Sem Espaço Para o Remorso Deles

Sem Espaço Para o Remorso Deles

Shi Hua Tu

5.0
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Capítulo

A porta da mansão dos Silva se abriu, e um ar frio de ar-condicionado me atingiu. Meus pais biológicos e minha irmã Patrícia me aguardavam, cheios de uma culpa e curiosidade que me virava o estômago. Patrícia, a influenciadora perfeita, me abraçou para as câmeras, e seus olhos me desnudaram, avaliando minhas roupas simples. Eles esperavam que eu, a garota pobre recém-descoberta, fizesse um pedido grandioso, uma lista de desejos. Mas, ao invés disso, eu só tinha uma coisa em mente, uma obsessão que me manteve viva por anos. "Eu só quero estudar." A confusão nos rostos deles foi palpável; uma chef? A herdeira de um império do café queria trabalhar em uma cozinha? No jantar, Patrícia se aproximou, me acusando de querer roubar seu lugar. "Eu não quero o seu lugar", eu disse, a voz monótona. Rodrigo, meu irmão, me empurrou, me chamando de caipira e zombando da minha ambição. Para eles, eu era só uma estranha, uma anomalia em seu mundo de aparências. Na manhã seguinte, pedi dinheiro para meus estudos, e eles me olharam como se a palavra fosse estranha. Ainda zombando, Rodrigo alertou o pai para não me dar muito dinheiro. Eu não estava pedindo, eu estava informando: o prazo de matrícula para o curso intensivo terminava no dia seguinte. Eu me levantei e saí, deixando-os para trás em seu silêncio chocado. Eu era um banco, e eles, um recurso para meu único propósito: me tornar uma chef. "Júlia, querida. Bem-vinda ao seu lar."

Introdução

A porta da mansão dos Silva se abriu, e um ar frio de ar-condicionado me atingiu.

Meus pais biológicos e minha irmã Patrícia me aguardavam, cheios de uma culpa e curiosidade que me virava o estômago.

Patrícia, a influenciadora perfeita, me abraçou para as câmeras, e seus olhos me desnudaram, avaliando minhas roupas simples.

Eles esperavam que eu, a garota pobre recém-descoberta, fizesse um pedido grandioso, uma lista de desejos.

Mas, ao invés disso, eu só tinha uma coisa em mente, uma obsessão que me manteve viva por anos.

"Eu só quero estudar."

A confusão nos rostos deles foi palpável; uma chef? A herdeira de um império do café queria trabalhar em uma cozinha?

No jantar, Patrícia se aproximou, me acusando de querer roubar seu lugar.

"Eu não quero o seu lugar", eu disse, a voz monótona.

Rodrigo, meu irmão, me empurrou, me chamando de caipira e zombando da minha ambição.

Para eles, eu era só uma estranha, uma anomalia em seu mundo de aparências.

Na manhã seguinte, pedi dinheiro para meus estudos, e eles me olharam como se a palavra fosse estranha.

Ainda zombando, Rodrigo alertou o pai para não me dar muito dinheiro.

Eu não estava pedindo, eu estava informando: o prazo de matrícula para o curso intensivo terminava no dia seguinte.

Eu me levantei e saí, deixando-os para trás em seu silêncio chocado.

Eu era um banco, e eles, um recurso para meu único propósito: me tornar uma chef.

"Júlia, querida. Bem-vinda ao seu lar."

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