O Amor de Cinco Anos, Despedaçado por uma Ligação
“Meu casamento com Heitor, o homem que amei por cinco anos, estava a semanas de acontecer. Tudo estava pronto para o nosso futuro, uma vida a dois lindamente planejada. Então veio a ligação: o amor de adolescência de Heitor, Clara, foi encontrada com amnésia severa, ainda acreditando que era sua namorada. Heitor adiou nosso casamento, me pediu para fingir ser a namorada de seu irmão, Léo, insistindo que era "pelo bem da Clara". Eu suportei uma agonia silenciosa, vendo-o reviver o passado deles, cada gesto de amor dele agora era para ela. O Instagram da Clara se tornou um santuário público para o amor "redescoberto" deles, com a hashtag #AmorVerdadeiro estampada em todos os lugares. Eu até encontrei uma clínica inovadora para a Clara, na esperança de um fim para aquilo, mas Heitor ignorou. Então, eu o ouvi dizer: eu era apenas um "estepe", uma "boa moça" que esperaria, porque eu "não tinha para onde ir". Cinco anos da minha vida, meu amor, minha lealdade, reduzidos a uma conveniência descartável. A traição fria e calculada me tirou o ar dos pulmões. Ele achou que eu estava presa, que poderia me usar à vontade e depois voltar para mim, esperando gratidão. Entorpecida, eu cambaleei. E então, encontrei Léo, o irmão silencioso de Heitor. "Eu preciso me casar, Léo. Com alguém. Logo." As palavras escaparam de mim. Léo, que observava tudo em silêncio, respondeu: "E se eu dissesse que caso com você, Laura? De verdade." Um plano perigoso e desesperado se acendeu dentro de mim, alimentado pela dor e por um desejo feroz de acerto de contas. "Tudo bem, Léo", declarei, uma nova determinação endurecendo minha voz. "Mas eu tenho condições: Heitor deve ser seu padrinho, e ele deve me levar ao altar." A farsa estava prestes a começar, mas agora, era nos meus termos. E Heitor não tinha ideia de que a noiva era, de verdade, eu.”