Vingança Amarga: Meu Ex e Ela

Vingança Amarga: Meu Ex e Ela

Donna

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Capítulo

A dor aguda no meu peito me arrancou de um sono profundo. Lembro-me da voz fria do médico: meus pais, destruídos pela humilhação e perda de emprego, haviam falecido. Naquela vida, o mundo desabou: a "princesa da ginástica" virou "trapaceira desqualificada", e meu sonho olímpico, um pesadelo que devorou minha família. Meu coração falhou. Morri de desgosto. Mas, esperei... o cheiro familiar do ginásio, minhas mãos firmes. "Maria, você está bem? Ficou pálida de repente", disse Ana, minha "melhor amiga", com seu sorriso que agora me causava náuseas. Ao lado, Pedro, meu namorado e traidor. Os dois rostos em que mais confiei, os mesmos que me apunhalaram pelas costas. O celular confirmou o impensável: eu havia renascido um dia antes da seletiva olímpica, o dia em que tudo começou. Ana me ofereceu a mesma garrafa de água "especial" da minha memória, a armadilha deles. Desta vez, não hesitei. Recusei. Ana e Pedro se entreolharam, chocados. Essa Maria não era mais a dócil ingênua. "Estou com um pouco de náusea. Acho que vou para casa mais cedo", menti, fugindo dali. Eu não sabia para onde ir, mas sabia que não seria mais a vítima. Eu tinha um plano. Amanheceu na lan house, em meio a cheiro de salgadinhos e gritos de jogadores. Eu evadei a primeira armadilha do dopagem, mas e o resto? De repente, a tela piscou: "Escândalo no ENEM: vazam provas e polícia investiga esquema de fraude". Meu estômago gelou. Antes que eu pudesse entender, a luz caiu. Sirenes. As portas estouraram. Policiais armados. "Maria. Você está presa por fraude no exame nacional." Choque. Impossível. Meus pais, pálidos e desesperados, correram para me proteger. "O que está acontecendo? Soltem minha filha!", gritou meu pai. As pessoas cochichavam, me julgando. Minha mãe chorava. "Isso é impossível! A Maria é uma aluna exemplar!" "Filha... Você... você fez isso?", a dúvida nos olhos do meu pai me destruiu. "Não! Eu juro!", gritei, mas minha voz se perdeu. Fui arrastada enquanto o mundo me chamava de "lixo da sociedade". Pedi pelas câmeras da lan house, pelo álibi. Mas não havia nada. O sistema estava "queimado". Um policial mostrou: um pequeno adesivo de flor vermelha, do meu casaco. Era a marca deles. Então, Ana e Pedro entraram, encenando horror. Ana, com falsa angústia, "testemunhou" ter me visto com a flor no local da prova. A traição final. Eu estava presa na armadilha perfeita.

Introdução

A dor aguda no meu peito me arrancou de um sono profundo.

Lembro-me da voz fria do médico: meus pais, destruídos pela humilhação e perda de emprego, haviam falecido.

Naquela vida, o mundo desabou: a "princesa da ginástica" virou "trapaceira desqualificada", e meu sonho olímpico, um pesadelo que devorou minha família.

Meu coração falhou. Morri de desgosto. Mas, esperei... o cheiro familiar do ginásio, minhas mãos firmes.

"Maria, você está bem? Ficou pálida de repente", disse Ana, minha "melhor amiga", com seu sorriso que agora me causava náuseas. Ao lado, Pedro, meu namorado e traidor.

Os dois rostos em que mais confiei, os mesmos que me apunhalaram pelas costas.

O celular confirmou o impensável: eu havia renascido um dia antes da seletiva olímpica, o dia em que tudo começou.

Ana me ofereceu a mesma garrafa de água "especial" da minha memória, a armadilha deles.

Desta vez, não hesitei. Recusei. Ana e Pedro se entreolharam, chocados. Essa Maria não era mais a dócil ingênua.

"Estou com um pouco de náusea. Acho que vou para casa mais cedo", menti, fugindo dali.

Eu não sabia para onde ir, mas sabia que não seria mais a vítima. Eu tinha um plano.

Amanheceu na lan house, em meio a cheiro de salgadinhos e gritos de jogadores. Eu evadei a primeira armadilha do dopagem, mas e o resto?

De repente, a tela piscou: "Escândalo no ENEM: vazam provas e polícia investiga esquema de fraude".

Meu estômago gelou. Antes que eu pudesse entender, a luz caiu. Sirenes.

As portas estouraram. Policiais armados.

"Maria. Você está presa por fraude no exame nacional."

Choque. Impossível. Meus pais, pálidos e desesperados, correram para me proteger.

"O que está acontecendo? Soltem minha filha!", gritou meu pai.

As pessoas cochichavam, me julgando. Minha mãe chorava. "Isso é impossível! A Maria é uma aluna exemplar!"

"Filha... Você... você fez isso?", a dúvida nos olhos do meu pai me destruiu.

"Não! Eu juro!", gritei, mas minha voz se perdeu.

Fui arrastada enquanto o mundo me chamava de "lixo da sociedade".

Pedi pelas câmeras da lan house, pelo álibi. Mas não havia nada. O sistema estava "queimado".

Um policial mostrou: um pequeno adesivo de flor vermelha, do meu casaco. Era a marca deles.

Então, Ana e Pedro entraram, encenando horror. Ana, com falsa angústia, "testemunhou" ter me visto com a flor no local da prova. A traição final.

Eu estava presa na armadilha perfeita.

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