Trinta Dias - Vladmir Mazza

Trinta Dias - Vladmir Mazza

Nalva Martins

5.0
Comentário(s)
191.1K
Leituras
90
Capítulo

A intervenção de seu pai não extinguiu o desejo de fazer seus irmãos pagarem por tudo que ele passou. Agora Vladmir tinha um novo plano. Atingir a pessoa que Artêmis Mazza mais amava nesse mundo. Mas um engano o fez seduzir a pessoa errada e Anne Summer pagaria pelos erros que não eram dela. "Eu sabia que ele se importava alguém e será ela a pagar por todos os meus tormentos." Vladimir estava disposto a tudo para tê-la do seu lado e assim machucar a pessoa que ele mais desprezava nesse mundo. ✓ Um jogo de sedução. ✓ A conquista de um coração inocente pela lâmina afiada do ódio e do rancor. ✓ Um casamento repentino com uma lua de mel ilhada por um imenso oceano. ✓ Duas vidas completamente enganadas. ✓ Dois corações de lados opostos se enfrentam em uma guerra entre o bem e o mal. "Você é o grande amor da minha vida!" A Mentira escorre pelos seus lábios e anda de mãos dadas com o prazer alucinante. Havia intensidade de dois corpos em cima de uma cama, porém, eles ardiam pelo ódio mútuo fora dela. "Eu te odeio, Vladimir Mazza e quero que você morra!" Um tiro faz um eco estrondoso dentro da enorme sala luxuosa. Feridas que nunca cicatrizam se rompem derramando lágrimas de sangue, em meio a dor que irrompe um coração magoado. Agora Vladimir Mazza terá apenas TRINTA DIAS para conquistar o amor de um coração que ele mesmo quebrou.

Capítulo 1 Prólogo

Vlad

Algumas semanas antes...

- Mandou me chamar? - pergunto para o meu pai assim que entro no escritório da sua casa. Como sempre ele está sentado na sua imponente cadeira imperial e atrás da sua mesa. Contudo, não recebo sequer o seu olhar. Vidal Mazza tem seus olhos fixos no jornal do dia.

- Sente-se! - Ele ordena com a frieza de sempre, porém, lhe obedeço e espero que ele continue. - O que é isso, Vladmir? - Papai joga o jornal na minha direção e ele se abre na manchete que eu bem conheço. Não o respondo, apenas trinco o maxilar pois sei que ataquei os seus queridinhos. - O que pensa que está fazendo, filho?

- Não é óbvio, papai?

- Você vai parar com isso agora, ou eu...

- Ou eu o que, papai? - Pela primeira vez altero a minha voz para ele. - Eu estou cansado de ser comparado com esses gêmeos. Não existe nada que eu faça que o agrade. - Rio debochado. - Pelo menos consegui chamar a sua atenção para mim, não é? Pela primeira vez na sua vida está olhando nos meus olhos.

- Ora, seu moleque...

- Está me vendo, papai, pois é, mas eu sempre estive aqui.

A campainha da casa começa a tocar, no entanto, estamos nos encarando com dureza. Contudo, uma batida na porta o fazer desviar os seus olhos dos meus.

- Senhor Mazza, eles chegaram. - A empregada avisa.

- Eles quem? - Procuro saber.

- Venha comigo. - Ele ordena se levantando da sua cadeira e curioso, o sigo para fora do escritório. Meu sangue gela quando vejo os gêmeos em pé no meio da ampla sala de visitas.

- Por que eles estão aqui? - inquiro rudemente.

- Sejam bem-vindos, meus filhos! - Meu pai diz ignorando completamente a minha pergunta e vê-lo abraçá-los com tamanha alegria me causa uma dor imensurável. - Por favor, me acompanhem! - Ele pede e todos vamos para a sala de jantar.

Uma mesa apresentável e muito bem servida entra no meu campo de visão, porém, sinto o amargor no meu paladar.

- Por que estamos aqui? - Athos Mazza inquire sério, mas o tom cordial do meu pai surge mostrando-lhes um lugar para se sentarem.

- Sentem-se, precisamos conversar!

- Eu não vou me sentar à mesa com eles! - ralho impertinente.

Sei que pareço um garoto rico mimado, mas estou bem longe dessa realidade. Eu fui alimentado pelo ódio e pelo rancor a minha vida toda. Fui desprezado pelo meu pai no dia do meu nascimento e cresci vendo o quanto ele os venerava. Tudo que eles faziam sempre foi bem-visto aos seus olhos, até mesmo maldito acidente causado pelo Athos. Sim, o acidente que ceifou a vida da única mulher que ele amou de verdade.

- Vladmir, não teste a minha paciência! - Desperto com a sua advertência irritante. - Nós vamos nos sentar e vamos conversar, ok? - Fazemos isso em silêncio, sempre nos encarando duramente até que Vidal começa a falar. - Precisamos acabar com essa rivalidade sem sentido entre vocês. Vocês são irmãos e precisam aceitar isso.

- Acontece que o seu filho é quem está causando tudo isso e não nós. - Athos ataca primeiro.

- Vocês não têm o direito de usar o meu sobrenome. Ele não os pertence! - rosno enfurecido. Entretanto, o meu pai bate forte no tampo da mesa, fazendo a louça em cima dela reclamarem.

- Vladmir eu o proíbo de se aproximar do Athos e do Artêmis com quaisquer propósitos de destruição e quanto a você, Athos, eu retirei a queixa de agressão que foi lhe foi atribuída.

- Você fez o que? - inquiro aturdido. - Quando fez isso?

- Eu fiz e está feito, Vladmir!

