vitória-Tóia

Salve salve moçada sou a Vitória mas gosto que me chamem de Tóia, tenho 28 anos sou irmã do VT,sou o braço direito do meu irmão juntos comandados a favela da Rocinha,passei anos da minha vida morando no asfalto com a minha avó ela fez de tudo pra me manter longe da vida do crime mas tudo mudou quando a polícia invadio o apartamento onde morávamos e matou a matou,me culpo até hoje pois não estava com ela,mas prometir que não sossegarei até matar todos os envolvidos e é isso que estou fazendo vim pra favela com um único propósito, vingança.

Sou filha do Barão minha mãe morreu no parto,minha avó nunca escondeu quem era meu pai o Barão hoje é um dos fortes do tráfico internacional ele mora fora do país com a mãe do VT ela me odeia só me dou bem com o meu irmão,tenho mais 3 irmãos mas a vadia da Adreia sempre manteve eles afastados de mim só o VT que quando descobriu da minha existência sempre procurou está próximo amo aquele cara pra caralho,sou uma pessoa difícil de conviver,relacionamento quero é distância.

[...]

Não preguei os olhos a noite toda ,a favela tá em alerta de invasão,temos que está preparados,pois eles pode invadir o qualquer momento,eles adoram fazer operação em horário que pai de família tá saindo pro trabalho,crianças indo pra escola,é sempre assim.

Estava na sala do Qg quando o Camargo entra com uma expressão séria,já sei que é problema é já fico bolada.

__qual foi menor?__erguir a sobrancelha,ele tá nervoso__vamos caralho passe a visão__seu rosto empalidece.

__pô Tóia o Calebe__já olho torto esperando a merda que ele vai dizer__o Calebe deu pra trás__quebro a caneta que segurava tentando controlar a raiva, olho pro menor a minha frente que me olha com medo.

_relaxa moleque, a culpa não é sua__meu irmão entra na sala tentando acalmar o muleque, ele vem até mim e me dar um beijo na testa, já disse que eu odeio isso, você ouve?pois é, nem ele.

__sacanagem daquele pau no cú__me levanto indo me servir com uma dose de whisky__mas ele vai ser cobrado tá ligado?__falo de costas, ele respira algo que não consigo entender.

__fala Camargo quantos ficaram?__o VT pergunta, dou um gole na bebida que desce rasgando.

__10 patrão__o Muleque fala__com a saída do Calebe 5 favelas tiraram o nome__pego a folha da sua mão vendo os nomes de quem eu vou fazer uma visitinha.

__temos 10 favelas confirmadas Tóia__dou mais um gole na bebida e volto a me sentar, acendo um bek levo até a boca puxo a fumaça sentindo meu corpo relaxar__fala alguma coisa maninha__reviro os olho e ele rir.

__se liga mermão, pra essa merda dar certo precisamos de mais 2 favelas__solto a fumaça tentando me controlar, sabia que não podia deixar essa merda nas mãos dos outros eu mesma quem deveria ter tomado a frente__o Calebe pensa que estamos brincando de ser bandido__levanto jogando a bituca no chão e piso apagando a mesna__vou fazer uma visitinha a Maré, muito tempo sem ir lá__meu irmão estreita os olhos e nega com a cabeça__nem adianta me olhar assim, malandro quer tirar com cara de bandido.

__te falo nada__ele nega com a cabeça e se senta revisando alguns papéis, ele já me conhece por isso fica na dele, já o Calebe parece que não me conhece ainda, anos trabalhando juntos e não sabe que não gosto de ser contrariada.

Pego a chave do carro e saio da sala, do lado de fora vejo o Betinho se aproximar, faço um toque com ele.

__fala tu mermã de boa, vai onde?

__cabeça quente pra caralho mano, vou fazer uma visitinha pro Calebe__ele nega com a cabeça rindo.

__Tóia,Tóia não faz nada de cabeça quente__mantive minha expressão fechada__tu bolada só faz merda.

__Tô mec__rir caminhando ao meu lado, tirando meu irmão só confio nesse filho da puta, sempre fechou comigo.

__vai sozinha?__confirmei.

_vamos lá, não vou deixar tu fazer merda não garota__ele pega as chaves da minha mão.

__preciso de babá não garoto, tem prato pra lavar não, eu em__ele rir bagunçado meu cabelo, ele sabe que eu odeio que toquem no meu cabelo__depois a ciumenta da sua namorada fica me olhando de cara feia__paro do lado do carro__avisa a ela que se ela fizesse meu tipo a pegaria de jeito__ele me dar um tapa na cabeça.

