O Brilho Roubado

O Brilho Roubado

Sky

5.0
Comentário(s)
2.3K
Leituras
28
Capítulo

Eu estava em meu quarto escuro, o brilho do celular agredindo meus olhos e a dor no joelho lembrando-me da carreira de dançarina que me foi tirada. Mas a dor física não era nada perto daquele ardor no peito: uma foto postada por Isabela, minha melhor amiga, mostrava-a sorrindo, abraçada a Lucas, meu namorado de infância, no apartamento que decorei para nós. A notificação de últimas vagas para Paris parecia zombeteira, mas a raiva me fez agir e reservar um voo, não para uma viagem romântica, mas para uma nova vida longe deles. Levantei-me cambaleante, e o colar da minha avó, joia de família, não estava em sua caixa de veludo, mas brilhava no pescoço de Isabela na foto, profanado por sua inveja e falsidade. Peguei nossa foto, com nossos sorrisos inocentes, antes de tudo virar uma mentira, e a joguei no lixo, o estilhaçar do vidro, um corte final com o passado que não me servia mais. A mensagem de Lucas – "Amor, estou com a Isa, ela precisa de um ombro amigo" – me fez rir amargamente, um ombro amigo, que piada. Enquanto arrumava as malas, lembranças da minha lesão inundavam minha mente, e Lucas e Isabela, aqueles ótimos atores, se aproximavam enquanto eu estava vulnerável, transformando uma amizade em traição cruel. A nova notificação de Isabela, um close no colar com a legenda "Um presente especial de alguém especial, me sentindo amada", me fez ferver o sangue: a provocação escancarada. Liguei para ela, minha voz perigosa, e sua falsa doçura desmoronou quando soube que o colar de herança da minha avó estava com ela, dado por Lucas: "Você sempre teve tudo, Sofia, por uma vez na vida, eu mereço ser feliz!". A voz de Lucas, suave e manipuladora, me disse: "Nós te amamos, Sofia", mas eu sabia que era uma mentira, e sua oferta de dinheiro para comprar meu perdão foi o insulto final. Aceitei a transferência, não por ganância, mas como indenização, um primeiro passo para minha nova vida, e desliguei o telefone, o silêncio libertador da corrente se rompendo. Bloqueei o acesso deles ao apartamento, comecei a limpeza, um expurgo de tudo que me ligava a eles, e a campainha tocou: Lucas. Sua arrogância o impediu de ver a verdade em meus olhos, e eu fechei a porta na cara dele, o clique da fechadura, definitivo, a farsa, finalmente, acabou. Na festa de reencontro da turma, eu era o centro das atenções, cochichos sobre minha lesão e Lucas e Isabela, que desfilavam como o casal real, me fizeram sentir uma estranha em minha própria vida. O jogo de Verdade ou Desafio revelou a intenção deles de me levar para Paris, mas Isabela, com sua teatralidade patética, desviou a atenção bem na hora: o segredo estava seguro, por enquanto. Numa boate barulhenta, Isabela me empurrou, e a dor lancinante no joelho me fez gritar, desmaiei, e acordei no hospital, com a notícia de outra cirurgia, mais um sonho quebrado e a enfermeira dizendo que Lucas não saíra do meu lado. Recusei vê-lo, sua preocupação falsa apenas mais uma performance, e meus pais, com sua promessa de justiça, foram meu bálsamo. Lucas e Isabela, com um teatro de auto mutilação, tentaram me manipular, mas a frieza em meus olhos os chocou: eu não me importava mais. Quinze semanas depois, recebi alta e Lucas me esperava, com o anel de noivado que um dia foi intencionado para mim, mas eu zombava da sua estupidez: "Você é mais estúpido do que eu pensava, Lucas". Naquele dia, recebi um telefonema do diretor da minha antiga escola pedindo para ser oradora da cerimônia, uma plataforma para expor a verdade, mas Lucas achou que era para Isabela. Deixei-o em sua minúscula vitória, ele não sabia que acabara de perder sua última chance. Meus pais me contaram sobre Ricardo, meu noivo arranjado de Nova York, a coincidência soava como uma benção para o novo caminho que eu começava. De repente Lucas apareceu gritando que ia para Paris comigo, mas Isabela o chamou, e ele saiu correndo, e foi então que troquei o chip do celular, cortei todos os contatos. Longe da farsa e da manipulação, embarquei no avião rumo a Nova York, para minha nova vida, sem olhar para trás. Lucas, confuso e humilhado, descobriu que eu nunca me matriculara em Paris, e a empregada, com um recado ameaçador de minha mãe, lhe entregou as lembranças do pedido de casamento. Ele entendeu, a nojeira em seus olhos enquanto olhava Isabela, nunca fora Sofia que os abandonara, foram eles que a expulsaram e agora ele estava preso às suas escolhas. Ele tentou me dar o anel, mas o apertei na mão, o diamante, uma pontada em sua pele, e Isabela, em sua fúria cega, foi atacada por fogos de artifício e teve seu rosto desfigurado. Lucas, obcecado, buscou o perdão de seus pais, que o negaram veementemente e, então, tomou uma decisão drástica, a de abandonar a universidade em prol de me encontrar. Depois de tudo, a traição dela e sua disfiguração, Isabela ligou para Lucas, pedindo ajuda, mas ele cortou o contato, ele não queria saber dela, o pesadelo estava encerrado. Mark, o dançarino arrogante, me encurralou no corredor e Ricardo interveio, revelando sua influência, para minha surpresa. Um dia, no Central Park, Lucas me acusou de traí-lo, mas Ricardo me defendeu, dizendo que éramos noivos, o que deixou Lucas furioso, mas sem reação. Minhas palavras, frias e cruéis foram como facas, Lucas implorou uma segunda chance, mas Ricardo chamou os seguranças, ele seria tirado da minha vida de uma vez por todas. No restaurante, Ricardo me pediu em casamento de verdade, e eu disse sim, em meio a lágrimas de alegria, um futuro com o amor puro de Ricardo. No dia seguinte, Lucas apareceu na academia, implorando para casar comigo, fiz uma declaração final, um beijo apaixonado em Ricardo, na frente dele, e Lucas, em um acesso de raiva e ciúme, atacou Ricardo. Os meses que se seguiram foram de recuperação, Lucas se afastou, Isabela sofreu danos cerebrais e eu me casei com Ricardo, realizei meu sonho de dançar, e Lucas no final, me observou de longe. Nossa história terminou, mas a vida continuava, e talvez, apenas talvez, houvesse uma segunda chance para todos, para a redenção, para a felicidade, para um novo começo.

