uma música ambiente animada demais pras oito da manhã. Eu já tinha visitado aeroportos, rodoviárias, consultórios médicos - todos os lugares
ando o celular sem checar nada de verdade, só pra te
uma vez: em algum ponto entre o carro e aquela fila, a média de idade ao meu redor tin
r direito. Um grupo de quatro garotas - vinte e poucos, no máximo - filmando um vídeo em sincronia, com uma coreografia que elas
ênis novo que ainda cheirava a loja. Não era ruim. Era s
assou por mim usando um top que dizia "TEAM BRIDE" em letras cor-de-rosa, seguida por um bando igualmente vestido,
que comprei a passagem, uma pessoa
: a de que eu não conseguia mais fingir, nem pra mim mes
*
eu o número - o que, de alguma forma, me irritou. Eu queria uma reação. Um piscar de olho. Um "ih, mas a senhora não é meio grande pra esse cruzeiro?" pra eu poder ficar ofend
flito antes delas acontecerem: a realidade
enquanto eu carregava minha mala pequena tentando parecer que aquilo era completamente normal pra mim, que eu fazia esse tipo de cois
ceber a atuação. Isso eu só entendi bem mais tarde: que boa parte da
*
es em tons de rosa e roxo, uma DJ já tocando alguma coisa com muito grave às nove e meia da manhã, e telas gigantes anunciando a "programação d
uilo três vezes tentando
á calculando uma rota de fuga, quando uma recepcionista do navio - sorriso genuíno, esse sim, o qu
tô super por de
orredor certo, andando por um navio que parecia ter sido projetado
*
erente do mar que eu conhecia - mais azul, mais artificial, como se tivesse sido tratado especificamente pra
silêncio, veio a primeira dúvida honesta da viagem, sem disfarce de piad
im fazer a
- mas nenhuma delas resistia ao silêncio daquele camarote por mais de dez segundos sem parec
erteza que ninguém tinha me dado, que eu tinha fabricado sozinha com jornada dupla de comparação e insegurança - de que a vida "de
a, eu comprei uma passagem pra fica
as que não quer admitir - que eu não tinha ido ali pra enfrentar nada. Tinha ido pra confirmar. Achando, com aquela lógica furada e íntima que só a gente mesmo entende, que se eu conseguisse
guém, além de mim
*
sa que aprendi vendo minha avó fazer antes de qualquer decisão importante e que car
s "despojados" da vendedora, que na luz do camarote parecia menos certo do que na
de novo, e uma expressão no rosto que eu reconheci imediatamente: era a mesma que eu fazia antes de apresentações i
alta, sozinha, o que devia ser ma
ez mais alto conforme eu me aproximava - como se o navio inteiro estivesse me avisando
s ou menos da minha idade, único detalhe que meu cérebro registrou antes de qualquer outro, com uma expressão facia
pa", el
na", r
eu por um segundo a ma
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