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A Saga dos Kasenkinos

Capítulo 3 Três

Palavras: 1727    |    Lançado em: 08/02/2022

to no céu. Ela não estava muito preocupada com isso, pois sabia que seu pai não estava em casa. Estava na batalha com os demais Kasenkinos. Ela parou e olhou para o outro lado do rio. Aque

s na água refrescante. Sentiu a brisa tocar seu corpo e seu rosto e sentiu aquele véu, que sempre a acompanhava, coçar sua face. Não havia ninguém naquele lugar e a possibilidade de alguém aparecer era quase nula. Ela tirou o véu e colocou-o junto do vestido. Olhou sua imagem refletida em uma poça de água na margem do rio. Passou a mão no seu rosto macio. Seria tão bela quanto sua mãe? Sabia o quanto seu provo se preocupava com a beleza das mulheres e o quanto elas se empenha

tas coisas a ouvir e tantos lugares para conhecer. Ela tinha certeza de que Moa era o mais sábio dentre os Kasenkinos e também mais forte que Ahua. No entanto ainda assim, mesmo sabendo sobre tudo, ele se apaixonou. E não se importou que o amor trouxesse dor. Nunca pensou que ele, sábio como era, pudesse ter deixado o amor se apossar dele daquela forma. Erone pouco respondia suas perguntas sobre o mundo e tudo mais que ela queria saber. Dizia que sempre que ela era muito jovem, embora se achasse madura o suficiente

Era melhor voltar logo para seu povo. Ela lembrou-se do povo Naiguã. Também não era um povo amistoso, embora não fosse inimigo de morte como o Reino de Machia. Era um povo selvagem e só queriam pedras e ouro. E para isso dizimavam outros povos. Viviam em tribos, seminus e eram conhecidos por abusarem das mulheres depois que matavam os homens nos povoados. Eram bons mercadores e por isso os Kasenkinos tentavam uma boa relação com eles em troca das boas mercadorias, em especial as maquiagens de olhos que só eles tinham, assim como excelentes tiaras de pedras e colares valiosos. Nunca entraram em briga com os Kasenkinos pois sabiam que o povo não tinha muitas pedras preciosas guardadas. Mas por inúmeras vezes invadiram Machia e tentaram roubar, sempre impedidos pela boa guarda do castelo. Ela teve medo que os Kas

va muito cansada e foi para sua

Podia ver todo o povoado dali. Quase todos dentro de suas casas, com seus lampiões acesos e provavelmente solitários como ela, esperando alguém voltar da batalha. Ela estava cansada, mas não tinha sono. Reconheceu Ahua andando e voltou depressa seu corpo para dentro da casa, escondendo-se ao lado da

do para trás a teria visto sem o véu. Então, segundo a tradição Kasenkina, teriam que se casa

tar novamente. Depois de muito pensar, rolar p

es frescos, que todos almejavam. Porém os mais bonitos eram reservados para o líder Ahau. O restante era dividido em partes iguais para todos que trabalhavam na colheita. Daily não trabalhava, por isso não tinha direito em usufruir dos produtos que eram cultivados lá. Era um privilégios das famílias constituídas de casais e filhos. Se sua mãe estivesse viva estaria trabalhando na horta, então eles teriam direito nas coisas produzidas lá. Erone era o melhor guerreiro Kasenkino, conhecido em todo o povoado, no entanto ele não tinha nenhum privilégio por isso, nem nos produtos da horta. Moças que ainda não eram casadas não trabalhavam em nenhum lugar pela possibilidade de perderem o véu. A única função que elas tinham era ficar em casa e cuidar da organização da mesma e serem responsáveis pelos cuidados com o seu véu e

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A Saga dos Kasenkinos
A Saga dos Kasenkinos
“Daily nasceu uma Kasenkina. Mas era curiosa, perspicaz e forte, querendo ir além do que as mulheres submissas e sem voz que representavam seu povo. Despertando o interesse do conselheiro do líder Kasenkino, Ahua, ela foi oferecida em casamento por seu próprio pai a um homem com idade para ser seu avô. Acreditando que nada poderia ficar ainda pior, apaixonou-se pelo homem mais proibido que poderia existir, uma pessoa do reino de Machia, que desde sempre foi o inimigo mortal de seu povo. Mas era nas noites, embrenhada no lado vetado da floresta, que ela tentava resistir e não conspirar contra seus próprios antepassados. Além de tentar lutar com todas as forças contra aquele sentimento, Daily ainda escondia de seu amado um grande segredo, o qual se soubesse ele jamais a perdoaria. Entre mitos, lenda, espíritos sagrados e segredos, Daily precisa ser forte e desvendar os mistérios sobre seu passado, o de seu próprio povo e tentar resistir à guerra que começava a ser travada, que poderia ser a mais mortal da história.”
1 Capítulo 1 Um2 Capítulo 2 Dois3 Capítulo 3 Três4 Capítulo 4 Quatro5 Capítulo 5 Cinco6 Capítulo 6 Seis7 Capítulo 7 Sete8 Capítulo 8 Oito9 Capítulo 9 Nove10 Capítulo 10 Dez11 Capítulo 11 Onze12 Capítulo 12 Doze13 Capítulo 13 Treze14 Capítulo 14 Quatorze15 Capítulo 15 Quinze16 Capítulo 16 Dezesseis17 Capítulo 17 Dezessete18 Capítulo 18 Dezoito19 Capítulo 19 Dezenove20 Capítulo 20 Vinte21 Capítulo 21 Vinte e um22 Capítulo 22 Vinte e Dois23 Capítulo 23 Vinte e Três24 Capítulo 24 Vinte e quatro25 Capítulo 25 Vinte e cinco26 Capítulo 26 Vinte e seis27 Capítulo 27 Vinte e sete28 Capítulo 28 Vinte e oito29 Capítulo 29 Vinte e nove30 Capítulo 30 Trinta31 Capítulo 31 Trinta e um32 Capítulo 32 Trinta e dois33 Capítulo 33 Trinta e três34 Capítulo 34 Trinta e quatro35 Capítulo 35 Trinta e cinco36 Capítulo 36 Trinta e seis