O Brilho Roubado Introdução

Eu estava em meu quarto escuro, o brilho do celular agredindo meus olhos e a dor no joelho lembrando-me da carreira de dançarina que me foi tirada.

Mas a dor física não era nada perto daquele ardor no peito: uma foto postada por Isabela, minha melhor amiga, mostrava-a sorrindo, abraçada a Lucas, meu namorado de infância, no apartamento que decorei para nós.

A notificação de últimas vagas para Paris parecia zombeteira, mas a raiva me fez agir e reservar um voo, não para uma viagem romântica, mas para uma nova vida longe deles.

Levantei-me cambaleante, e o colar da minha avó, joia de família, não estava em sua caixa de veludo, mas brilhava no pescoço de Isabela na foto, profanado por sua inveja e falsidade.

Peguei nossa foto, com nossos sorrisos inocentes, antes de tudo virar uma mentira, e a joguei no lixo, o estilhaçar do vidro, um corte final com o passado que não me servia mais.

A mensagem de Lucas – "Amor, estou com a Isa, ela precisa de um ombro amigo" – me fez rir amargamente, um ombro amigo, que piada.

Enquanto arrumava as malas, lembranças da minha lesão inundavam minha mente, e Lucas e Isabela, aqueles ótimos atores, se aproximavam enquanto eu estava vulnerável, transformando uma amizade em traição cruel.

A nova notificação de Isabela, um close no colar com a legenda "Um presente especial de alguém especial, me sentindo amada", me fez ferver o sangue: a provocação escancarada.

Liguei para ela, minha voz perigosa, e sua falsa doçura desmoronou quando soube que o colar de herança da minha avó estava com ela, dado por Lucas: "Você sempre teve tudo, Sofia, por uma vez na vida, eu mereço ser feliz!".

A voz de Lucas, suave e manipuladora, me disse: "Nós te amamos, Sofia", mas eu sabia que era uma mentira, e sua oferta de dinheiro para comprar meu perdão foi o insulto final.

Aceitei a transferência, não por ganância, mas como indenização, um primeiro passo para minha nova vida, e desliguei o telefone, o silêncio libertador da corrente se rompendo.

Bloqueei o acesso deles ao apartamento, comecei a limpeza, um expurgo de tudo que me ligava a eles, e a campainha tocou: Lucas.

