Renascer das Cinzas: A História de Ana

Renascer das Cinzas: A História de Ana

Apache

5.0
Comentário(s)
435
Leituras
11
Capítulo

Quando abri os olhos, o teto branco do hospital era a primeira coisa que via. O meu braço ardia, e uma agulha espetada nele me lembrava do terror. Ao meu lado, Leo, meu marido, olhava para o telemóvel, a sua expressão sombria. Eu mal consegui sussurrar o nome dele e ele levantou a cabeça, o seu olhar de um frio cortante. "Onde está o Tiago? Ele está bem?", perguntei, a última coisa que vi antes de desmaiar foi a fúria das chamas depois de o meu cunhado, Tiago, atirar o isqueiro para o fogão. A resposta dele gelou-me: "Estás a perguntar por ele? Mal escapaste da morte com queimaduras de segundo grau nos braços e nas costas." A sua voz, cheia de acusação, insinuava que a culpa era minha. Pensei: "Ele tem apenas dezassete anos. Estava apenas a brincar. Foste tu que não estavas atenta." Brincar? Ele quase me matou, e os meus próprios braços o confirmavam. A minha sogra, Dona Isabel, veio visitar-me, exigindo um pedido de desculpas vazio do Tiago, e depois acusou-me de ingratidão por querer o divórcio. "Tens sido tão ingrata depois de tudo o que fizemos por ti! É assim que nos pagas?", gritou ela. Percebi que eles não iam facilitar. A mentira de Tiago, de que eu o tinha atacado primeiro, corroeu-me. Como podiam ser tão cruéis? Não era apenas o Tiago; era o Leo, que permitia e encorajava isto. Senti uma raiva fria, uma determinação gelada. Eles pensavam que iriam destruir-me? Não. Eu não ia deixar que ganhassem. E desta vez, eu ia dar o primeiro passo para o meu inferno pessoal.

Introdução

Quando abri os olhos, o teto branco do hospital era a primeira coisa que via.

O meu braço ardia, e uma agulha espetada nele me lembrava do terror.

Ao meu lado, Leo, meu marido, olhava para o telemóvel, a sua expressão sombria.

Eu mal consegui sussurrar o nome dele e ele levantou a cabeça, o seu olhar de um frio cortante.

"Onde está o Tiago? Ele está bem?", perguntei, a última coisa que vi antes de desmaiar foi a fúria das chamas depois de o meu cunhado, Tiago, atirar o isqueiro para o fogão.

A resposta dele gelou-me: "Estás a perguntar por ele? Mal escapaste da morte com queimaduras de segundo grau nos braços e nas costas."

A sua voz, cheia de acusação, insinuava que a culpa era minha. Pensei: "Ele tem apenas dezassete anos. Estava apenas a brincar. Foste tu que não estavas atenta."

Brincar? Ele quase me matou, e os meus próprios braços o confirmavam.

A minha sogra, Dona Isabel, veio visitar-me, exigindo um pedido de desculpas vazio do Tiago, e depois acusou-me de ingratidão por querer o divórcio.

"Tens sido tão ingrata depois de tudo o que fizemos por ti! É assim que nos pagas?", gritou ela.

Percebi que eles não iam facilitar. A mentira de Tiago, de que eu o tinha atacado primeiro, corroeu-me.

Como podiam ser tão cruéis?

Não era apenas o Tiago; era o Leo, que permitia e encorajava isto.

Senti uma raiva fria, uma determinação gelada. Eles pensavam que iriam destruir-me?

Não. Eu não ia deixar que ganhassem. E desta vez, eu ia dar o primeiro passo para o meu inferno pessoal.

Continuar lendo

Outros livros de Apache

Ver Mais
Vingança Tem Sabor Baunilha

Vingança Tem Sabor Baunilha

Moderno

5.0

O cheiro de baunilha e açúcar, que antes era conforto, de repente virou sufoco. Era meu aniversário, e a família que eu tanto amava se reuniu para me destruir. Minha tia Isabel, com um sorriso falso, ofereceu um bolo: uma obra de arte da confeitaria que se tornou minha ruína. Enquanto a doçura se desfazia na boca, uma dor cortante me atingiu, arrancando de mim não só o ar, mas também o filho que Lucas e eu esperávamos. O sangue manchou meu vestido claro, revelando a tragédia. Minha tia e primas, com sorrisos cruéis, me acusaram de ser descuidada, riram da minha perda e me humilharam, enquanto Lucas, o homem que eu amava, as escolheu, culpando-me pela morte do nosso bebê. Cada palavra era veneno, e a dor no meu ventre era uma faca, mas a dor no meu coração era mil vezes pior: eles haviam me roubado tudo. Dez anos da minha vida, desde que fui acolhida como a órfã marcada, foram uma mentira de manipulação, onde meu valor era apenas meu talento e meu útero, e agora, com meu filho perdido, vi a verdade: eu era um peão. Em meio ao caos, uma clareza fria me atingiu: não havia mais lugar para mim ali, nem para a Sofia "fragilizada" que eles criaram e controlavam. Com o garfo ensanguentado em minhas mãos, rasguei meu próprio rosto sobre as cicatrizes antigas, transformando meu passado em feridas presentes, uma declaração de guerra silenciosa: minha história não pertencia mais a eles. Minha risada ecoou pela mansão – o som de correntes se quebrando, de uma alma se libertando. Eu não era mais a boneca quebrada, mas sim a sobrevivente que, marcada e livre, fugia para nunca mais olhar para trás.

O Embrião Trocado

O Embrião Trocado

Moderno

5.0

Minha filha, Sofia, tinha leucemia e precisava desesperadamente de um transplante de medula óssea. Eu, Clara, passei por fertilização in vitro, injecções e procedimentos dolorosos, tudo para lhe dar um irmão compatível. Finalmente, engravidei, pensando que a esperança havia chegado. Mas então, a notícia que desmoronou o meu mundo: "Seu bebé não é do seu marido, Pedro." O meu coração afundou, e liguei para o Pedro, apenas para ouvir a voz doce e calculista da minha cunhada, Ana, dizendo que ele estava a dar-lhe banho. Pedro, cego pela acusação, explodiu: "Estás louca? Andaste a dormir com outro homem? O único erro aqui és tu!" Ele não acreditou em mim, desligou na minha cara, e poucos minutos depois, a minha sogra ligou, exigindo o aborto do "bastardo" e ameaçando tirar-me a Sofia. Fui abandonada e acusada pelo meu próprio marido e família, por um erro que eu sabia que não era meu. Como era possível que o bebé que eu carregava, a única esperança de Sofia, não fosse do Pedro? Será que tinha havido um erro médico, ou uma traição que eu não conseguia conceber? O choque, a dor e a raiva viraram-se para o desespero de ser a única a lutar por este bebé e pela minha filha. No auge do meu desespero, recebi um telefonema da clínica de fertilidade, com uma voz grave a pedir-me para ir lá urgentemente. Houve um "incidente" com o meu procedimento de FIV. Naquele momento, eu soube: Eu não estava louca, e a verdade, embora terrível, começaria a vir à tona. E a verdade era mais sombria do que eu poderia imaginar.

Você deve gostar

Capítulo
Ler agora
Baixar livro