Bink Moisson
5 Livros Publicados
Livros e Histórias de Bink Moisson
Renascida: O Preço da Fertilidade
Horror Eu era Maria, a mulher mais fértil de todo o império, e por isso, fui entregue como noiva ao príncipe Carlos, doente e à beira da morte.
Três meses após nosso casamento, engravidei de gêmeos, e o príncipe, milagrosamente, começou a se recuperar.
Mas no dia do parto, não foi a parteira que entrou no quarto, e sim Carlos, com uma espada fria. Ele abriu meu ventre, tirou meus filhos ensanguentados e os jogou pela janela aos cães selvagens. Meu útero foi dilacerado, garantindo que eu nunca mais tivesse filhos.
Lançada num caixão com um general morto, sufocada na escuridão, me perguntava por que tamanha crueldade. Toda a minha comunidade foi massacrada sob a acusação de "traição imperial".
Então, eu abri os olhos novamente, de volta ao dia em que tudo começou, e desta vez, eu não sorriria e confirmaria minha "bênção". Um Novo Amanhecer
Romance Três anos se passaram desde que Lucas me abandonou no altar, trocando-me por Gabriela.
Hoje, ele e a amante grávida, com uma barriga proeminente e um ar de triunfo, retornaram à luxuosa mansão da família Monteiro, a mesma casa que um dia pensei que seria meu lar.
Com um sorriso sínico, Lucas, o "artista" boêmio, me rebaixou, pedindo que eu agisse como uma serva para Gabriela.
Minha fúria borbulhava, mas mantive a compostura, assistindo-os se vangloriar de que haviam vencido.
Foi então que uma pequena voz ecoou do andar de cima: "Mamãe!"
Meu filho, Pedro, correu para mim, selando o destino daquele reencontro.
Lucas e Gabriela congelaram, seus sorrisos sumindo ao verem meu filho, uma cópia minha.
Lucas, banhado em ódio e descrença, lançou acusações vis: "Seu filho? Você teve um filho? Sua vagabunda! Tinha um amante!"
Ele apontou para Pedro, chamando-o de "bastardo" e ameaçando jogá-lo na rua.
A fúria protetora irrompeu em mim, e eu jurei que ele não tocaria em meu filho.
No auge da discussão, Gabriela encenou uma queda, clamando por sua barriga e acusando-me de empurrá-la.
Lucas, cego pela raiva e pela manipulação de Gabriela, me forçou a me ajoelhar e pedir desculpas.
Mas ele não estava satisfeito; ele queria me aniquilar, ameaçando o futuro de Pedro.
Enquanto Lucas arrastava meu filho inerte em direção à porta principal, o Dr. Ricardo Monteiro, meu marido e pai de Pedro, surgiu na entrada.
Ele avaliou a cena em segundos: eu ferida no chão, Gabriela fingindo dor, e Lucas com Pedro desmaiado nos braços.
Ricardo pegou Pedro, ordenou que chamassem um médico e, com uma calma assustadora, revelou a Lucas a verdade: "Pedro é meu filho. O seu irmão mais novo. Sofia é minha esposa. Ela é sua mãe agora, Lucas."
Lucas desabou, o terror no rosto enquanto percebia a magnitude de seus erros.
Ricardo ordenou que Lucas fosse açoitado, punindo sua crueldade e arrogância.
Um mês depois, após se recuperar, Lucas doou sua herança e se retirou para um mosteiro, deixando para trás seu passado.
Sete meses após o ocorrido, nossa filha Clara nasceu, e nossa família floresceu em paz e felicidade. Abandonada na Inundação: O Pesadelo de Clara
Moderno Grávida de oito meses, com a minha mãe doente, ficamos presas num parque de estacionamento subterrâneo que inundava.
Liguei desesperada ao meu marido Leo.
Ele atendeu irritado, com música alta.
«Estou com a Sofia. Ela tem medo de trovões», disse.
Desligou, abandonando-nos.
Eu lutei sozinha, exausta, para salvar a minha mãe e o meu bebé.
Quando acordei no hospital, o vazio na minha barriga era a prova da sua escolha.
O meu filho. Perdemos o bebé.
Ele veio ao hospital, e com ele a Sofia, com o seu "choro" forçado.