Sua arrogância o impediu de ver a verdade em meus olhos, e eu fechei a porta na cara dele, o clique da fechadura, definitivo, a farsa, finalmente, acabou.

Na festa de reencontro da turma, eu era o centro das atenções, cochichos sobre minha lesão e Lucas e Isabela, que desfilavam como o casal real, me fizeram sentir uma estranha em minha própria vida.

O jogo de Verdade ou Desafio revelou a intenção deles de me levar para Paris, mas Isabela, com sua teatralidade patética, desviou a atenção bem na hora: o segredo estava seguro, por enquanto.

Numa boate barulhenta, Isabela me empurrou, e a dor lancinante no joelho me fez gritar, desmaiei, e acordei no hospital, com a notícia de outra cirurgia, mais um sonho quebrado e a enfermeira dizendo que Lucas não saíra do meu lado.

Recusei vê-lo, sua preocupação falsa apenas mais uma performance, e meus pais, com sua promessa de justiça, foram meu bálsamo.

Lucas e Isabela, com um teatro de auto mutilação, tentaram me manipular, mas a frieza em meus olhos os chocou: eu não me importava mais.

Quinze semanas depois, recebi alta e Lucas me esperava, com o anel de noivado que um dia foi intencionado para mim, mas eu zombava da sua estupidez: "Você é mais estúpido do que eu pensava, Lucas".

Naquele dia, recebi um telefonema do diretor da minha antiga escola pedindo para ser oradora da cerimônia, uma plataforma para expor a verdade, mas Lucas achou que era para Isabela.

Deixei-o em sua minúscula vitória, ele não sabia que acabara de perder sua última chance.

Meus pais me contaram sobre Ricardo, meu noivo arranjado de Nova York, a coincidência soava como uma benção para o novo caminho que eu começava.

De repente Lucas apareceu gritando que ia para Paris comigo, mas Isabela o chamou, e ele saiu correndo, e foi então que troquei o chip do celular, cortei todos os contatos.

Longe da farsa e da manipulação, embarquei no avião rumo a Nova York, para minha nova vida, sem olhar para trás.

Lucas, confuso e humilhado, descobriu que eu nunca me matriculara em Paris, e a empregada, com um recado ameaçador de minha mãe, lhe entregou as lembranças do pedido de casamento.

Ele entendeu, a nojeira em seus olhos enquanto olhava Isabela, nunca fora Sofia que os abandonara, foram eles que a expulsaram e agora ele estava preso às suas escolhas.

Ele tentou me dar o anel, mas o apertei na mão, o diamante, uma pontada em sua pele, e Isabela, em sua fúria cega, foi atacada por fogos de artifício e teve seu rosto desfigurado.

Lucas, obcecado, buscou o perdão de seus pais, que o negaram veementemente e, então, tomou uma decisão drástica, a de abandonar a universidade em prol de me encontrar.

Depois de tudo, a traição dela e sua disfiguração, Isabela ligou para Lucas, pedindo ajuda, mas ele cortou o contato, ele não queria saber dela, o pesadelo estava encerrado.

Mark, o dançarino arrogante, me encurralou no corredor e Ricardo interveio, revelando sua influência, para minha surpresa.

Um dia, no Central Park, Lucas me acusou de traí-lo, mas Ricardo me defendeu, dizendo que éramos noivos, o que deixou Lucas furioso, mas sem reação.

Minhas palavras, frias e cruéis foram como facas, Lucas implorou uma segunda chance, mas Ricardo chamou os seguranças, ele seria tirado da minha vida de uma vez por todas.

No restaurante, Ricardo me pediu em casamento de verdade, e eu disse sim, em meio a lágrimas de alegria, um futuro com o amor puro de Ricardo.

No dia seguinte, Lucas apareceu na academia, implorando para casar comigo, fiz uma declaração final, um beijo apaixonado em Ricardo, na frente dele, e Lucas, em um acesso de raiva e ciúme, atacou Ricardo.

Os meses que se seguiram foram de recuperação, Lucas se afastou, Isabela sofreu danos cerebrais e eu me casei com Ricardo, realizei meu sonho de dançar, e Lucas no final, me observou de longe.

Nossa história terminou, mas a vida continuava, e talvez, apenas talvez, houvesse uma segunda chance para todos, para a redenção, para a felicidade, para um novo começo.

