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Cinco Anos, Um Nome Esquecido

Capítulo 4 

Palavras: 709    |    Lançado em: 24/12/2025

ali, tremendo, o vento gelado chicoteando ao meu redor, rasgando meu vestido fino. Ele tinha ido embora. Ele realmente tinha me deixa

r era absoluta, um cobertor grosso e sufocante quebrado apenas pelas estrelas fracas e indiferentes. Não havi

ssoa passasse de carro, alguém pior que Breno? Minha mente disparou, conjurando horrores de

ha que fazer isso. Agarrando os braços em volta de mim mesma, comecei a andar, meus olhos

escor

coando no silêncio. A dor explodiu no meu tornozelo, uma agonia lancinante, que queimava como brasa viva, subindo p

ra um osso quebrado. Eu sabia. Desabei de volta no

s com ele?" Eu me odiava mais do que o odiava naquele momento. Minha esperança tola, minha paciência i

Sua mente estava em outro lugar, uma inquietação que o corroía por dentro borbulhando sob su

", Isabela chilreou, inclinando-se

murou, já engatan

o. "Não se esqueça da nossa promessa!", ela gritou,

us gritos. A estrada se contorcia e virava, cada curva parecendo exatamente com a anterior. O pânico começou a se instalar. Ele estava perdido. Ele diri

pelo mato, seu próprio medo aumentando a cada minuto que passava. Ond

mas Eliza não estava em lugar nenhum. Ele sentiu um pavor gelado se infiltrar em seus oss

s dedos no volante. Ao entrar na delegacia movimentada, um fragmento de

ada sinuosa... parece que foi atropelamento

piores medos. Seus joelhos cederam. Ele se agarrou ao balcão, os nós dos dedos brancos, ma

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Cinco Anos, Um Nome Esquecido
Cinco Anos, Um Nome Esquecido
“Ele se lembrava do nome do meu bicho de estimação de infância, do nosso primeiro encontro e da minha marca obscura de chá, mas em cinco anos, Breno não conseguiu se lembrar que eu era alérgica a camarão. O fruto do mar brilhava no meu macarrão, um lembrete cruel do quão pouco de mim realmente existia na mente dele, especialmente enquanto ele ria com uma loira conhecida do outro lado do salão. Meu estômago se revirou, não pela alergia, mas por uma doença mais profunda. Naquela noite, em uma festa badalada num terraço, Breno entregou a Isabela Fontes, uma jovem loira, uma pulseira delicada - uma réplica da que a avó dela usava, uma história que ele já tinha me contado cem vezes. "Bela, isso me lembrou você", ele disse, com a voz suave, íntima. Ela sorriu radiante, inclinando-se para ele, os olhos brilhando, e então seu olhar cruzou com o meu, com um brilho triunfante e venenoso. Quando Isabela ronronou sobre a inauguração de uma galeria, Breno riu. "A Eliza vai com a gente. Nosso jantar de aniversário é nessa noite." Ele se virou para mim, um sorriso forçado implorando para que eu entrasse no jogo. Mas eu já tinha chegado no meu limite. "Acabou, Breno", sussurrei. "E meu nome é Eliza." Ele pareceu genuinamente perdido, incapaz de se lembrar do meu nome verdadeiro, enquanto Isabela e seus amigos zombavam do seu esquecimento. Seus olhos, arregalados e confusos, buscaram meu rosto. "Eliza? Do que você está falando? Seu nome é... sempre foi..." Ele parou, completamente desnorteado. Um gosto amargo de fel encheu minha boca. Ele se lembrava de cada detalhe trivial da vida de Isabela, mas do meu nome de verdade? Era um branco total. Mais tarde, ele me deixou abandonada em uma estrada escura e sinuosa depois que me recusei a pedir desculpas a Isabela. Meu celular estava sem bateria, e eu tropecei, quebrando o tornozelo. Enquanto eu estava ali, sozinha e ferida, soluçava: "Por que eu fiquei? Por que desperdicei cinco anos com ele?". Breno, enquanto isso, ia embora, uma inquietação que o corroía por dentro borbulhando sob sua raiva, apenas para retornar a uma cena de horror.”
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