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Cicatrizes de Um Passado

Capítulo 3 

Palavras: 715    |    Lançado em: 04/07/2025

s e uma ingenuidade dolorosa. Eu estava no auge dos meus vinte e poucos anos, her

emendo de frio e fome. Suas roupas estavam rasgadas e seu rosto, embora coberto de su

Uma pena a

e de todos. Descobri que ela tinha perdido a memória em um acidente e não sabia quem era ou de onde vinha. Tudo o que ela ti

uma alma perdida q

hora simpática que me via como uma filha. "Essa moça tem um o

mim, Marina era um proj

gócios, das finanças, do marketing. Ela só precisava criar. E ela criou. Suas peças eram

nha aprovação. Se alguém levantasse a voz para mim, ela se colocava na minha frente, pronta para me def

dependência. Ela era grata, e eu era a salva

inteiro. Fiquei desesperada, pensando que ela tinha ido embora. Quando voltou à noite, es

é tudo o que eu tenho. Gabi, eu não sei quem eu era antes, mas

feliz. No dia do nosso casamento, ela estava radiante. Jurou na frente

u mundo desabou. Eu chorei até não ter mais forças, até quase

u tremia em seus braços. "Você não está sozinha. Eu nunca vou te a

porto seguro, a única coisa que me restava no mundo. Eu

a. Uma tola co

performance. Uma longa e elaborada mentira. Ela nunca me amou. Ela amava o q

, ela sempr

ma clareza fria. Eu não a salvei. Eu apenas a alimente

sentindo pena de mim mesma. Eu ia usar cada lembrança, cada pedaço

pre era uma piada. Agora, a minha prome

ua completa e t

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Cicatrizes de Um Passado
Cicatrizes de Um Passado
“Eu estava na prisão, o cheiro de mofo e desespero impregnado na pele, uma cicatriz latejando nas minhas costas. A porta da cela se abriu e Marina, deslumbrante como sempre, mas com um brilho gélido nos olhos, apareceu. "Gabriela, está na hora." Meu coração bateu descontrolado. Hora de assinar os papéis para outra doação de órgão. Eu sabia o que aquilo significava: a morte. Uma pessoa não sobrevive sem os dois rins. "Eu não vou", minha voz saiu fraca. Ela apenas sorriu. "É para a Luiza." Meu mundo congelou. Luiza estava morta. Mas Marina disse que não. Que Luiza estava em coma e precisava de um doador compatível. Eu. Tudo se encaixou: a "morte" de Luiza, meu aprisionamento, a primeira doação forçada. Era tudo um plano para me aniquilar. "Eu já te dei tudo, Marina! Carreia, meu amor, meu rim. Isso vai me matar!" "Eu sei", ela respondeu, sem uma ponta de remorso. "Mas a Luiza precisa viver. Eu a amo, Gabi. Você nunca entenderia." Assinei minha sentença de morte sob lágrimas escaldantes de traição. Senti a agulha, o anestésico, a escuridão. Pensei que era o fim. Mas, de repente, uma luz. O cheiro de café fresco. Eu estava na minha cama, na Villa da Primavera, minhas mãos e meu corpo saudáveis. Nenhuma cicatriz. "Marina, meu amor, a Gabi ainda está dormindo? Ela não vai gostar de me ver aqui no café da manhã", ouvi a voz manjosa de Luiza vindo do andar de baixo. Corri. O calendário na mesa de cabeceira me atingiu como um soco. Era o dia. O dia em que Luiza reapareceu em nossas vidas. Eu não morri. Eu renasci. Uma risada amarga escapou dos meus lábios. A Gabi ingênua e apaixonada morreu. A mulher que renasceu só tinha um propósito: vingança. Marina, você me tirou tudo. Agora, eu vou tirar tudo de você.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 10