Continuar lendo

Outros livros de Sky

Ver Mais

Você deve gostar

Renascendo dos Escombros: O Retorno Épico de Starfall

Renascendo dos Escombros: O Retorno Épico de Starfall

Su Liao Bao Zi

Sangrando no volante do meu carro destruído, com a visão turva e o gosto de cobre na boca, usei minhas últimas forças para ligar para o meu marido. Era a minha única chance de salvação nesta tempestade. Mas quem atendeu foi o assistente dele, com uma frieza metálica: "O Sr. Wilson disse para parar com o teatro. Ele mandou avisar que não tem tempo para a sua chantagem emocional hoje." A linha ficou muda. Enquanto os paramédicos me arrastavam para fora das ferragens, vi na TV da emergência o motivo da "ocupação" dele. Meu marido estava ao vivo, cobrindo sua ex-namorada, Gema, com seu paletó para protegê-la da mesma chuva que quase me matou. O olhar dele para ela era de pura adoração. Quando voltei para a nossa cobertura para pegar minhas coisas, encontrei no bolso daquele mesmo paletó uma ultrassonografia com o nome dela. Ao me ver, ele não perguntou se eu estava bem. Ele me chamou de "decoração quebrada", jogou um cheque em branco na minha cara e congelou todos os meus cartões de crédito. "Você não é nada sem mim," ele disse, rindo com desdém. "Vai rastejar de volta em uma semana quando a fome apertar." Ele achava que tinha se casado com uma esposa troféu inútil e dependente. O que Arpão não sabia é que a "decoração" tinha uma vida secreta. Eu sou Starfall, a lenda anônima da dublagem, com milhões escondidos em contas offshore que ele nem sonha que existem. Limpei o sangue do rosto, peguei meu microfone profissional e caminhei até o estúdio da empresa dele. Não para pedir desculpas. Mas para roubar o papel principal do filme que a amante dele desesperadamente queria, e destruir o império deles com a minha voz.

Não Mais a Sra. Cooley: O Retorno da Arquiteta

Não Mais a Sra. Cooley: O Retorno da Arquiteta

Sandra

Fui ao cartório buscar uma cópia da certidão de casamento para a auditoria do fundo fiduciário do meu marido, achando que era apenas uma burocracia. O funcionário me olhou com pena e soltou a bomba: "Não há registro. O documento nunca foi devolvido. Legalmente, a senhora é solteira." Tentei argumentar, mostrando as fotos da nossa cerimônia luxuosa no Plaza, mas meu celular vibrou na hora errada. Uma notificação de álbum compartilhado apareceu na tela: "Nosso Segredinho". Ao abrir, meu sangue gelou. A primeira foto era da minha melhor amiga, Brylee, segurando um teste de gravidez positivo na varanda da nossa casa de férias. Logo abaixo, uma mensagem de texto do meu "marido", Gray: "Feliz aniversário de três anos, amor. Assim que o dinheiro do fundo cair na conta hoje, acabamos com essa farsa. Aquela estéril vai sair sem nada." A náusea me atingiu. Tudo se encaixou. Os três anos eram o prazo exato para ele acessar a herança. Eu não era uma esposa; eu era um adereço temporário. Eles não registraram o casamento de propósito para me descartarem sem divisão de bens assim que ele pegasse o dinheiro. Eu deveria estar quebrada. Deveria estar chorando na calçada. Em vez disso, peguei meu batom vermelho sangue e o apliquei com precisão cirúrgica. Entrei num táxi e, quando o motorista perguntou o destino, não dei o endereço de casa. Dei o endereço do maior inimigo comercial da família Cooley. Se eu não sou a Sra. Cooley, serei o pior pesadelo deles.

