A Garota Comum Dele Encontrou Tudo
Vista: Cl
meus sentidos estavam aguçados. Bernardo entrou tropeçando, seus passos desiguais, seguido pelos
ábios. Kênia alisou seu cabelo, seus movimentos praticados, quase maternais. Ela
m pouco demais. Tentei impedi-lo, mas você conhece o Bernardo." Ela deu
. Apenas uma observação distante. "Tudo bem," eu diss
alvez um chá?" perguntei, tratando-a como uma convidada qualquer, não como a mulher que acabara de
nha calma. "Ah, não, obriga
a. E certamente não estou preocupada." Minhas palavras eram verdadeiras.
de Bernardo queria. Eu entendia por que ele a preferia. Ela se encaixava. Ela personificava sem esforço a imagem que ele pr
ou, a voz rouca de sono e ressaca. "Clara, pode me trazer aquele chá de limão com gengibre? E talvez
rta em um projeto de escrita. Nem me virei. "Estou ocupada, Bernardo," eu disse,
s olhos se arregalaram um pouco, um lampejo de confusão cruzando seu rosto. "Ocupada? Clara
ar os olhos. "Tenho prazos." Recuei ainda mais pa
ra ele. Ele se deu conta de que seu serviço de empregada pessoal não estava mais disponível. Uma profunda sensação de perda, uma dor oca, instalo
Xingou baixinho. Culpou-me por seu desconforto, p
ou. "Clara, isso é ridículo. Você precisa ir embora. Agora." Sua voz era afia
, despojaram qualquer último vestígio de nossa história compartilhada. Dez anos construindo um lar juntos, dele s
l um sussurro, "posso ter só mais
qui. Não estamos mais juntos. Suma daqui." Ele me olhou com olhos fri
nsegurança habitacional para as mulheres, especialmente após relacionam
ive, um futuro que eu imaginei como sua esposa, nesta mesma casa. Este lugar, no qual eu havia derramado meu coração, agora parecia uma jaula da qual eu