__talarica do caralho__nega rindo.

__muito sem sal__entro no carro ele dar a volta senta no banco do motorista__mina do asfalto não dar pra mim não, não entendo o que tu viu naquela garota parece aquelas patricinhas mimadas, muito chata quer dizer mimada ela é__zombo da cara dele, a mina veio do asfalto filhinha de papai anda por aqui como se fosse a mulher do presidente, destrata morador, aí não dar cara, odeio mulher assim.

__ainda vou vê tu de 4 por uma mina toda equipada, parecendo aquelas modelos de revistas internacionais..._nego, prefiro mina de pé no chão, que corre atrás do seu, não sou muito de sair com essas minas daqui não, prefiro as minas das favelas vizinhas assim elas não se apegam, a maioria só querem dinheiro e status, por isso pego de fora pra não ter dor de cabeça, as que vem pros bailes atrás de bandido querendo se aparecer e chamar atenção da família passo longe não quero mulher pra futuro, digo sempre, nunca vou casar, não nascir pra isso.

Ele dar partida no carro, vamos descendo bem divagar, conversando sobre o Calebe, as ruas estão muito movimentadas, vejo uma mina do cabelão escuro caminhando na calçada segurando a mão de uma garotinha, a mina tem um corpo de tirar o fôlego, mesmo de costas dar pra notar bem vestida, as roupa delas não é vulgar igual as da maioria das minas daqui, deve ser alguma turista ela entra em um beco, paramos na padaria estou em uma larica do caralho antes mesmo de colocar os pés pra fora do carro os fogos foram lançado,que caralho.

__que merda, olha a hora que esses filho da puta vem__eles só vem nesse horário, hora que criança tá indo pra escola, trabalhador descendo pro trabalho,são bando de Zé buceta, pego o radinho no bolso.

Radinho on...

...O que tá pegando__pego minha pistola, caminhando pra trás do carro, o Betinho corre ao meu lado, ele passa umas coordenadas pros muleques.

...atividade, atividade__meu irmão grita do outro lado,os tiros não param,o radinho fica mudo, tento acalmar os ânimos já que se ouve o barulho dos tiros.

...passa a visão porra__aqui tá limpo,os tiros estão distantes__subam pra lage com os fuzis ninguém entra nessa bagaça.

...fala comigo Tóia__ouço a voz do Camargo__tá me ouvindo__ele fica em silêncio,ouço sua respiração pesada.

...FALA PORRA__grito já sem paciência.

...acho que mataram o VT__paralizo, sinto meu corpo apertar, o Betinho me olha com receio, ele sabe que posso explodir a qualquer momento.

...CADÊ O MEU IRMÃO CARALHO?__grito querendo não acreditar nessas porra__ME RESPONDE CARALHO.

...Calma Tóia...

...CALMA É O CARALHO, ME RESPONDE PORRA CADÊ O MEU IRMÃO.

...Ele...ele foi baleado__se nota o medo na voz do muleque.

...Tóia eu não pude fazer nada quando fui ver ele já tava no chão os tiros vinham de todos os lados__agora quem toma a voz é o Faguinho.

...você tá onde mano?__o Betinho pergunta,eu ainda tô sem reação ele não pode ter morrido meu irmão não morreu.

...no beco da 9 cara, o Qg foi ivadido,eles arrastaram o corpo do VT baleado__volto pra realidade preciso encontrar o meu irmão sei que ele ainda está vivo.

...quero todos procurando o VT__tomo a voz, de longe dar pra ouvir os tiros__sobe de cargo quem encontra o VT vivo ou, morto__sinto minha garganta secar__só mais uma coisa, aqui foi fita dada, quem fez isso vai ser cobrado pode esperar, x9 não se cria na minha baixada..._vejo um movimento estranho, me posiciono quando ouço os tiros cada vez mais próximo.

Radinho off.

A trocarção de tiro foi intensa,perdemos muitos mas não saímos por baixo,eles só queriam dar um recado, temos x9 nessa bagaça, vou descobrir quem é o filho da puta e vou fazer picadinho.

Continuar lendo

Você deve gostar

SEU AMOR, SUA CONDENAÇÃO (Um Romance Erótico com um Bilionário)

SEU AMOR, SUA CONDENAÇÃO (Um Romance Erótico com um Bilionário)

