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Yara

4 Livros Publicados

Livros e Histórias de Yara

Prisão do Porão Cruel

Prisão do Porão Cruel

LGBT+
5.0
Trancada no porão imundo da minha própria casa, a dor latejante nos tendões cortados era meu lembrete cruel de que eu ainda estava viva. Meu marido, Mateus, o homem que um dia jurou me amar e proteger, havia ordenado minha mutilação. Dias se arrastavam em uma escuridão úmida, minha antes luxuosa vida como senhora da casa, esposa do empresário mais bem-sucedido da cidade, reduzida a sobras jogadas como para um cão. Então ela apareceu, Larissa, a mulher por quem Mateus me trocou, desfilando com meu vestido e o anel que deveria ser meu. Ela sorria vitoriosa, anunciando o noivado e debochando que meu filho, Leo, a chamaria de "mamãe" - tudo enquanto me acusava de tentar matá-la e Mateus, cego, concordava. Minha alma foi dilacerada ao ver meu filho, meu pequeno Leo, me atirar um brinquedo, chamando-me de monstro, as mentiras de Larissa enraizadas em sua mente inocente. Quando Mateus confirmou que acreditava nela, sem sequer olhar para mim, a última partícula de esperança e amor dentro de mim se estilhaçou, me lançando em uma risada vazia e insana. Foi então que uma voz mecânica ecoou em minha mente, anunciando que eu estava em um romance, que minha "missão de amor" falhara e que eu seria extraída em 24 horas. A dor de saber que tudo era uma farsa cruel me afogou, transformando meu sofrimento em um espetáculo sem sentido. No dia da minha "execução", amarrada a uma mesa, Larissa revelou seu plano macabro: meu coração seria transplantado para ela, por ordem de Mateus, que desejava minha morte lenta e dolorosa como "castigo". Mas, em um golpe de sorte ou destino, meu filho Leo apareceu, chocando Mateus e revelando a farsa, culminando em minha "morte" e extração para meu mundo original. De volta à realidade, confrontada com a doença de minha avó e a oportunidade de vingança, uma nova chance de reescrever meu destino naquele mundo de mentiras se abriu.
Cicatrizes de Um Passado

Cicatrizes de Um Passado

LGBT+
5.0
Eu estava na prisão, o cheiro de mofo e desespero impregnado na pele, uma cicatriz latejando nas minhas costas. A porta da cela se abriu e Marina, deslumbrante como sempre, mas com um brilho gélido nos olhos, apareceu. "Gabriela, está na hora." Meu coração bateu descontrolado. Hora de assinar os papéis para outra doação de órgão. Eu sabia o que aquilo significava: a morte. Uma pessoa não sobrevive sem os dois rins. "Eu não vou", minha voz saiu fraca. Ela apenas sorriu. "É para a Luiza." Meu mundo congelou. Luiza estava morta. Mas Marina disse que não. Que Luiza estava em coma e precisava de um doador compatível. Eu. Tudo se encaixou: a "morte" de Luiza, meu aprisionamento, a primeira doação forçada. Era tudo um plano para me aniquilar. "Eu já te dei tudo, Marina! Carreia, meu amor, meu rim. Isso vai me matar!" "Eu sei", ela respondeu, sem uma ponta de remorso. "Mas a Luiza precisa viver. Eu a amo, Gabi. Você nunca entenderia." Assinei minha sentença de morte sob lágrimas escaldantes de traição. Senti a agulha, o anestésico, a escuridão. Pensei que era o fim. Mas, de repente, uma luz. O cheiro de café fresco. Eu estava na minha cama, na Villa da Primavera, minhas mãos e meu corpo saudáveis. Nenhuma cicatriz. "Marina, meu amor, a Gabi ainda está dormindo? Ela não vai gostar de me ver aqui no café da manhã", ouvi a voz manjosa de Luiza vindo do andar de baixo. Corri. O calendário na mesa de cabeceira me atingiu como um soco. Era o dia. O dia em que Luiza reapareceu em nossas vidas. Eu não morri. Eu renasci. Uma risada amarga escapou dos meus lábios. A Gabi ingênua e apaixonada morreu. A mulher que renasceu só tinha um propósito: vingança. Marina, você me tirou tudo. Agora, eu vou tirar tudo de você.
O Preço do Sangue Dela

O Preço do Sangue Dela

Romance
5.0
No meu nono aniversário de casamento, a casa cheia de gente e o cheiro de trufas no ar, a única coisa que eu queria era que a verdade por trás do envelope branco na minha gaveta de lingerie nunca viesse à tona. Grávida. Não eu, mas Clara, a assistente do meu marido, Leo, o chef famoso que o mundo adorava e que, para mim, era a personificação da traição. Naquele dia fatídico, ele me humilhou publicamente, me chamando de fria e vazia, e me expulsou da "nossa" casa, na frente de todos os nossos amigos. Pior, ele me arrastou de volta para me forçar a pedir desculpas por "decepcioná-lo" e, em seguida, me atirou na cama, revelando seu plano sádico. Ele precisava do meu sangue para salvar o feto de Clara, que tinha uma condição sanguínea rara. Sim, meu corpo, antes amado, agora era apenas um recurso para salvar o filho dele com outra. Enquanto o meu sangue era drenado, ele namorava Clara ao telefone, e eu percebi: a dor da traição era mais aguda do que a agulha no meu braço. Prometi a mim mesma que sairia dali, custe o que custar. Trancada, eu assistia a ele fingir preocupação, oferecendo-me comida para me manter forte para a próxima doação. O amor deu lugar ao gelo, e eu me tornei uma concha vazia, mas por dentro, um plano de vingança começava a se formar. No hospital, após a segunda transfusão, com Leo acreditando que ainda me controlava, eu liguei para meu pai. No dia seguinte, ele levou Clara, grávida, para a clínica de fertilidade ao lado do hospital, e ela exibia sua barriga e o sobrenome dele. Aquele sorriso malicioso dela, "Você está melhor? Viemos fazer um ultrassom. Quer ver as fotos do seu… do nosso sobrinho?" Mas eu, uma máscara de indiferença, apenas sorri e virei as costas, entrando no carro do meu pai, pronta para um novo começo. Ele ainda não sabia, mas o jogo tinha virado.