Ele e o pai dele tentaram justificar a sua ausência, culpando-me.
«Drama», «exageros», enquanto o meu coração se partia.
Escolheu a comodidade da irmã em vez da vida da própria família.
Mas a dor deu lugar a uma fria determinação.
Olhei para ele, para o vazio que ele criou, e a minha decisão foi inabalável.
«Quero o divórcio, Leo.»
Ele não fazia ideia do inferno que eu tinha guardado para ele.
E eu tinha as provas que iriam desmascarar cada uma das suas mentiras. Quando o Amor Vira Mentira: A Luta de Sofia
Moderno No dia do terceiro aniversário do meu filho, Lucas, o meu marido, Pedro, simplesmente não voltou para casa.
Preparei o seu bolo favorito e enchi a sala com balões azuis, enquanto Lucas esperava, adormecendo no sofá com o seu pequeno carro de corrida.
Liguei para o Pedro dezenas de vezes, mas só encontrei o silêncio do telemóvel desligado.
O meu coração afundava a cada tentativa falhada, até que a campainha tocou, já perto da meia-noite.
Corri para a porta, com a esperança a reacender-se, mas não era ele.
Eram dois polícias, com expressões sérias, que trouxeram a notícia: Pedro sofrera um acidente de carro, estado crítico.
O mundo parou, as palavras ecoavam na minha cabeça: "crítico", "acidente".
Mas a próxima frase atingiu-me como um raio: "Havia outra pessoa no carro... uma mulher. Infelizmente, ela não sobreviveu."
O nome dela? Clara Bastos. A ex-namorada de Pedro, aquela que ele jurou ter ficado no passado.
Antes que eu pudesse processar a traição, a minha sogra, Dona Alice, subiu as escadas, o seu medo transformado em raiva pura.
"A culpa é tua! Tu nunca o fizeste feliz! A Clara era o verdadeiro amor da vida dele! Se ele morrer, a culpa é tua!"
As palavras dela, o facto de que toda a minha vida tinha sido uma farsa, atingiram-me mais do que qualquer golpe físico.
O nosso casamento, o nosso filho... Seríamos apenas um obstáculo? Uma mentira?
Senti o meu telemóvel vibrar no bolso: uma notificação de transferência bancária.
Pedro tinha transferido quase todo o nosso dinheiro da conta conjunta para a sua conta pessoal, horas antes do acidente.
Ele não me estava apenas a deixar; estava a deixar-me sem nada.
Num piscar de olhos, a minha vida desmoronou-se.
Mas eu não me ajoelharia.
Enquanto a minha sogra me amaldiçoava, senti uma raiva fria a crescer.
Não olhei para trás. A batalha pela minha vida e pela do meu filho tinha acabado de começar. O Pescador do Silêncio
Moderno João Pedro, o JP, um pescador mudo.
Casei-me com Isabela Alencar, herdeira de um império.
Todos na vila se perguntavam: como uma mulher tão rica e falante se casava com um homem de mar e silêncio?
Diziam que eu havia tirado a sorte grande.
Mas o amor dela era uma jaula.
Com a porta fechada, o sorriso sumia.
"Seus pais", ela sussurrava, exibindo um vídeo falso deles em perigo no mar.
Era um aviso. Era uma ameaça.
Fui forçado a viver humilhações com seu amante, Ric.
Minha tentativa de envenená-la, buscando liberdade, virou combustível para sua crueldade.
Ela me jogou no armazém fétido de peixe podre, meu pior medo de infância.
E então, a dor final: ela me mostrou um vídeo de meus pais se afogando.
Meu mundo desabou.
Mas Ric reapareceu. Vivo.
A morte dos meus pais... apenas uma farsa.
Eu havia sido quebrado, torturado, por nada.
Dignidade, família, esperança: tudo em ruínas.
Restava apenas uma raiva profunda e gélida.
Como pude ser tão cego?
Foi então que tomei a decisão derradeira.
Com o pequeno frasco do "veneno" de Mateus em minha mão.
No dia do casamento dela com Ric, engoli a última dose.
A única saída. A única liberdade possível. Você pode gostar
Vingança Silenciosa
Xiao Liuzi Clara estava sentada na beirada da cama, sua vida uma prisão de luxo imposta por Heitor, seu tutor e algoz.
