Ele Acabou com o Nosso Para Sempre

Ele Acabou com o Nosso Para Sempre

Gavin

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Capítulo

Esta noite, meu namorado de sete anos, Bernardo Castilho, deveria me pedir em casamento. Nosso futuro era um quadro perfeito, planejado nos mínimos detalhes. Mas uma única ligação despedaçou tudo. Uma voz misteriosa o convenceu de que eu era uma interesseira que o levaria à ruína, e que outra mulher, Jéssica Fontes, era sua verdadeira alma gêmea. Ele cancelou nosso noivado na mesma hora. Isso foi apenas o começo do meu pesadelo. Fui perseguida por um homem obcecado por Jéssica, um confronto que terminou comigo caindo de um terraço e estilhaçando meu braço. Depois, fui sequestrada por uma agência suspeita, presa por um contrato que Jéssica havia assinado em meu nome. Eu estava vivendo o destino horrível que era para ser dela. Bernardo, o homem que me prometeu a eternidade, me abandonou para sofrer enquanto defendia a mesma mulher que orquestrou meu tormento. Deitada em uma cama de hospital, recebi uma carta de aceitação para uma bolsa de estudos de design em Paris. Era minha única fuga. Eu aceitei, deixando para trás o homem que me destruiu e a vida que ele arruinou.

Capítulo 1

Esta noite, meu namorado de sete anos, Bernardo Castilho, deveria me pedir em casamento. Nosso futuro era um quadro perfeito, planejado nos mínimos detalhes.

Mas uma única ligação despedaçou tudo. Uma voz misteriosa o convenceu de que eu era uma interesseira que o levaria à ruína, e que outra mulher, Jéssica Fontes, era sua verdadeira alma gêmea.

Ele cancelou nosso noivado na mesma hora.

Isso foi apenas o começo do meu pesadelo. Fui perseguida por um homem obcecado por Jéssica, um confronto que terminou comigo caindo de um terraço e estilhaçando meu braço. Depois, fui sequestrada por uma agência suspeita, presa por um contrato que Jéssica havia assinado em meu nome. Eu estava vivendo o destino horrível que era para ser dela.

Bernardo, o homem que me prometeu a eternidade, me abandonou para sofrer enquanto defendia a mesma mulher que orquestrou meu tormento.

Deitada em uma cama de hospital, recebi uma carta de aceitação para uma bolsa de estudos de design em Paris. Era minha única fuga. Eu aceitei, deixando para trás o homem que me destruiu e a vida que ele arruinou.

Capítulo 1

O ar no grande salão de festas da universidade estava denso de expectativa. Não apenas pelos discursos inevitáveis, o tilintar das taças de champanhe ou as despedidas finais. Para mim, Amanda Siqueira, era por um único momento: Bernardo Castilho, meu namorado há sete anos, se ajoelhando. Todo mundo sabia que ia acontecer. Os sussurros nos seguiam como uma segunda sombra. Bernardo, o queridinho da cidade, herdeiro de uma fortuna imobiliária, e eu, sua talentosa namorada estudante de design de moda. Esta noite era a nossa noite. O nosso futuro.

Eu o observava do outro lado do salão, seu cabelo escuro capturando a luz, seu perfil nítido e confiante enquanto conversava com um reitor. Meu coração martelava, um tambor frenético contra minhas costelas. Sete anos. Uma vida inteira para nós. Tínhamos planejado tudo, cada detalhe de nossas vidas, até o tipo de cachorro que teríamos. Alisei o tecido do vestido que eu mesma desenhei, uma seda rosa-claro suave que brilhava a cada respiração. Era minha ode ao nosso amor, ao futuro em que eu acreditava.

Então, o celular dele vibrou. Ele olhou, uma sombra de irritação em seu rosto, depois se desculpou, indo para o nicho mais silencioso perto da entrada principal. Tentei não encarar, mas meus olhos estavam grudados nele. Ele atendeu, sua voz baixa, quase um sussurro. Eu mal conseguia distinguir as palavras, mas a tensão em seus ombros era uma linguagem que eu entendia. Algo estava errado.