Lembranças das noites quentes de verão

Lembranças das noites quentes de verão

Roseanautora

Sabrina Rockefeller é herdeira de uma das famílias mais ricas de Noriah Norte. Tem um noivo perfeito, amigas que fariam qualquer coisa por ela e uma vida invejável. Mas uma traição em dose dupla acabou com o conto de fadas que ela vivera até aquele momento. O que ninguém esperava foi a forma como ela reagiu e lidou com toda a situação. A menina mimada decidiu largar tudo e viver aquela noite de verão como se fosse a última de sua vida. Foi num bar de beira de estrada, com um cantor de rock mais velho, dono um olhar que queimava não só seu corpo, mas também sua alma, que Sabrina conheceu os prazeres da carne e se deu ao luxo de não se preocupar com o amanhã. A jovem que não conhecia o mundo real precisou amadurecer e sofrer as consequências da decisão mais importante da sua vida. E pagou um alto preço: a liberdade, a fortuna, o amor. Depois de anos, ela precisou voltar à sua casa, rever sua família e conviver com os fantasmas do passado. Foi quando decidiu assumir seu relacionamento com seu aluno imperfeito e problemático, mas que lhe dava vida: Gui Bailey. Um casamento, uma surpresa, uma mentira, uma fuga. Uma garota mimada, um cantor de rock e um aluno problema. Uma garotinha esperta e cheia de humor, capaz de derreter até o coração de J. Rockfeller. Uma família tradicional quebrada e tentando se reconstruir por uma criança. De patricinha e herdeira à assalariada e vivendo de favor. De filha que tinha tudo à seus pés à mãe sem nenhuma noção ou experiência. Venha conhecer Sabrina e entender tudo que houve naquelas noites de verão, com a brisa fresca, o céu estrelado, onde os únicos sons que poderiam ser ouvidos eram os das ondas se quebrando no mar e os gemidos de prazer incontroláveis, que serviram de inspiração para uma música de amor que deu passaporte ao sonho e à fama de Charles B. Capa: Larissa Matos.

Capítulo
Ler agora
Baixar livro
O Brilho Roubado O Brilho Roubado Sky Romance
“Eu estava em meu quarto escuro, o brilho do celular agredindo meus olhos e a dor no joelho lembrando-me da carreira de dançarina que me foi tirada. Mas a dor física não era nada perto daquele ardor no peito: uma foto postada por Isabela, minha melhor amiga, mostrava-a sorrindo, abraçada a Lucas, meu namorado de infância, no apartamento que decorei para nós. A notificação de últimas vagas para Paris parecia zombeteira, mas a raiva me fez agir e reservar um voo, não para uma viagem romântica, mas para uma nova vida longe deles. Levantei-me cambaleante, e o colar da minha avó, joia de família, não estava em sua caixa de veludo, mas brilhava no pescoço de Isabela na foto, profanado por sua inveja e falsidade. Peguei nossa foto, com nossos sorrisos inocentes, antes de tudo virar uma mentira, e a joguei no lixo, o estilhaçar do vidro, um corte final com o passado que não me servia mais. A mensagem de Lucas – "Amor, estou com a Isa, ela precisa de um ombro amigo" – me fez rir amargamente, um ombro amigo, que piada. Enquanto arrumava as malas, lembranças da minha lesão inundavam minha mente, e Lucas e Isabela, aqueles ótimos atores, se aproximavam enquanto eu estava vulnerável, transformando uma amizade em traição cruel. A nova notificação de Isabela, um close no colar com a legenda "Um presente especial de alguém especial, me sentindo amada", me fez ferver o sangue: a provocação escancarada. Liguei para ela, minha voz perigosa, e sua falsa doçura desmoronou quando soube que o colar de herança da minha avó estava com ela, dado por Lucas: "Você sempre teve tudo, Sofia, por uma vez na vida, eu mereço ser feliz!". A voz de Lucas, suave e manipuladora, me disse: "Nós te amamos, Sofia", mas eu sabia que era uma mentira, e sua oferta de dinheiro para comprar meu perdão foi o insulto final. Aceitei a transferência, não por ganância, mas como indenização, um primeiro passo para minha nova vida, e desliguei o telefone, o silêncio libertador da corrente se rompendo. Bloqueei o acesso deles ao apartamento, comecei a limpeza, um expurgo de tudo que me ligava a eles, e a campainha tocou: Lucas. Sua arrogância o impediu de ver a verdade em meus olhos, e eu fechei a porta na cara dele, o clique da fechadura, definitivo, a farsa, finalmente, acabou. Na festa de reencontro da turma, eu era o centro das atenções, cochichos sobre minha lesão e Lucas e Isabela, que desfilavam como o casal real, me fizeram sentir