Viviene

Aviso de conteúdo/sensibilidade: Esta história contém temas maduros e conteúdo explícito destinado a audiências adultas (18+), com elementos como dinâmicas BDSM, conteúdo sexual explícito, relações familiares tóxicas, violência ocasional e linguagem grosseira. Aconselha-se discrição por parte do leitor. Não é um romance leve - é intenso, cru e complicado, explorando o lado mais sombrio do desejo. ***** "Por favor, tire o vestido, Meadow." "Por quê?" "Porque seu ex está olhando", ele disse, recostando-se na cadeira. "E quero que ele perceba o que perdeu." ••••*••••*••••* Meadow Russell deveria se casar com o amor de sua vida em Las Vegas, mas, em vez disso, flagrou sua irmã gêmea com seu noivo. Um drink no bar virou dez, e um erro cometido sob efeito do álcool tornou-se realidade. A oferta de um estranho transformou-se em um contrato que ela assinou com mãos trêmulas e um anel de diamante. Alaric Ashford é o diabo em um terno Tom Ford, símbolo de elegância e poder. Um homem nascido em um império de poder e riqueza, um CEO bilionário, brutal e possessivo. Ele sofria de uma condição neurológica - não conseguia sentir nada, nem objetos, nem dor, nem mesmo o toque humano. Até que Meadow o tocou, e ele sentiu tudo. E agora ele a possuía, no papel e na cama. Ela desejava que ele a arruinasse, tomando o que ninguém mais poderia ter. E ele queria controle, obediência... vingança. Mas o que começou como um acordo lentamente se transformou em algo que Meadow nunca imaginou. Uma obsessão avassaladora, segredos que nunca deveriam vir à tona, uma ferida do passado que ameaçava destruir tudo... Alaric não compartilhava o que era dele. Nem sua empresa. Nem sua esposa. E definitivamente nem sua vingança.

Renascendo dos Escombros: O Retorno Épico de Starfall

Renascendo dos Escombros: O Retorno Épico de Starfall

Su Liao Bao Zi

Sangrando no volante do meu carro destruído, com a visão turva e o gosto de cobre na boca, usei minhas últimas forças para ligar para o meu marido. Era a minha única chance de salvação nesta tempestade. Mas quem atendeu foi o assistente dele, com uma frieza metálica: "O Sr. Wilson disse para parar com o teatro. Ele mandou avisar que não tem tempo para a sua chantagem emocional hoje." A linha ficou muda. Enquanto os paramédicos me arrastavam para fora das ferragens, vi na TV da emergência o motivo da "ocupação" dele. Meu marido estava ao vivo, cobrindo sua ex-namorada, Gema, com seu paletó para protegê-la da mesma chuva que quase me matou. O olhar dele para ela era de pura adoração. Quando voltei para a nossa cobertura para pegar minhas coisas, encontrei no bolso daquele mesmo paletó uma ultrassonografia com o nome dela. Ao me ver, ele não perguntou se eu estava bem. Ele me chamou de "decoração quebrada", jogou um cheque em branco na minha cara e congelou todos os meus cartões de crédito. "Você não é nada sem mim," ele disse, rindo com desdém. "Vai rastejar de volta em uma semana quando a fome apertar." Ele achava que tinha se casado com uma esposa troféu inútil e dependente. O que Arpão não sabia é que a "decoração" tinha uma vida secreta. Eu sou Starfall, a lenda anônima da dublagem, com milhões escondidos em contas offshore que ele nem sonha que existem. Limpei o sangue do rosto, peguei meu microfone profissional e caminhei até o estúdio da empresa dele. Não para pedir desculpas. Mas para roubar o papel principal do filme que a amante dele desesperadamente queria, e destruir o império deles com a minha voz.

Não Mais a Sra. Cooley: O Retorno da Arquiteta

Não Mais a Sra. Cooley: O Retorno da Arquiteta

Sandra

Fui ao cartório buscar uma cópia da certidão de casamento para a auditoria do fundo fiduciário do meu marido, achando que era apenas uma burocracia. O funcionário me olhou com pena e soltou a bomba: "Não há registro. O documento nunca foi devolvido. Legalmente, a senhora é solteira." Tentei argumentar, mostrando as fotos da nossa cerimônia luxuosa no Plaza, mas meu celular vibrou na hora errada. Uma notificação de álbum compartilhado apareceu na tela: "Nosso Segredinho". Ao abrir, meu sangue gelou. A primeira foto era da minha melhor amiga, Brylee, segurando um teste de gravidez positivo na varanda da nossa casa de férias. Logo abaixo, uma mensagem de texto do meu "marido", Gray: "Feliz aniversário de três anos, amor. Assim que o dinheiro do fundo cair na conta hoje, acabamos com essa farsa. Aquela estéril vai sair sem nada." A náusea me atingiu. Tudo se encaixou. Os três anos eram o prazo exato para ele acessar a herança. Eu não era uma esposa; eu era um adereço temporário. Eles não registraram o casamento de propósito para me descartarem sem divisão de bens assim que ele pegasse o dinheiro. Eu deveria estar quebrada. Deveria estar chorando na calçada. Em vez disso, peguei meu batom vermelho sangue e o apliquei com precisão cirúrgica. Entrei num táxi e, quando o motorista perguntou o destino, não dei o endereço de casa. Dei o endereço do maior inimigo comercial da família Cooley. Se eu não sou a Sra. Cooley, serei o pior pesadelo deles.

Capítulo
Ler agora
Baixar livro