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O Cheiro do Triunfo

Capítulo 4 

Palavras: 510    |    Lançado em: 27/06/2025

recusa-se a assinar o

calma e profissional ao t

ão foi tomada num momento de stress em

nosso apartamento, a olhar para as cai

de, e ele sabe di

, teremos de ir para um divórcio litigioso.

iso," eu disse. "Eu

guei, a camp

o Pe

com olheiras escura

olhar era

odemos co

da para conve

porta, mas ele p

r. Cinco

i e deixei

u para a

mesmo a fa

e que ia

belo, um gesto de frustraç

em pânico. A Clara estava a grit

ões mostraram-me exatamente onde eu me e

é verdade!

o, Pedro. Tu amas ter uma mulher em casa

icou

estás

'? A Clara publicou fotos da Fontana di Trevi na mesma semana. O colar que lhe deste n

a única confissão

e, a sua voz baixa e ameaçadora. "Nós construím

o, para os móveis, para tudo

eu disse. "Eu não quero

ão dele vai ser longa. Os tratamentos são caros. Achas que c

a onde m

ertou o m

njo uma

do-se. "Fica comigo, Sofia. Eu cuido de você

eu disse, a minha v

a," ele retrucou. "Até que

er no meio das caixas que representavam

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O Cheiro do Triunfo
O Cheiro do Triunfo
“O cheiro de desinfetante no hospital era sufocante. Acabei de acordar da anestesia da cirurgia de coração aberto do meu pai. O sol de Lisboa brilhava lá fora, mas a notícia de um engavetamento grave na Ponte 25 de Abril gelava-me o sangue. O meu marido, Pedro, paramédico, estava destacado para lá. Precisava de saber se ele estava bem. Mas mais do que isso, precisava de lhe dizer que o nosso casamento tinha acabado. Quando ele finalmente atendeu, a voz dele era irritada, mas então ouvi a voz suave de outra mulher ao fundo: a minha prima Clara. Ouvir o meu tio, pai dela, a agradecer ao Pedro por "salvar" a Clara do acidente, e o Pedro a prometer cuidar dela, foi como um soco no estômago. O meu pai, o sogro dele, acabava de sair de uma cirurgia de emergência no mesmo hospital, e Pedro estava a cuidar da minha prima? Quando lhe disse que queria o divórcio, a raiva dele explodiu, chamando-me egoísta por não entender a "obrigação" dele, e depois bloqueou-me. Ele não se importava com o meu pai, que esteve à beira da morte? A vida do meu pai dependia de um tratamento caríssimo, e a minha única esperança, o homem que chamei de marido, negou-se a ajudar. Pior, ele recusou o divórcio, apontou para a nossa casa e para os nossos bens, e ameaçou: "E o teu pai? Achas que consegues pagar tudo sozinha com o teu salário de professora?" Fui forçada a engolir o meu orgulho e, com o coração pesado, aceitei o seu "acordo": eu retirava o pedido de divórcio e ele pagava. Pensei que a tinha perdido a mim mesma. Mas quando Pedro, embriagado, tentou forçar-me e meu pai, que mal se aguentava em pé, gritou para ele me largar, soube que tínhamos de lutar. Eu preferiria morrer a viver assim. Era hora de reativar o processo e ir com tudo.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 10