"Não, isso é impossível", Bernardo murmurou, de costas para mim. Sua mão se fechou em torno do telefone, os nós dos dedos brancos. "Como... como você sabia disso?" Houve uma pausa, um silêncio longo e agonizante. Minha respiração ficou presa. Ele estava ouvindo, realmente ouvindo, o que quer que estivesse sendo dito do outro lado.

"Amanda? Uma interesseira?" Sua voz estava mais alta agora, com um tom que eu não conseguia identificar - descrença, talvez, mas também uma pitada arrepiante de consideração. "Ela me levaria à falência?" As palavras cortaram o zumbido da festa, encontrando seu caminho até mim. Meu sangue gelou. Interesseira? Eu? Senti uma onda de náusea.

Ele ouviu novamente, a cabeça baixa. "Jéssica Fontes? Minha verdadeira alma gêmea?" Minha visão embaçou. Jéssica Fontes. Uma bolsista. O nome dela era como um caco de vidro no meu ouvido. A família de Bernardo a patrocinava. Ela era uma colega de design, sempre por perto, sempre um pouco próxima demais.

"O acidente... você previu?" A voz de Bernardo era quase inaudível, mas eu ouvi. O pequeno acidente de carro que ele teve na semana passada, uma batida leve que o abalou mais do que ele admitiu. Ele tinha descartado como má sorte. Mas agora... a pessoa na linha tinha previsto? Um arrepio percorreu minha espinha. A conversa continuou, abafada e urgente. Eu não conseguia ouvir as frases exatas, mas a postura de Bernardo enrijeceu ainda mais. Ele continuava olhando na minha direção, uma estranha mistura de suspeita e confusão em seus olhos.

Meu coração parecia estar se partindo, pedaço por pedaço agonizante. Interesseira? Levá-lo à falência? Jéssica Fontes? Minha mente girava. O que era isso? Uma piada cruel? Um mal-entendido? Eu queria correr até lá, exigir respostas, mas meus pés estavam presos no chão, pesados como chumbo.

Ele encerrou a ligação, lentamente, como se estivesse em transe. Ele se virou, seus olhos varrendo o salão, e então pousaram em mim. O calor havia desaparecido. Substituído por um olhar frio e calculista que eu nunca tinha visto direcionado a mim. O olhar de um estranho. Ele começou a andar em minha direção, e eu me preparei, meu estômago se revirando.

"Amanda", ele disse, sua voz plana, desprovida de emoção. "Eu... eu não posso fazer isso."

Meu mundo inclinou. "Fazer o quê, Bê?" sussurrei, minha garganta apertada. Eu sabia. Eu já sabia.

"O pedido. Esta noite. Está cancelado." Suas palavras eram concretas, pesadas, como pedras jogadas em águas paradas.

Meus joelhos fraquejaram. Agarrei as costas de uma cadeira próxima para me firmar. O vestido de seda rosa de repente pareceu uma mortalha. Eu o encarei, procurando em seus olhos qualquer vestígio do homem que eu amava, o homem que me prometeu a eternidade. Não havia nada. Apenas um muro.

Lembrei-me de Jéssica. Ela estava sempre lá, uma presença silenciosa. Eu a via com frequência no ateliê de design, seus olhos, embora geralmente baixos, pareciam seguir Bernardo. De repente, cada olhar demorado, cada risada compartilhada que Bernardo teve com ela, passou pela minha mente como uma montagem horrível. Ele a mencionava com frequência, como ela era trabalhadora, como era grata pela bolsa de estudos de sua família. Eu tinha descartado como gentileza. Agora, uma sensação doentia se contorcia em meu estômago.

Ele era o meu Bernardo. Meu Bernardo estável e amoroso. Ele não acreditaria em mentiras tão maliciosas. Acreditaria? Minha mente gritava, mas meus lábios permaneceram selados. Lembrei-me de uma conversa que tivemos na semana passada, sentados em um banco de parque. Ele havia confessado sua insegurança mais profunda, um medo de que as pessoas estivessem apenas atrás do dinheiro de sua família. Eu tinha rido, garantindo-lhe que meu amor era real, que sua riqueza não significava nada para mim. Ele sorriu, apertando minha mão, parecendo tranquilizado. Agora, essa mesma insegurança estava sendo usada como arma contra mim.

