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Cinco Anos, Um Nome Esquecido

Capítulo 2 

Palavras: 707    |    Lançado em: 24/12/2025

eu peito. Breno e Isabela estavam logo atrás de mim, seus passos ecoando no asfalto. Quando chegamos a

frente. O impacto de seu quadril contra o meu enviou uma pontada de

arrependida. Seus olhos encontraram os meus, um brilho triunf

sperando que Breno fizesse algo, qualquer coisa, p

trar atrás", disse Breno, com a voz

essa fria, remédios para enjoo. Não porque Breno se lembrava, mas porque ele nunca se lembrava. Ele esquecia minha alergia, meu nome, meu desconfort

irmei, minha voz surp

ão comece. Está tarde, todo mundo está cansado. Apenas

ra ele, olhei de verdade, e vi um estranho. Não adiantava discutir. Peguei meu celular, na espera

. O ar estava mais frio agora, cortando meu vestido fino. O medo, frio e agudo, me cutucou. Imaginei o

reno estalou, sua

o. Com um suspiro pesado que parecia vir das profu

que escapamos da mansão dos seus pais e fomos observar as estrelas? Fomos pegos voltando e seu pai ficou furioso!" Sua

irigido a mim a noite toda. "Como eu poderia esquecer

Minha cabeça começou a latejar, meu estômago a revirar. A náusea familiar do enjoo de carro, amplificada pelo estresse e pelo som

urro conspiratório, "lembra daquela promessa que você me fe

de ruptura. Meu co

gritei, minha voz crua e tensa, cortando a bolha íntim

! Eu só estava tentando te animar. Você parece tão estressado ultimamente, e eu só queria te lem

ou no espelho retrovisor, seus olhos frios e distantes. Ele não disse na

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Cinco Anos, Um Nome Esquecido
Cinco Anos, Um Nome Esquecido
“Ele se lembrava do nome do meu bicho de estimação de infância, do nosso primeiro encontro e da minha marca obscura de chá, mas em cinco anos, Breno não conseguiu se lembrar que eu era alérgica a camarão. O fruto do mar brilhava no meu macarrão, um lembrete cruel do quão pouco de mim realmente existia na mente dele, especialmente enquanto ele ria com uma loira conhecida do outro lado do salão. Meu estômago se revirou, não pela alergia, mas por uma doença mais profunda. Naquela noite, em uma festa badalada num terraço, Breno entregou a Isabela Fontes, uma jovem loira, uma pulseira delicada - uma réplica da que a avó dela usava, uma história que ele já tinha me contado cem vezes. "Bela, isso me lembrou você", ele disse, com a voz suave, íntima. Ela sorriu radiante, inclinando-se para ele, os olhos brilhando, e então seu olhar cruzou com o meu, com um brilho triunfante e venenoso. Quando Isabela ronronou sobre a inauguração de uma galeria, Breno riu. "A Eliza vai com a gente. Nosso jantar de aniversário é nessa noite." Ele se virou para mim, um sorriso forçado implorando para que eu entrasse no jogo. Mas eu já tinha chegado no meu limite. "Acabou, Breno", sussurrei. "E meu nome é Eliza." Ele pareceu genuinamente perdido, incapaz de se lembrar do meu nome verdadeiro, enquanto Isabela e seus amigos zombavam do seu esquecimento. Seus olhos, arregalados e confusos, buscaram meu rosto. "Eliza? Do que você está falando? Seu nome é... sempre foi..." Ele parou, completamente desnorteado. Um gosto amargo de fel encheu minha boca. Ele se lembrava de cada detalhe trivial da vida de Isabela, mas do meu nome de verdade? Era um branco total. Mais tarde, ele me deixou abandonada em uma estrada escura e sinuosa depois que me recusei a pedir desculpas a Isabela. Meu celular estava sem bateria, e eu tropecei, quebrando o tornozelo. Enquanto eu estava ali, sozinha e ferida, soluçava: "Por que eu fiquei? Por que desperdicei cinco anos com ele?". Breno, enquanto isso, ia embora, uma inquietação que o corroía por dentro borbulhando sob sua raiva, apenas para retornar a uma cena de horror.”
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