Após retornar da "escola de reeducação", um inferno disfarçado, ela reaprendeu a não sentir.
A chegada de Sofia, a noiva de Heitor, transformou sua existência em um pesadelo ainda maior.
Um "acidente" armado por Sofia, que derrubou suco em Clara - evocando memórias aterrorizantes de torturas com água gelada na instituição - foi o estopim.
Heitor, cegado pela manipulação de Sofia, a puniu cruelmente, enviando-a de volta ao que ele chamava de "escola", um lugar onde ela quase não saiu viva da última vez.
Semanas de tormento transformaram Clara em uma casca vazia, submissa, seu espírito esmagado.
No entanto, uma pontinha de esperança nasceu: ela começou a guardar cada centavo para fugir.
Sofia, percebendo seu plano, a encurralou na noite de uma festa, ameaçando revelar tudo a Heitor se Clara não colaborasse.
Presa, humilhada e sem voz para se defender, Clara foi forçada a encenar a família feliz, culminando em uma farsa pública onde a manipulação de Sofia a colocou, mais uma vez, sob a ira de Heitor.
As agressões e humilhações se tornaram a sua rotina, mas a cereja do bolo foi a descoberta da perda da voz, tirada por uma cirurgia orquestrada por Sofia.
Naquela noite, depois de mais uma cena de manipulação por Sofia, Heitor, cego de fúria, a arrastou para fora da mansão e a jogou na rua como lixo.
Desesperada e sem esperança, Clara caminhou em direção a uma ponte, onde a dor finalmente a libertaria.
Sua morte brutal, no entanto, foi o catalisador para uma verdade ainda mais devastadora: Heitor descobriu que Clara foi estuprada, teve seu útero removido e deu à luz um filho seu, roubado por Sofia.
A fúria de Heitor não conheceu limites.
Impulsionado por uma culpa avassaladora e um desejo ardente de vingança, ele desvendou os segredos sombrios de Sofia e da instituição de reeducação.
Agora, Heitor está determinado a pagar por sua cegueira e trazer Clara de volta, mesmo que para isso ele tenha que sentir toda a dor que ela suportou.
Será que o preço da redenção será a sua própria destruição? Corações Unidos Pela Vingança
Elara O cheiro de antisséptico ainda grudava na minha garganta, um lembrete constante do que aconteceu com Bia.
Minha irmã gêmea estava na cama do hospital, pálida, com os pulsos enfaixados, vítima do bullying implacável que ninguém fez questão de parar.
Mas a situação escalou quando Carol, a líder da seita de agressores, entrou no quarto com os pais, desdenhando da dor alheia e culpando Bia por ser "sensível demais".
O diretor da escola e a Professora Lúcia, cúmplices em sua negligência, negaram qualquer responsabilidade, alegando falta de "provas concretas", enquanto a mãe de Carol sorria vitoriosa, declarando que minha irmã só queria chamar atenção.
Naquela noite, algo dentro de mim se quebrou e, ao mesmo tempo, se fortaleceu.
O sistema falhou com a gente, mas eu não falharia com a Bia.
Cortei meu cabelo, me transformando em um reflexo idêntico dela, e naquele momento, a Ana se foi, e Bia, ou melhor, a nova "Bia" renasceu para a guerra.
Eu iria para a escola, não para aprender, mas para caçar.
Eles não sabiam com quem estavam se metendo.
Eles não sabiam que a escuridão da nossa família, que meus pais sempre acharam que a bondade de Bia controlaria, estava faminta.
Eles iriam se arrepender de terem nascido. Pesadelo Conjugal: O Despertar
Stella João Silva encontrou um panfleto perturbador na gaveta da cozinha, anunciando uma "escola de reabilitação comportamental" para crianças. Seu filho Pedro, de apenas seis anos, não precisava de reabilitação, mas a voz gélida de sua esposa Maria confirmou que ela havia matriculado o menino por ter quebrado o relógio caro do amigo dela, Miguel.
O mundo de João desabou ao chegar à "escola": um prédio cinzento e cercado por arame farpado. Ele invadiu o local, encontrando Pedro inerte, pálido, com fios conectados à cabeça e braços, e uma máquina de eletrochoque ao lado da cama. Seu filho estava em coma. Um enfermeiro gaguejou desculpas, mencionando "protocolo de contenção" e "dosagem alta demais".
