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A Corte Dos Desejos Velados

Capítulo 5 A Segunda Porta

Palavras: 1383    |    Lançado em: 22/11/2025

n Steinburg. Era como se a própria noite respirasse com ela - lenta, profunda, vigilante. O mármore frio sob seus pés contras

por um filete de luz prateada que escapava do teto alto. A capa escura ondulava atrás dele como se tivesse vida p

sem virar o rosto - não é fei

ou o espaço como um

- ela perguntou, surpres

rou. Virou

enca

ro estremeceu como se tivesse sido chama

ança - res

re eles com o peso

próprio coração. Aquele olhar... não carregava apenas desejo ou perigo. Carregava uma compreensão pro

- admitiu. Era a verdade mais nua que

so que nascia da escuridão, não pa

em mim. - Ele deu um passo.

ais fundo do que

uisse. Vinha dele essa estranha forma de intimidade: aproxi

acom

-

ao centro. As paredes eram recobertas por tapeçarias de mitos antigos - criaturas aladas, deuses esquecidos, símb

nix entrelaçados em formas circulares. E estra

- murmurou Amé

rto, caminhando ao redor do candelabro. - Para pactos. Para

eus traços com dureza e beleza iguais. O ros

as aqui -

u, sem saber se temia

perto que a chama da vela

tudo o que acontecer dentro destas paredes

sentindo um ape

ítulos não têm valor. Nem sobrenomes. N

sconderem atrás de seus nomes, enquanto ela subia pel

ceira? -

ficaram aind

ada que verá será imposto a você. Mas... - aproximou

ho úmido dos lábios dele. Améli

ja que eu avance?

esviou. N

ecessidade. Nem por capricho. Desejo porque há al

anziu

O

, iluminado pela lu

uma fome de verdade que ca

a atr

-

a mão pelo tecido. A tapeçaria moveu-se como se tivesse ate

densa, coberta de runas e símbolo

segunda port

o dela a

existe a

olhar tão direto que

corte... - fez uma

stilhaçou-se

re

assos lentos, perfeitos, calculados. O tipo de aproxim

ra - disse - prec

respiro

O

está p

scilar. Porque pront

minasse ambos os rostos. Seus olhos eram tão e

a, Am

ca, mas nenhum

tocou pela p

orreu seu rosto. Devag

sse tocado sua a

ou. - Reconheço a ve

dela qua

ronta - s

i lento, profundo

tão

u-se com um

-

om constelações e símbolos antigos da tradição austríaca e germânica. Havia estantes repletas de livros raros, mapas do cé

a perigoso.

isto? - el

nde pactos são feitos. Onde intenções são revela

um arrepi

e me tro

m um olhar tão sério que o a

- disse. - Busca verdade. E

tendeu

comigo n

u entrar? - ela pergunt

so que parecia prome

obre quem r

o coração bater tão forte que

deu um

o acende

rás dela. A porta

saltou-se.

disse. - A

eus pés. As velas v

redos - disse ele. - É feita de pact

bas as mãos - não um toque casual, mas um toque plen

ar

ssurrou ele - s

ntã

escer, tomando uma forma ancestral atrás dele - a

o não

... - disse, a voz

zando uma fronteira da qua

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A Corte Dos Desejos Velados
A Corte Dos Desejos Velados
“A Corte dos Desejos Velados Dizem que toda corte esconde segredos. Mas alguns... respiram. Pulsam. Observam. E, naquela época em que o perfume das velas misturava-se ao som dos bailes proibidos, nada era mais perigoso - ou mais irresistível - do que o nome que sussurravam pelas colunas de mármore: Conde Roberto de Alvarenga. Ele era o tipo de homem que ninguém ousava encarar por mais de alguns segundos. Não porque fosse cruel - embora pudesse ser -, mas porque sua presença parecia atravessar a alma de quem o fitasse. Seus olhos escuros guardavam tempestades antigas, desejos acesos e pecados que ninguém saberia nomear. E foi justamente por isso que ela o notou. Ela, uma jovem simples à primeira vista, mas dona de uma inteligência afiada o suficiente para cortar qualquer máscara social. Uma mulher que ainda não sabia, mas estava destinada a incendiar o mundo silencioso do conde... e todos os seus desejos velados. Eles se encontraram como faíscas no escuro: acidentais, perigosas, inevitáveis. No instante em que seus olhares se tocaram, algo se abriu entre eles - um convite proibido, um aviso silencioso, um fio invisível que nenhum dos dois conseguiria romper. Foi ali que o destino, ou talvez algo muito mais obscuro, decidiu que suas histórias seriam entrelaçadas. E a corte, com seus sussurros, intrigas e máscaras, apenas assistiu. O que ninguém sabia é que, naquele exato momento, o desejo começara a escrever sua própria história. Uma história que queimaria devagar... ... e consumiria tudo o que tocasse.”
1 Capítulo 1 O Salão Onde a Noite Respira2 Capítulo 2 O Lobo Entre Veludos3 Capítulo 3 O Convite que Não Permitiria Retorno4 Capítulo 4 A Noite em que o Convite Respirou5 Capítulo 5 A Segunda Porta6 Capítulo 6 O Jardim Onde o Silêncio Queima7 Capítulo 7 O Salão das Sombras Sussurrantes8 Capítulo 8 O Sussurro Dourado das Velas9 Capítulo 9 Entre Sombras e Juramentos10 Capítulo 10 O Chamado das Sombras11 Capítulo 11 A ESTUFA AO CREPÚSCULO12 Capítulo 12 O SUSSURRO QUEBRADO DO DESEJO