O Lobo Que Me Torturou, Meu Destino

O Lobo Que Me Torturou, Meu Destino

Eira

5.0
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867
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11
Capítulo

No dia em que nasci, minha tia-avó, uma bruxa poderosa, invadiu o quarto. Ela arrancou-me do berço, ignorando os gritos de minha mãe. Com um feitiço de memória, ela me substituiu por sua própria neta recém-nascida, enviando-me para a casa de um líder lobo, sob a mentira de que eu era a filha trocada. Por cem anos, fui torturada: meu sangue, pulsando com magia milenar, era colhido secretamente para fortalecer Elara, a garota que todos acreditavam ser eu. Ela fazia cortes profundos em mim, usando-me como isca para atrair bestas, roubando suas joias mágicas para Elara. Meu corpo, quebrado e curado repetidamente, tornou-se aleijado e coberto de cicatrizes. Tornei-me a "Chapeuzinho Vermelho" mais feia da aldeia, alvo de desprezo e zombaria. Enquanto isso, Elara florescia, linda e poderosa, alimentada pela minha dor e por tudo o que foi roubado de mim. Hoje, no dia em que o líder anunciaria seu sucessor, a tia-avó Lira, com lágrimas de crocodilo, revelou a "verdade" da troca. "Elara... Elara é minha neta! E essa... essa coisa é sua verdadeira filha." A clareira silenciou, o choque transformando-se em nojo e ódio direcionados a mim. Luna, a esposa do líder, a única que me mostrou bondade, desmaiou, dominada pelo horror da verdade exposta. Fui arrastada, jogada ao chão, humilhada diante de todos, enquanto Lira rasgava minha pele com uma adaga, jogando um pedaço em um caldeirão para "purificar" a matilha. Eu guardava um segredo maior: a troca não era apenas sobre poder. Era sobre vingança. Você não sabia que Lira tramou a morte dos meus verdadeiros pais, seus inimigos. Zeke, o líder, me chutou no estômago, amordaçando-me magicamente para que eu não pudesse falar. Mas eu sorri por baixo do capuz: essa humilhação era apenas o prelúdio. A plateia esperava o meu fim. E eu, o começo. Eu esperei.

Introdução

No dia em que nasci, minha tia-avó, uma bruxa poderosa, invadiu o quarto.

Ela arrancou-me do berço, ignorando os gritos de minha mãe.

Com um feitiço de memória, ela me substituiu por sua própria neta recém-nascida, enviando-me para a casa de um líder lobo, sob a mentira de que eu era a filha trocada.

Por cem anos, fui torturada: meu sangue, pulsando com magia milenar, era colhido secretamente para fortalecer Elara, a garota que todos acreditavam ser eu.

Ela fazia cortes profundos em mim, usando-me como isca para atrair bestas, roubando suas joias mágicas para Elara.

Meu corpo, quebrado e curado repetidamente, tornou-se aleijado e coberto de cicatrizes.

Tornei-me a "Chapeuzinho Vermelho" mais feia da aldeia, alvo de desprezo e zombaria.

Enquanto isso, Elara florescia, linda e poderosa, alimentada pela minha dor e por tudo o que foi roubado de mim.

Hoje, no dia em que o líder anunciaria seu sucessor, a tia-avó Lira, com lágrimas de crocodilo, revelou a "verdade" da troca.

"Elara... Elara é minha neta! E essa... essa coisa é sua verdadeira filha."

A clareira silenciou, o choque transformando-se em nojo e ódio direcionados a mim.

Luna, a esposa do líder, a única que me mostrou bondade, desmaiou, dominada pelo horror da verdade exposta.

Fui arrastada, jogada ao chão, humilhada diante de todos, enquanto Lira rasgava minha pele com uma adaga, jogando um pedaço em um caldeirão para "purificar" a matilha.

Eu guardava um segredo maior: a troca não era apenas sobre poder.

Era sobre vingança. Você não sabia que Lira tramou a morte dos meus verdadeiros pais, seus inimigos.

Zeke, o líder, me chutou no estômago, amordaçando-me magicamente para que eu não pudesse falar.

Mas eu sorri por baixo do capuz: essa humilhação era apenas o prelúdio.

A plateia esperava o meu fim.

E eu, o começo. Eu esperei.

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