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De Servo a Salvador

De Servo a Salvador

Autor: Jiang Mu
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Capítulo 1 

Palavras: 1753    |    Lançado em: 22/08/2025

s batidas do meu próprio coração. Por quinze anos, eu fui o remédio vivo de

era impecável, uma visão de beleza fria e e

s lençóis de seda para cobrir meu pij

e dispensou como uma empregada, depois de

camisa dele, um chupão visível em seu pescoço. Ela me provocou, e q

stionar, acreditou nela. Ele me forçou a ajoelhar sobre os cacos, a dor rasgando minha pele. "Peça desc

da. "Isabela precisa disso", ele disse, com a voz vazia. "Ela é

nca secaria. Ele havia prometido que sempre me pr

criatura que ele mantinha para sua própria sob

sesperada e arcaica de um "casamento de bom agouro"

ítu

ão, um som que eu conhecia melhor qu

e que significava que seu cor

eu sangue contém a única coisa no mundo que pode parar as convulsões f

io e corações mais frios ainda, me mantinha aqui por esse úni

eida Prado, meus pés descalços silenciosos no chão frio. A

inal da ala oeste. Eu

médicos espatifados no chão. E no centro de tudo, na cama imensa, Dorian estava convuls

zul frio e penetrante, estavam

sgou, sua voz um

rdem, não

o soro do meu plasma, mas às vezes, as convulsões vinham rápido demais. Nesses momentos, apenas minha presença parecia acalmar a t

ando meu pulso. Seu

, eu disse, tentando manter min

, me puxando para

o meu pescoço, sua respiração saindo em arquejos quentes e irregulares. Seus braços me envolvera

são. Minha própria respiraç

cê está me

te. Este era o segredo que ninguém fora da família sabia. Minha presença física, o simples fato de eu estar ali,

valorizando esses momentos violentos e desesperados porque eram as únicas vezes

e passar. O cheiro de sua pele, uma mistura de colônia c

rta do quarto ra

m deveria entrar du

robe de seda se agarrava à sua figura perfeita, seu cabelo loiro era uma auréola brilhante, e seu

pertencer

clareza nítida e fria. Foi como se um interruptor tivesse sido acionado. Ele olhou da mulher para mim,

purrou pa

u os lençóis de seda, cobrindo meu pijama velho e minhas pe

ra, todos os vestígios de sua agonia anteri

quarto. Seus olhos me percorreram com um de

voz como mel misturado com gelo. "F

me atingiu como u

harmoso e fácil que ele nunca me deu

virando as costas completamente para

alto o suficiente para eu ouv

stava batendo forte de medo por ele, agor

e na minha direção sem

e essa bagu

ssou de se agarrar desesperadamente a mim pela vida para

me deixando sozinha nos destroços de

do na minha pele, deixando hematomas escuros qu

nada comparado à

iv

. Eu me convenci de que sua necessidade era uma forma d

la era um murmúrio baixo, mas a resposta de D

com ela. É só a filha

uma das e

, reduzidos a isso. Eu era uma ferramenta, uma coisa

ndo. Lá fora, uma tempestade estava se formando. A chuva começo

da dele. Eu e

s crianças, ele sussurrou para mim depois de uma convul

ra. Sempre fo

ção. Uma criatura que ele mantinha pa

quebrados do abajur do tapete caro. Um caco de vidro pi

i. Estava acost

mada a limpar

ngue, meu sangue, o sangue que o mantinha

Dorian Almeida Prado, sorrindo para as câmeras, com a bela Isabela Fontes em seu braço. Eles est

feitos juntos. Um

serviço. Um soluço silencioso escapou dos meus l

à qual me agarrei por quinze anos, estava

ui. Eu não podia mais

elho e barato. Havia apenas um número nele

lia La

o, Heitor, que estava em coma. Eles chamaram de "casamento de bom agouro" – uma crença tradicional de que

arecia minha

eu polegar pairando s

ito sua

stava escolhendo trocar uma gaiola por outra. Mas pelo menos

ei en

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De Servo a Salvador
De Servo a Salvador
“O alarme perfurou o silêncio da mansão, um som que eu conhecia melhor que as batidas do meu próprio coração. Por quinze anos, eu fui o remédio vivo de Dorian Almeida Prado, meu sangue a única cura para suas convulsões fatais. Mas então, sua noiva, Isabela, chegou. Ela era impecável, uma visão de beleza fria e estonteante, e parecia pertencer àquele lugar. Ele me empurrou para longe, puxando os lençóis de seda para cobrir meu pijama velho, como se eu fosse algo sujo. "Kira, limpe essa bagunça. E saia." Ele me dispensou como uma empregada, depois de se agarrar a mim pela vida momentos antes. Na manhã seguinte, ela estava sentada na minha cadeira, vestindo a camisa dele, um chupão visível em seu pescoço. Ela me provocou, e quando derramei café, ele nem percebeu, ocupado demais rindo com ela. Mais tarde, Isabela me acusou de quebrar o precioso vaso de porcelana de Dona Eleonora. Dorian, sem questionar, acreditou nela. Ele me forçou a ajoelhar sobre os cacos, a dor rasgando minha pele. "Peça desculpas", ele rosnou, pressionando meu ombro. Sussurrei meu pedido de desculpas, cada palavra uma rendição. Então, eles drenaram meu sangue para ela, por uma doença inventada. "Isabela precisa disso", ele disse, com a voz vazia. "Ela é mais importante." Mais importante que a garota que lhe deu a vida. Eu era um recurso a ser explorado, um poço que nunca secaria. Ele havia prometido que sempre me protegeria, mas agora era ele quem segurava a espada. Eu não passava de um animal de estimação, uma criatura que ele mantinha para sua própria sobrevivência. Mas eu tinha chegado ao meu limite. Aceitei uma oferta da família Lacerda, uma ideia desesperada e arcaica de um "casamento de bom agouro" com seu filho em coma, Heitor. Era minha única fuga.”
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