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Ela e o Fogo da Vingança

Capítulo 4 

Palavras: 600    |    Lançado em: 02/07/2025

mãe elogiava sua "educação" e meu pai ria de suas piadas sem graça. Eles eram como cordeiros acolhendo um lobo em seu

isse Patrícia, com sua voz melosa. "E a comida

z que esteja gostando", respondeu

um prego arranhando um quadro-negro na minha mente. Eu via através de cada gesto, cada sorriso calculado. Ela

oi focado nos estudos, parecia distraído, rindo mais do que o normal, fazen

o momento

hegando. Por que você não mostra seu quarto para a Patrícia? Ela é uma ótima aluna,

erior, levou àquela noite fatídica, à acusação que destruiu tudo. O pâ

izer não. Eu precisava de uma desculpa, um

e levantar da mesa, meu copo de suco de uva voando da

alsa expressão de choque. "Pedro,

e imediatamente. Pedro olhou para

disse ele, tentando limpar com um

isti, assumindo o controle da situação. "Vá para o seu quarto, tire essa camisa

nha mãe concordou imediatamente. "

quarto. Patrícia ficou sentada à mesa, sua expressão uma mistura d

a com meu sorriso m

ar a limpar essa bagunça aqui na cozi

r sem parecer rude. Relutantemente, el

a. Pedro estava seguro, por enquanto. Mas ele não ficaria no banho para sempre.

era longa, e eu sabia que precisaria ficar vigilante. Eu havia frustrado

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Ela e o Fogo da Vingança
Ela e o Fogo da Vingança
“O cheiro de fumaça invadia meus pulmões, e o calor do fogo queimava minha pele. Eu não lutei, deixei as chamas me consumirem, assim como consumiam a casa que um dia foi meu lar. No meio do inferno, vi o rosto de Patrícia, contorcido em terror e dor, e uma última satisfação percorreu meu coração moribundo: ela morreria comigo. Era o fim justo para a mulher que destruiu tudo o que eu amava, tudo começou na véspera do vestibular. Patrícia, minha colega de quarto, a quem eu considerava amiga, me pediu para passar o feriado em minha casa. Eu, ingênua, concordei e levei a serpente para o meu ninho. Ela seduziu meu irmão, Pedro, acusando-o falsamente de agressão, destruindo seu futuro brilhante. Expulso da escola, ele foi forçado a trabalhar em uma fábrica perigosa, onde acabou morrendo em um acidente. Meus pais não suportaram a dor e se foram logo depois, deixando-me sozinha, consumida por um ódio que era a única coisa que me mantinha de pé. Peguei a gasolina e ateei fogo na casa, certa de que seria o fim. Mas, então, abri os olhos. Eu estava no meu quarto do dormitório da faculdade, meus pais e meu irmão estavam vivos. A data no meu celular me fez prender a respiração: era o dia em que Patrícia me pediu para ir para casa com ela. Eu não estava morta, eu tinha voltado. Uma segunda chance se apresentou, uma chance de salvar minha família e de fazer Patrícia pagar de uma forma que a morte pelo fogo nunca poderia. Naquele momento, a porta do quarto se abriu. Era ela, Patrícia, com seu sorriso doce e falso. "Lívia, eu estava te procurando." O pedido, as mesmas palavras, o mesmo sorriso ensaiado. "Não." Eu sabia que a ingênua Lívia tinha morrido no fogo, e em seu lugar nasceu uma estrategista.”
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