- Eu não quero saber o que se passa entre você e esse seu filho inconsequente. Se ele ousar chegar perto da minha família outra vez, pode ter certeza de que não hesitarei em atingi-lo! - Encaro firmemente o Athos, fechando as minhas mãos em punho. - Eu nunca precisei de você para nada, Vidal e não vai ser agora que vamos precisar. Fiquem longe de mim! Fiquem longe do meu irmão e principalmente da minha família!

Rio. Pelo menos esse imbecil tem bom senso, mas não pensem que será tão fácil assim.

- Athos? - Vidal tenta falar. No entanto, ele ergue um dedo em riste.

- Eu também quero que retrate todas as acusações contra a minha empresa. E quero que faça um pedido de desculpas em público, quero que limpem o meu nome, entendeu?!

Mas que porra ele está dizendo?

- Essa empresa nunca foi sua de verdade! - O ataco com um berro, ficando de pé para olhá-lo de igual para igual.

- ELA É MINHA! - O infeliz esmurra a mesa após soltar o seu rugido.

- Ela foi construída com o dinheiro do meu pai! - esbravejo na mesma altura, batendo forte contra o meu peito.

- Esse dinheiro pertence a mim e ao meu irmão, ele faz parte da nossa herança!

- Eu vou destruí-los, está me ouvindo?!

- PAREM COM ISSO VOCÊS DOIS! - Vidal irrompe furioso.

- Escute bem, meu pai, se eu não os destruir financeiramente, pode ter certeza de que farei isso de outra maneira. Eu os odeio e isso é um fato! - Deixo bem claro.

- Está avisado, se ousar tocar na minha família, eu irei tocar na sua! -Artêmis rebate furioso. - Se me ferir de alguma forma, eu arrancarei esse seu coração cheio de trevas de dentro do seu peito. Não me subestime, Vladmir porque essa cadeira não vai me impedir de matá-lo!

Rio bem na sua cara.

- Fique à vontade para tentar, irmãozinho! - Ele ruge com a minha arrogância e sai.

Eu só preciso de uma vítima. Aquela com quem um deles se importe muito. Deus sabe que a farei gritar de dor e me alimentarei de todo o desespero das suas lágrimas. Penso quando o vejo se afastar e logo em seguida eles saem da minha casa.

- Eu o proíbo, Vladmir, entendeu?! Eu o proíbo! - Meu pai grita, porém, lhe dou as costas e saio de casa também

Continuar lendo

Outros livros de Nalva Martins

Ver Mais
A Redenção do Alfa

A Redenção do Alfa

Lobisomem

5.0

Tristan Tybalt foi criado por um guerreiro da alcateia dos lobos amarelos. Com seu pai adotivo ele aprendeu a respeitar o seu líder. Um Alfa supremo da alcateia de Maldagam. Tristan suportou todas as suas crueldades e submissões, até ele tocar na pessoa que mais amava. A dor rasgou-lhe o peito e o fato de perder a sua amada o segou. Tristan pela primeira vez não aceitaria tal maldade e o enfrentou, levando-o a morte. Logo ele se tornou o Alfa supremo de Maldagam. Contudo, Tristan logo descobrirá que ele é muito mais do isso. Adorado e respeitado por todos. O fato de Tristan tornar-se o protetor dos fracos e oprimidos o levará a realizar uma missão perigosa: ele precisa proteger uma santa até que se cumpra uma profecia centenária. No entanto, ele não esperava que a garota fosse tão linda. E seus olhos doces, porém, pedintes mexem as suas entranhas de modo a incomodá-lo. O seu coração antes frio e endurecido, receberá o calor após anos cravado na escuridão Um romance onde história o amor e a fantasia se encontram. Um Alfa de coração puro está destinado a uma santa e assim produzirão uma nação ainda mais poderosa. Raças inimigas tentarão de tudo para destrui-la e ele dará a sua vida se preciso for para mantê-la viva. Entretanto, uma paixão inesperada arrebatará seus corações e a profecia corre um sério risco de não se cumprir. Em a REDENÇÃO DO ALFA - O LEGADO DO REI vocês conhecerão o poder da chama de um grande

Você deve gostar

Minha irmã roubou meu companheiro e eu a deixei

Minha irmã roubou meu companheiro e eu a deixei

PageProfit Studio
4.9

"Minha irmã tentou roubar o meu companheiro. E eu deixei que ela ficasse com ele." Nascida sem uma loba, Seraphina era a vergonha da sua Alcateia. Até que, em uma noite de bebedeira, engravidou e casou-se com Kieran, o impiedoso Alfa que nunca a quis. Mas o casamento deles, que durou uma década, não era um conto de fadas. Por dez anos, ela suportou a humilhação de não ter o título de Luna nem marca de companheira, apenas lençóis frios e olhares mais frios ainda. Quando sua irmã perfeita voltou, na mesma noite em que o Kieran pediu o divórcio, sua família ficou feliz em ver seu casamento desfeito. Seraphina não brigou, foi embora em silêncio. Contudo, quando o perigo surgiu, verdades chocantes vieram à tona: ☽ Aquela noite não foi um acidente; ☽ Seu "defeito" era, na verdade, um dom raro; ☽ E agora todos os Alfas, incluindo seu ex-marido, iam lutar para reivindicá-la. Pena que ela estava cansada de ser controlada. *** O rosnado do Kieran reverberou pelos meus ossos enquanto ele me prendia contra a parede. O calor dele atravessava as camadas de tecido da minha roupa. "Você acha que é fácil assim ir embora, Seraphina?" Seus dentes roçaram a pele não marcada do meu pescoço. "Você. É. Minha." Uma palma quente subiu pela minha coxa. "Ninguém mais vai tocar em você." "Você teve dez anos pra me reivindicar, Alfa." Mostrei os dentes em um sorriso. "Engraçado como você só se lembra que sou sua... quando estou indo embora."

Capítulo
Ler agora
Baixar livro