“Para obrigar meu marido a assinar os papéis do divórcio, tive que pressionar uma lâmina contra meu próprio pescoço até sangrar. Ele hesitava porque não queria um escândalo, mesmo tendo acabado de assistir sua amante me empurrar da escada, matando nosso filho que ainda nem havia nascido. Enquanto eu estava caída no chão, sangrando, Caio não chamou uma ambulância para mim; ele foi consolar ela, porque a "coitadinha" estava assustada. Fui embora com uma cicatriz irregular e a alma despedaçada, deixando-os com sua felicidade roubada. Cinco anos depois, em uma festa, o jogo "Eu Nunca" trouxe tudo à tona de forma brutal. Caio olhou para mim com olhos assombrados, ignorando sua agora esposa, Bia, e sussurrou: "Eu cometi um erro. Eu quero você de volta." Bia surtou, gritando que eu era a destruidora de lares, e tentou me atacar novamente em um ataque de ciúmes doentio. Mas desta vez, eu não era a vítima. Virei-me para meu vizinho bonitão, Daniel, e fechei a porta na cara suplicante de Caio. Na manhã seguinte, uma manchete piscou no meu celular: "Magnata da Tecnologia Caio Bittencourt Morto a Facadas pela Esposa na Delegacia." Toquei a cicatriz no meu pescoço e finalmente sorri. O Karma não bateu na porta; ele a derrubou com um chute.”