No Poço das Piranhas: Renascer

No Poço das Piranhas: Renascer

Alissa Nexus

5.0
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Capítulo

Na minha vida passada, como filho de um magnata do café, usei minha mente afiada para os negócios e salvei a família Silva da ruína. Para me agradecer, eles me deram a mão da filha, Sofia, em casamento, e eu achei que era um conto de fadas. Mal sabia eu que era o começo do meu inferno, um pesadelo que culminaria com Sofia me jogando em um poço de piranhas, rindo enquanto eu era dilacerado vivo. Ela me acusava da morte de Pedro, mas eu o tinha visto escapar, sozinho, com uma boia, sem sequer olhar para trás. A dor era excruciante, meu corpo sendo comido pedaço por pedaço, até que a única fuga foi morder minha própria língua para morrer. Mas então, abri os olhos novamente, de volta ao presente, prestes a ser arrastado de volta ao mesmo pesadelo. No iate de luxo, senti uma mão forte agarrar meu cabelo, era Sofia, me arrastando para a amurada do navio. "Pule! Atraia os tubarões! Salve a todos nós!", ela gritou, seus olhos cheios de desprezo, me chamando de empregado insignificante. As palavras dela me atingiram com força, a ingratidão era inacreditável, ainda mais depois de tudo o que fiz por ela. Por sua causa, na vida anterior, desenvolvi uma doença crônica, tudo por tentar salvá-la de uma situação perigosa, e ela me pagava com ódio. Quando Pedro, seu amante e um impostor, que se passava por filho de magnata do café, me acusou de sabotagem e roubo, e até o pai de Sofia se voltou contra mim, chutando-me. A multidão aplaudiu, exatamente como na vida anterior, quando me viram morrer com satisfação. Nesse instante, percebi que ela também havia renascido, e desta vez, não havia mais nada a esconder. Apesar da dor, meu olhar encontrou um pequeno grupo de crianças assustadas, e por elas, minha bondade, tratada como lixo, falou mais alto. Eu não os salvaria, eles mereciam o destino que se aproximava, mas as crianças eram inocentes. "A direção do navio está errada. Se não corrigirmos o curso em dez minutos, vamos bater em um recife!", gritei, ignorando a zombaria de Sofia e Pedro. Eles me amarraram, me chutaram, mas o baque do navio contra o recife silenciou a todos. Minha fúria cega foi consumida pela sensação de queda livre, enquanto eu, Miguel, e Verão, a única que me defendeu, éramos jogados ao mar. E assim, nasceu uma nova chance, não de vingança, mas de reescrever minha história e proteger aqueles que realmente importavam.

No Poço das Piranhas: Renascer Introdução

Na minha vida passada, como filho de um magnata do café, usei minha mente afiada para os negócios e salvei a família Silva da ruína.

Para me agradecer, eles me deram a mão da filha, Sofia, em casamento, e eu achei que era um conto de fadas.

Mal sabia eu que era o começo do meu inferno, um pesadelo que culminaria com Sofia me jogando em um poço de piranhas, rindo enquanto eu era dilacerado vivo.

Ela me acusava da morte de Pedro, mas eu o tinha visto escapar, sozinho, com uma boia, sem sequer olhar para trás.

A dor era excruciante, meu corpo sendo comido pedaço por pedaço, até que a única fuga foi morder minha própria língua para morrer.

Mas então, abri os olhos novamente, de volta ao presente, prestes a ser arrastado de volta ao mesmo pesadelo.

No iate de luxo, senti uma mão forte agarrar meu cabelo, era Sofia, me arrastando para a amurada do navio.

"Pule! Atraia os tubarões! Salve a todos nós!", ela gritou, seus olhos cheios de desprezo, me chamando de empregado insignificante.

As palavras dela me atingiram com força, a ingratidão era inacreditável, ainda mais depois de tudo o que fiz por ela.

Por sua causa, na vida anterior, desenvolvi uma doença crônica, tudo por tentar salvá-la de uma situação perigosa, e ela me pagava com ódio.

Quando Pedro, seu amante e um impostor, que se passava por filho de magnata do café, me acusou de sabotagem e roubo, e até o pai de Sofia se voltou contra mim, chutando-me.

A multidão aplaudiu, exatamente como na vida anterior, quando me viram morrer com satisfação.

Nesse instante, percebi que ela também havia renascido, e desta vez, não havia mais nada a esconder.

Apesar da dor, meu olhar encontrou um pequeno grupo de crianças assustadas, e por elas, minha bondade, tratada como lixo, falou mais alto.

Eu não os salvaria, eles mereciam o destino que se aproximava, mas as crianças eram inocentes.

"A direção do navio está errada. Se não corrigirmos o curso em dez minutos, vamos bater em um recife!", gritei, ignorando a zombaria de Sofia e Pedro.

Eles me amarraram, me chutaram, mas o baque do navio contra o recife silenciou a todos.

Minha fúria cega foi consumida pela sensação de queda livre, enquanto eu, Miguel, e Verão, a única que me defendeu, éramos jogados ao mar.

E assim, nasceu uma nova chance, não de vingança, mas de reescrever minha história e proteger aqueles que realmente importavam.

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