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De Servo a Salvador

Capítulo 3 

Palavras: 1212    |    Lançado em: 22/08/2025

rto nos aposentos dos funcionários, m

rás. Era um dos seguranças da família Almeid

Prado quer vê-

, seu aperto machucando. Minha manga fina de algodão rasgou

eservada para ocasiões formais, fria e imponente, cheirando

sua postura ereta como uma vara. Ela era uma mulher formidável com olhos tão afiados e cin

o enganosamente frágil e

ilhaçados de um vaso de porcelana. Era uma antiguidade d

elo se quebrando. "Isabela me diz qu

brada para o rosto de Isabela. Havia um sorriso minúsculo,

isse, minha voz tremendo u

ian. "Ela estava com raiva do noivado. Ela disse... ela disse que

aciosa, tão cruel, qu

licando. Ele me conhecia. Ele sab

olhou para Isabela, sua expressã

para mim, e seu r

, sua voz terrivelmente calma

rte que um tapa. Ajoelhar? Pedir

bril, agarrado à minha mão. "Não me deixe, Kira. Prometa que nunca v

e conforto secreto, agora parecia

asse. Sobre os pedaços queb

hos batendo no chão com um baque doentio. Uma dor aguda e lancinante sub

dendo o lábio p

ela e a carranca impaciente de Dorian. Ele não se importava

equilíbrio, as costas retas. Eu não lh

mecei, minha voz embargad

rente, o rosto a centímetros do meu. Por um momento, pensei que el

ombro, forçando todo o meu peso de

te. Lágrimas brot

repetiu, sua voz um ro

a e algo unicamente Dorian, preencheu meus senti

. Cada sílaba era uma rendição. Sangue quente escorria pelas minhas pernas

. "Suponho que posso perdoá-la.

do. Ele não me ofereceu a mão. Ele n

para que ela seja punida, Dorian.

úbito enviou uma nova onda de agonia através de mim. Me

, pelo frio, pelo desejo doentio e traiçoeiro de seu toque. Seu corpo ainda estava quente, um confort

de primeiros socorros. Seus movimentos eram eficien

joelhos. Seu toque era surpreendentemente gentil, um fantasma do cuidado que ele costumava me mostrar

a cicatriz em seu pulso, uma cicatriz que ele ganhou me protegendo de u

dos era uma contradição doloros

como se meu to

Isabela é delicada. Você não tem sido nad

a mentirosa linda e polida em vez de mim, a

escapou dos meus lábios. "Deli

rta em minha alma. Ele costumava me proteger. Ele costumava ser

vi um estranho. O menino que eu amava se f

de mim que eu não conseguia distingui-los. E

enquanto terminava de enfaixar meus joelhos. Era o mesmo tom que ele

e me gelou até os ossos, que

havia começado novamente, uma garoa lenta

ritmo frenético e solitár

m abismo. E eu sabia, com uma clareza final

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De Servo a Salvador
De Servo a Salvador
“O alarme perfurou o silêncio da mansão, um som que eu conhecia melhor que as batidas do meu próprio coração. Por quinze anos, eu fui o remédio vivo de Dorian Almeida Prado, meu sangue a única cura para suas convulsões fatais. Mas então, sua noiva, Isabela, chegou. Ela era impecável, uma visão de beleza fria e estonteante, e parecia pertencer àquele lugar. Ele me empurrou para longe, puxando os lençóis de seda para cobrir meu pijama velho, como se eu fosse algo sujo. "Kira, limpe essa bagunça. E saia." Ele me dispensou como uma empregada, depois de se agarrar a mim pela vida momentos antes. Na manhã seguinte, ela estava sentada na minha cadeira, vestindo a camisa dele, um chupão visível em seu pescoço. Ela me provocou, e quando derramei café, ele nem percebeu, ocupado demais rindo com ela. Mais tarde, Isabela me acusou de quebrar o precioso vaso de porcelana de Dona Eleonora. Dorian, sem questionar, acreditou nela. Ele me forçou a ajoelhar sobre os cacos, a dor rasgando minha pele. "Peça desculpas", ele rosnou, pressionando meu ombro. Sussurrei meu pedido de desculpas, cada palavra uma rendição. Então, eles drenaram meu sangue para ela, por uma doença inventada. "Isabela precisa disso", ele disse, com a voz vazia. "Ela é mais importante." Mais importante que a garota que lhe deu a vida. Eu era um recurso a ser explorado, um poço que nunca secaria. Ele havia prometido que sempre me protegeria, mas agora era ele quem segurava a espada. Eu não passava de um animal de estimação, uma criatura que ele mantinha para sua própria sobrevivência. Mas eu tinha chegado ao meu limite. Aceitei uma oferta da família Lacerda, uma ideia desesperada e arcaica de um "casamento de bom agouro" com seu filho em coma, Heitor. Era minha única fuga.”
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