Adeus, Vida Antiga

Adeus, Vida Antiga

Eleanor

5.0
Comentário(s)
297
Leituras
17
Capítulo

Na mansão de Ricardo, eu era um fantasma, uma sombra silenciosa que, por cinco anos, serviu a um homem que me via menos que um acessório. A festa borbulhava quando sua prima, Mariana, me atacou por usar vermelho – "A cor de Helena, sua falecida ex-noiva! Só ela ficava bem de vermelho!" . A humilhação foi pública, afiada, brutal. Eu, a mãe do filho dele, Lucas, era insignificante, uma mera substituta. Esperei que Ricardo me defendesse, mas ele apenas franziu a testa, os olhos frios, e disse: "Mariana tem razão. Vá para o quarto e troque. Coloque algo mais discreto". Fui para o banheiro, olhando meu reflexo, confrontando cinco anos de esperança estúpida. Quando Ricardo irrompeu, impaciente, exigindo que eu trocasse o vestido, a palavra escapou: "Não". Ele ficou chocado. Eu não voltei para a festa, apenas segui em frente, para longe daquela vida que nunca foi minha. Voltei apenas por Lucas, meu filho, o único pedaço de amor real que restava. Mas Dona Beatriz, a avó, o havia afastado de mim. Na manhã seguinte, no chão da sala, Lucas, meu próprio filho, para quem eu era uma estranha, rejeitou meu abraço, escolhendo a avó. "Vovó disse que você foi embora porque não me ama mais", ele disse, as palavras claramente ensinadas. Naquele instante, tudo desabou. Eu não era mais a segunda opção; era a estranha. Não restava nada para mim ali. Peguei uma mala e parti, deixando o jardim, a casa e toda a minha vida para trás. Mesmo assim, Ricardo, em sua arrogância, acreditou que eu voltaria. Ele não compreendia que, para mim, o jogo havia mudado, e ele não estava mais no controle.

Introdução

Na mansão de Ricardo, eu era um fantasma, uma sombra silenciosa que, por cinco anos, serviu a um homem que me via menos que um acessório.

A festa borbulhava quando sua prima, Mariana, me atacou por usar vermelho – "A cor de Helena, sua falecida ex-noiva! Só ela ficava bem de vermelho!" .

A humilhação foi pública, afiada, brutal. Eu, a mãe do filho dele, Lucas, era insignificante, uma mera substituta.

Esperei que Ricardo me defendesse, mas ele apenas franziu a testa, os olhos frios, e disse: "Mariana tem razão. Vá para o quarto e troque. Coloque algo mais discreto".

Fui para o banheiro, olhando meu reflexo, confrontando cinco anos de esperança estúpida. Quando Ricardo irrompeu, impaciente, exigindo que eu trocasse o vestido, a palavra escapou: "Não".

Ele ficou chocado. Eu não voltei para a festa, apenas segui em frente, para longe daquela vida que nunca foi minha.

Voltei apenas por Lucas, meu filho, o único pedaço de amor real que restava. Mas Dona Beatriz, a avó, o havia afastado de mim.

Na manhã seguinte, no chão da sala, Lucas, meu próprio filho, para quem eu era uma estranha, rejeitou meu abraço, escolhendo a avó.

"Vovó disse que você foi embora porque não me ama mais", ele disse, as palavras claramente ensinadas.

Naquele instante, tudo desabou. Eu não era mais a segunda opção; era a estranha. Não restava nada para mim ali. Peguei uma mala e parti, deixando o jardim, a casa e toda a minha vida para trás.

Mesmo assim, Ricardo, em sua arrogância, acreditou que eu voltaria. Ele não compreendia que, para mim, o jogo havia mudado, e ele não estava mais no controle.

Continuar lendo

Outros livros de Eleanor

Ver Mais

Você deve gostar

Minha irmã roubou meu companheiro e eu a deixei

Minha irmã roubou meu companheiro e eu a deixei

PageProfit Studio
5.0

"Minha irmã tentou roubar o meu companheiro. E eu deixei que ela ficasse com ele." Nascida sem uma loba, Seraphina era a vergonha da sua Alcateia. Até que, em uma noite de bebedeira, engravidou e casou-se com Kieran, o impiedoso Alfa que nunca a quis. Mas o casamento deles, que durou uma década, não era um conto de fadas. Por dez anos, ela suportou a humilhação de não ter o título de Luna nem marca de companheira, apenas lençóis frios e olhares mais frios ainda. Quando sua irmã perfeita voltou, na mesma noite em que o Kieran pediu o divórcio, sua família ficou feliz em ver seu casamento desfeito. Seraphina não brigou, foi embora em silêncio. Contudo, quando o perigo surgiu, verdades chocantes vieram à tona: ☽ Aquela noite não foi um acidente; ☽ Seu "defeito" era, na verdade, um dom raro; ☽ E agora todos os Alfas, incluindo seu ex-marido, iam lutar para reivindicá-la. Pena que ela estava cansada de ser controlada. *** O rosnado do Kieran reverberou pelos meus ossos enquanto ele me prendia contra a parede. O calor dele atravessava as camadas de tecido da minha roupa. "Você acha que é fácil assim ir embora, Seraphina?" Seus dentes roçaram a pele não marcada do meu pescoço. "Você. É. Minha." Uma palma quente subiu pela minha coxa. "Ninguém mais vai tocar em você." "Você teve dez anos pra me reivindicar, Alfa." Mostrei os dentes em um sorriso. "Engraçado como você só se lembra que sou sua... quando estou indo embora."

Capítulo
Ler agora
Baixar livro