A Mulher Que Descobriu a Outra Família do Marido

A Mulher Que Descobriu a Outra Família do Marido

Gavin

5.0
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Capítulo

O meu filho, Lucas, estava com febre muito alta, quase 40 graus, deitado na cama do hospital. Liguei para o meu marido, Pedro, mas ele desligou a chamada, enviando uma mensagem: "Estou ocupado. A Sofia está em apuros." Sofia, a irmã dele por adoção, parecia ser sempre a sua prioridade, enquanto o nosso filho, o seu próprio sangue, jazia doente. Pouco depois, a minha sogra, Dona Elvira, telefonou, não para perguntar pelo Lucas, mas para me repreender por não ter mandado o Pedro para junto da Sofia, que teve uma crise alérgica grave. Ela disse que a febre do Lucas era "normal em crianças" e que a Sofia podia morrer; que eu, como mãe, devia saber cuidar do meu filho "sozinha", chamando-me "dependente". Vi uma foto no Instagram: Pedro ao lado da Sofia, no hospital, a descascar uma maçã para ela, com a legenda "O melhor irmão do mundo, sempre a cuidar de mim. ❤️". Anos a justificar esta "ligação especial", a dizer que era ciúme, até que a ficha caiu: quando é que o meu filho se tornou menos importante que os sentimentos desta "irmã"? Fartei-me de lutar por um lugar na vida do meu próprio marido e de ver o meu filho sempre em segundo plano. O Pedro, no meio da noite, finalmente ligou para mim, irritado, dizendo que era "só um pouco de febre". Foi a última gota. "Pedro," disse eu, com a voz firme, "quero o divórcio." Mal sabia eu que esta seria apenas a primeira batalha de uma guerra para desmascarar a verdade por trás desta "irmandade" e lutar pela sanidade da minha própria família.

Introdução

O meu filho, Lucas, estava com febre muito alta, quase 40 graus, deitado na cama do hospital.

Liguei para o meu marido, Pedro, mas ele desligou a chamada, enviando uma mensagem: "Estou ocupado. A Sofia está em apuros."

Sofia, a irmã dele por adoção, parecia ser sempre a sua prioridade, enquanto o nosso filho, o seu próprio sangue, jazia doente.

Pouco depois, a minha sogra, Dona Elvira, telefonou, não para perguntar pelo Lucas, mas para me repreender por não ter mandado o Pedro para junto da Sofia, que teve uma crise alérgica grave.

Ela disse que a febre do Lucas era "normal em crianças" e que a Sofia podia morrer; que eu, como mãe, devia saber cuidar do meu filho "sozinha", chamando-me "dependente".

Vi uma foto no Instagram: Pedro ao lado da Sofia, no hospital, a descascar uma maçã para ela, com a legenda "O melhor irmão do mundo, sempre a cuidar de mim. ❤️".

Anos a justificar esta "ligação especial", a dizer que era ciúme, até que a ficha caiu: quando é que o meu filho se tornou menos importante que os sentimentos desta "irmã"?

Fartei-me de lutar por um lugar na vida do meu próprio marido e de ver o meu filho sempre em segundo plano.

O Pedro, no meio da noite, finalmente ligou para mim, irritado, dizendo que era "só um pouco de febre".

Foi a última gota.

"Pedro," disse eu, com a voz firme, "quero o divórcio."

Mal sabia eu que esta seria apenas a primeira batalha de uma guerra para desmascarar a verdade por trás desta "irmandade" e lutar pela sanidade da minha própria família.

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Romance

5.0

A festa da escola da minha filha, Sofia, deveria ser um dia de alegria, mas um vazio me consumia. Meu marido, Pedro, jurou ter uma reunião importante e não apareceu. Mas lá estava ele, no meio da festa, com sua assistente, Joana, e o filho dela, agindo como uma família feliz. Meu coração desabou ao vê-lo sorrir para o menino, um sorriso que eu não via há anos. A traição não era mais uma sombra, era uma cena viva diante dos meus olhos. Joana, com um sorriso vitorioso, ainda me mandou um bilhete cínico: "Aproveite a festa. Pedro e eu estamos nos divertindo muito." Joguei o bolo e o bilhete no lixo, mas a humilhação só aumentou quando Pedro me repreendeu, defendendo Joana publicamente e me acusando de ciúmes. Foi ainda pior na corrida de três pernas, quando Joana me empurrou, me fez cair e fingiu uma lesão. Pedro a amparou, cheio de preocupação, sequer olhando para mim ou para nossa filha de cinco anos, caída e chorando. Ele me acusou de agressão, e a diretora cancelou a corrida. Joana foi levada para a enfermaria nos braços dele, enquanto eu e Sofia ficamos sozinhas, humilhadas. Naquela noite, a gota d' água: Joana postou fotos nas redes sociais de um carro de luxo que Pedro lhe deu e um vídeo dele a ensinando a dirigir. De repente, entendi a verdade: todo o sucesso dele, cada contato, cada centavo, veio da minha família, do meu dinheiro, um segredo que mantive a pedido dele. A raiva fria me consumiu. Peguei os documentos e liguei para o advogado da minha família. Eu ia tirar tudo dele.

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