uma estranha em minha própria vida. O jogo de Verdade ou Desafio revelou a intenção deles de me levar para Paris, mas Isabela, com sua teatralidade patética, desviou a atenção bem na hora: o segredo estava seguro, por enquanto. Numa boate barulhenta, Isabela me empurrou, e a dor lancinante no joelho me fez gritar, desmaiei, e acordei no hospital, com a notícia de outra cirurgia, mais um sonho quebrado e a enfermeira dizendo que Lucas não saíra do meu lado. Recusei vê-lo, sua preocupação falsa apenas mais uma performance, e meus pais, com sua promessa de justiça, foram meu bálsamo. Lucas e Isabela, com um teatro de auto mutilação, tentaram me manipular, mas a frieza em meus olhos os chocou: eu não me importava mais. Quinze semanas depois, recebi alta e Lucas me esperava, com o anel de noivado que um dia foi intencionado para mim, mas eu zombava da sua estupidez: "Você é mais estúpido do que eu pensava, Lucas". Naquele dia, recebi um telefonema do diretor da minha antiga escola pedindo para ser oradora da cerimônia, uma plataforma para expor a verdade, mas Lucas achou que era para Isabela. Deixei-o em sua minúscula vitória, ele não sabia que acabara de perder sua última chance. Meus pais me contaram sobre Ricardo, meu noivo arranjado de Nova York, a coincidência soava como uma benção para o novo caminho que eu começava. De repente Lucas apareceu gritando que ia para Paris comigo, mas Isabela o chamou, e ele saiu correndo, e foi então que troquei o chip do celular, cortei todos os contatos. Longe da farsa e da manipulação, embarquei no avião rumo a Nova York, para minha nova vida, sem olhar para trás. Lucas, confuso e humilhado, descobriu que eu nunca me matriculara em Paris, e a empregada, com um recado ameaçador de minha mãe, lhe entregou as lembranças do pedido de casamento. Ele entendeu, a nojeira em seus olhos enquanto olhava Isabela, nunca fora Sofia que os abandonara, foram eles que a expulsaram e agora ele estava preso às suas escolhas. Ele tentou me dar o anel, mas o apertei na mão, o diamante, uma pontada em sua pele, e Isabela, em sua fúria cega, foi atacada por fogos de artifício e teve seu rosto desfigurado. Lucas, obcecado, buscou o perdão de seus pais, que o negaram veementemente e, então, tomou uma decisão drástica, a de abandonar a universidade em prol de me encontrar. Depois de tudo, a traição dela e sua disfiguração, Isabela ligou para Lucas, pedindo ajuda, mas ele cortou o contato, ele não queria saber dela, o pesadelo estava encerrado. Mark, o dançarino arrogante, me encurralou no corredor e Ricardo interveio, revelando sua influência, para minha surpresa. Um dia, no Central Park, Lucas me acusou de traí-lo, mas Ricardo me defendeu, dizendo que éramos noivos, o que deixou Lucas furioso, mas sem reação. Minhas palavras, frias e cruéis foram como facas, Lucas implorou uma segunda chance, mas Ricardo chamou os seguranças, ele seria tirado da minha vida de uma vez por todas. No restaurante, Ricardo me pediu em casamento de verdade, e eu disse sim, em meio a lágrimas de alegria, um futuro com o amor puro de Ricardo. No dia seguinte, Lucas apareceu na academia, implorando para casar comigo, fiz uma declaração final, um beijo apaixonado em Ricardo, na frente dele, e Lucas, em um acesso de raiva e ciúme, atacou Ricardo. Os meses que se seguiram foram de recuperação, Lucas se afastou, Isabela sofreu danos cerebrais e eu me casei com Ricardo, realizei meu sonho de dançar, e Lucas no final, me observou de longe. Nossa história terminou, mas a vida continuava, e talvez, apenas talvez, houvesse uma segunda chance para todos, para a redenção, para a felicidade, para um novo começo.”
1

Introdução

02/07/2025

2

Capítulo 1

02/07/2025

3

Capítulo 2

02/07/2025

4

Capítulo 3

02/07/2025

5

Capítulo 4

02/07/2025

6

Capítulo 5

02/07/2025

7

Capítulo 6

02/07/2025

8

Capítulo 7

02/07/2025

9

Capítulo 8

02/07/2025

10

Capítulo 9

02/07/2025

11

Capítulo 10

02/07/2025

12

Capítulo 11

02/07/2025

13

Capítulo 12

02/07/2025

14

Capítulo 13

02/07/2025

15

Capítulo 14

02/07/2025

16

Capítulo 15

02/07/2025

17

Capítulo 16

02/07/2025

18

Capítulo 17

02/07/2025

19

Capítulo 18

02/07/2025

20

Capítulo 19

02/07/2025

21

Capítulo 20

02/07/2025

22

Capítulo 21

02/07/2025

23

Capítulo 22

02/07/2025

24

Capítulo 23

02/07/2025

25

Capítulo 24

02/07/2025

26

Capítulo 25

02/07/2025

27

Capítulo 26

02/07/2025

28

Capítulo 27

02/07/2025