Entregue: Sua Nova Esposa
RA
ermaneceu exclusivamente nela. Ela era quem ele protegia. Ela era quem ele priorizava. Naquele momento, os últimos vestígios de esperança, os tentáculos persistentes do amor de uma vida p
Minha cabeça parecia pesada, meu corpo fraco, mas uma profunda sensação de paz se instalou sobre mim. Não havia lágrimas, nem autopiedade. A
s, avermelhados e sombreados, pareciam assombrados. Ele parecia um homem que passou pelo inferno. Por um segundo fugaz, a antiga Laura teria sentido uma onda de calor, uma crença tola de
antes. Eu o observei, meu olhar inabalável, meu rosto uma
um gesto nervoso. "Os médicos disseram que você vai ficar bem. Alguns pontos, um pouco de fisioterapia, mas sem danos permanentes." Ele olhou para mim então, um br
cando. Justifica
amento. Seu e... da Sofia. E isso aconteceu. Eu deveria ter... eu deveria ter sido
orceu sob meu olhar fixo. Ele queria absolvição. Ele queria que eu dissesse que est
i, minha voz um monótono plano. Nã
ver se você estava bem. E a Sofia está me esperando. Ela está muito aba
hos. As palavras eram uma finalidade silenc
tão ouvi seus passos, lentos e relutantes, se afastando do quarto. A porta se fechou, deixando
gou. Ela entrou apressada, um grand
res na mesa de cabeceira, depois se empoleirou desajeitadamente na beira da minha cama. "Que coisa terrível de acontecer! Em um dia tão
raram os dela. "E
mo uma irmã." Ela fez uma pausa e acrescentou: "Sofia manda lembranças, é claro. Ela disse para te dizer que sente m
enti, meu rosto des
sabe. Acabou de descobrir. É por isso que Daniel está sendo superprotetor. É um grande se
era apenas mais uma informação, uma confirmação de que eu havia feito a escolha certa. Sofia sempre encontrava uma maneira de roubar os holofotes,
s... bem, suponho que você descobriria eventualmente." Ela se animou. "Mas não é maravilhoso? Um bebê! Daniel será um pai tão
ando sua felicidade efusiva. "Ten
eus olhos arregala
comecei. "Eu não a assine
r, depois ficou vermelho escuro. "O quê?! Lau
nuei, ignorando sua histeria crescente. "Hoje. No cart
ados... Sofia e Daniel... legalmente casados?" Sua voz era um sussurro abafado, cheio de admiração. "Oh, meu Deus! Ele finalmente conseguiu! Eles finalmente conseg
cer, sem nenhum alarde!" Seus olhos brilhavam com admiração genuína, uma emoção que eu nunca tinha visto dirigida a mim antes. "Daniel ama
estava tão cega por seu favoritismo que não via a manipulação, o
não pode contar ao Daniel. Ou à Sofia. Ainda não. Deixe qu
, com certeza! Meus lábios estão selados! Nem uma pal
ora", eu disse.
"Indo embora? Para onde você vai
ença, estou muito cansada." Fechei os olhos, fingindo dormir. Ela entendeu
m bilhete curto e impessoal para as enfermeiras, agradecendo por seus cuidados. Para Danie
amente embrulhada, estava a pequena herança que meus pais me deixaram, dinheiro que Daniel sempre conseguiu "emprestar" ou "investir" em seus vários esquemas, sempre prometendo pagar de volta. Eu a recuperei do an
onge da pequena cidade, longe da família Chagas, longe do fantasma da mulher que eu costumava se