Em meio ao desespero, João ligou para Maria, mas só obteve sua caixa postal. Ao ligar para Miguel, ouviu a risada de Maria ao fundo. "Diz que eu não posso falar, amor. Estamos comemorando", sussurrou ela. No mesmo instante, uma mensagem de Maria para um grupo de amigas, que o incluiu por engano, mostrava uma foto dela sorrindo, abraçada a Miguel, com a mão na barriga e a legenda: "Finalmente vamos ter nossa própria família! Grávida do homem da minha vida!"
João caiu de joelhos, segurando a mão de seu filho em coma. A traição brutal e a destruição de sua família o afogaram em uma dor indescritível e em um profundo sentimento de injustiça.
Naquele momento, uma fúria fria começou a borbulhar, substituindo a dor avassaladora. João sabia o que precisava fazer. Ele tiraria seu filho dali, acabaria com seu casamento e garantiria que Maria e Miguel pagassem por tudo que haviam feito. Sufocada Pelo Amor Perverso
Xu Guzi O cheiro do trem é uma mistura nauseante de metal velho e suor, um presságio familiar do inferno.
Fecho os olhos com força, e uma memória me atinge como um soco: o mesmo vagão, o mesmo assento, o mesmo sol poeirento.
Da outra vez, eu era Sofia, uma estudante de psicologia ingênua voltando para casa, feliz por ter economizado na passagem.
Lembro da mão áspera de Dona Lúcia, do sorriso babado de João, do copo d' água… Lembro do porão úmido e escuro.
A tontura. O medo. E o cheiro de mofo e desespero.
Abri os olhos de repente, o coração martelando. Estou de volta. No mesmo dia, no mesmo trem.
Lá está ela. Dona Lúcia, o Pedrinho e o João. A mesma família, o mesmo plano.
Ela me vê. O sorriso de caçadora se forma em seu rosto enrugado.
"Com licença, minha jovem", ela diz, a voz trêmula e doce. "Será que você se importaria de nos ajudar?"
A mesma desculpa. A mesma mentira.
Da outra vez, eu sorri e disse "Claro". Desta vez, eu a encaro.
"Não", digo, a palavra fria e dura. O sorriso dela vacila.
O coração martela. A raiva ferve.
Ela não sabe com quem está lidando. A estudante de psicologia ingênua morreu naquele porão.
Quem voltou foi outra pessoa. Alguém que não sentiria mais pena. Sua Obsessão Cruel, a Agonia Dela
Loretta Meu irmão mais novo, Ernesto, estava amarrado a uma cadeira de metal, convulsionando, seu rosto um azul fantasmagórico. Eu estava de joelhos, implorando a Caio Alcântara, o homem que um dia amei, para parar.
Ele olhou para mim de cima, seu rosto bonito uma máscara de fria indiferença, e me ofereceu uma escolha: cem chibatadas para mim, ou Ernesto tomaria o meu lugar.
Ele disse que Isabela, a mulher que era a minha cópia e por quem ele agora estava obcecado, precisava ser acalmada. Ele a chamava de sua "terapia", alegando que minha desobediência a perturbava. Eu o lembrei que Ernesto tinha fibrose cística, seu corpo já tão fraco, mas Caio zombou, dizendo que a dor dele era muito maior.
Ernesto, mal consciente, sussurrou: "Não... não faça isso por mim." Mas eu concordei com o chicote, apenas pela medicação dele. A expressão de Caio se suavizou, me puxando para uma cruel ilusão de segurança.
Então, seu sorriso desapareceu. "Você entendeu errado", ele sussurrou, seus olhos brilhando. "Você não escolhe quem leva a punição. Você só concorda com ela." Ele apontou para Ernesto. "Ele vai levar as chibatadas por você."
Eu gritei, lutando para proteger meu irmão, mas Caio me segurou com força, pressionando meu rosto contra seu peito. Eu não podia ver, mas ouvi tudo: o estalo agudo do chicote, o baque surdo e doentio, o gemido sufocado de Ernesto. De novo e de novo. O homem que eu amava era um monstro, encontrando prazer na minha dor. Almas Gêmeas, Destinos Cruzados
Callista Eu flutuo no ar frio da velha mansão, um fantasma da minha própria tragédia.
