“O médico me disse que meu corpo estava chegando ao limite. Era a quinta vez que eu doava medula óssea para salvar meu filho, Léo. Mas eu ignorei a dor. Meu marido, Heitor, disse que tinha uma surpresa me esperando em casa. Entrei e o ouvi conversando com a enfermeira particular de Léo, Genoveva. Meu sangue gelou quando a ouvi chamar Léo de filho deles. Escondida, continuei escutando. O "acidente" de carro logo após nosso casamento que me deixou infértil? Eles planejaram. Meu casamento de sete anos inteiro foi uma mentira elaborada, projetada para me transformar na doadora perfeita e contínua para o filho biológico deles. Meu amor não foi valorizado; foi uma ferramenta para me explorar. Eu não era esposa nem mãe. Eu era uma bolsa de sangue ambulante. Todos os presentes caros que Heitor me deu após cada doação não eram por amor. Eram pagamentos por partes do meu corpo. Eles me encontraram desmaiada no chão, e a máscara de marido amoroso caiu completamente. "Léo precisa de outra doação", disse Heitor, com a voz fria. "O médico estará aqui em uma hora." Quando recusei, ele mandou seus seguranças me segurarem. Observei, horrorizada, enquanto ele pegava uma seringa e tirava meu próprio sangue, minha força vital, para dar ao filho deles.”