Três anos se passaram desde que morri aqui, jogada no poço.
Para o mundo, sou Luana, a garota que tirou a própria vida, uma história barata para assustar turistas.
Mas esta noite, minha família está aqui, e eles não vieram rezar pela minha alma.
Eles vieram para me expor, para humilhar minha memória publicamente em uma transmissão ao vivo.
Minha mãe e Sofia, minha irmã adotiva, encenam uma farsa diante das câmeras, me acusando de tudo que é mal.
Meu pai e meu irmão me chamam de "desprezível" , desejando que eu estivesse "morta de verdade" para acabar com o sofrimento deles.
Mal sabem eles que o desejo cruel de meu pai já foi atendido.
Enquanto Zé Coragem, um caçador de mitos da internet, vasculha o poço onde supostamente me suicidei, minha família inventa acusações bizarras de feitiçaria e roubo para justificar sua crueldade.
Eles querem me transformar em um monstro para apagar qualquer vestígio da verdade.
Eu observo tudo, uma espectadora silenciosa da minha própria difamação, sentindo a injustiça que me corrói.
Eu queria gritar, queria dizer a eles que a vítima sempre fui eu.
Mas fantasmas não têm voz.
No entanto, eles não sabem que o sótão guarda um segredo, um refúgio da minha infância repleto de memórias.
Minha antiga boneca, Aurora, esconde a verdade que todos ignoraram, com gravações da minha voz revelando a doçura e a inocência que eles suprimiram.
E agora, era a hora de mudar tudo. A Dor da Mulher Traída
Bai Bian Zhong Jie Na sala fria do hospital, um sorriso de satisfação moldava o rosto de João.
A cirurgia de Clara, sua filha e de sua amante Sofia, era um sucesso.
Mas o Dr. Ricardo, seu cúmplice, tinha os olhos cheios de medo.
"O que fizemos é monstruoso, João! Usamos sua esposa e seu filho como... peças de reposição!"
Minha mente não conseguia processar. Maria? Pedro? Peças de reposição?!
Ele riu, um som seco e arrogante.
"Maria me ama. Acredita em tudo que digo. Vai pensar que foi um milagre que todos sobreviveram ao 'acidente'."
Meu mundo desabou ao ouvir cada palavra, minha dor física eclipsada pela dor avassaladora da traição.
Como fui tão cega? O monstro dormia ao meu lado todas as noites.
Pedro, meu filho de sete anos, tremia ao meu lado, seus olhos inocentes arregalados em um terror quebrado.
"Sofia, meu amor," ouvi João dizer ao telefone, a voz cheia de um carinho falso. "Clara está salva. Vocês duas podem voltar para casa. Para a nossa casa."
Recuei, puxando Pedro comigo.
Eu tinha que esconder a verdade em meus olhos, para que ele não soubesse que eu sabia.
Quando ele nos viu, o pânico brilhou em seus olhos por um segundo.
"O que vocês ouviram?"
Tive que mentir, a voz surpreendentemente firme. "Nós só… só viemos te procurar. Eu estava tonta."
Ele nem suspeitava.
"Com a melhora da Clara, pensei que talvez fosse uma boa hora para elas virem ficar conosco por um tempo."
A audácia dele queimou em mim, mas minha máscara permaneceu calma.
Pedro se encolheu atrás de mim.
"Claro," eu disse, sem emoção. "Por que não?"
Ele sorriu, completamente alheio à tempestade que eu estava me preparando para liberar.
As lágrimas finalmente escorreram quando ele se afastou.
"Mãe, não chora", Pedro sussurrou, suas pequenas mãos me apertando. "Nós vamos embora, não vamos?"
"Sim, meu amor", prometi. "Para bem longe daqui."
Naquela noite, Pedro rasgou todas as fotos do pai de seu diário.
"Papai mentiu. Não teve acidente. Ele me machucou. Ele machucou a mamãe. Eu odeio ele. Eu não tenho mais um pai."
Ver a dor do meu filho solidificou minha decisão. Não era mais sobre ir embora. Era sobre justiça.
"Nós vamos embora, Pedro", eu disse, minha voz dura como aço. "E ele vai pagar por cada lágrima que você derramou."