Bernardo viu o choque em meu rosto. Ele estendeu a mão para tocar meu braço, mas eu me afastei, como se estivesse queimada. Sua mão caiu. "Amanda, eu..."

Antes que ele pudesse terminar, uma voz suave interrompeu. "Bernardo? Está tudo bem? Eu vi você sair." Jéssica Fontes estava ao nosso lado, seus olhos grandes e inocentes, uma pequena carranca preocupada em seu rosto. Ela olhou diretamente para Bernardo, ignorando-me completamente.

A expressão de Bernardo suavizou, uma mudança sutil que pareceu um soco no meu estômago. "Jéssica. Está tudo bem. Só... uma ligação rápida." Ele ofereceu a ela um sorriso pequeno e tranquilizador. Era um sorriso que ele costumava reservar para mim.

Minha garganta estava se fechando. Eu não conseguia respirar. Senti-me presa, sufocada pelo perfume forte dos outros convidados, pelo tilintar dos copos. Meus olhos dispararam entre eles. O jeito que Bernardo olhava para ela, o jeito que ela olhava para ele. As palavras do interlocutor ecoaram: Jéssica Fontes, sua verdadeira alma gêmea.

Ele me viu olhando para ela, depois de volta para ele. Um lampejo de culpa, ou talvez apenas exasperação, cruzou seu rosto. "Amanda, preciso de um pouco de espaço. Podemos conversar mais tarde."

"Espaço?" Minha voz era pouco mais que um sussurro rouco. "Depois de sete anos? Esta noite?"

Ele não respondeu. Ele se virou ligeiramente, sua atenção já se desviando de volta para Jéssica, que agora puxava sutilmente sua manga, seus olhos ainda arregalados com falsa preocupação.

Meu olhar pousou na bolsa de mão de Jéssica. Um pequeno e intrincado bordado de uma fênix renascendo das chamas. Era surpreendentemente semelhante a um motivo que eu vinha desenvolvendo para minha coleção final, um símbolo da minha própria resiliência. Eu tinha mostrado a Bernardo alguns esboços no mês passado, animada com seu potencial. Uma onda fria me percorreu. Não. Não podia ser.

"Esse design é seu, Jéssica?" perguntei, minha voz perigosamente uniforme.

Jéssica olhou para sua bolsa, depois de volta para mim, um sorriso minúsculo, quase imperceptível, brincando em seus lábios antes de desaparecer. "Ah, isso? Apenas algo que eu fiz. Sempre amei fênix, sabe?" Ela inclinou a cabeça, seu olhar desafiador, mas envolto em falsa inocência.

Bernardo interveio, sua voz mais áspera do que eu já tinha ouvido direcionada a mim. "Amanda, o que há de errado com você? É só uma bolsa." Ele olhou para Jéssica se desculpando. "Jéssica trabalhou tanto. Ela merece se expressar."

"Trabalhou tanto? Ou copiou?" sibilei, as palavras com gosto de cinzas na minha boca.

A mandíbula de Bernardo se contraiu. "Já chega. Você vai acusar todo estudante de design de te copiar agora? Só porque a Jéssica é talentosa não significa que ela está roubando de você." Ele colocou uma mão reconfortante no braço de Jéssica. "Não se preocupe com ela, Jéssica. A pressão está a afetando. Nós vamos ficar bem. Certo?" Ele olhou para Jéssica, que assentiu docilmente, seus olhos ainda baixos.

A negação pública, a defesa imediata de Jéssica, o descarte dos meus sentimentos. Foi um golpe triplo. Meu coração, já machucado, parecia finalmente estar se estilhaçando. Ele não apenas cancelou o pedido. Ele cancelou a gente. E ele fez isso na frente dela.

"Não há nada para conversar, Bernardo", eu disse, minha voz oca. "Acho que entendi tudo o que preciso saber." Virei-me, ignorando sua expressão atordoada, ignorando o olhar triunfante de Jéssica. Saí do salão de festas, longe das luzes brilhantes, longe dos pedaços estilhaçados do meu sonho de sete anos.

Meu celular vibrou na minha mão. Era um e-mail. A prestigiosa bolsa de estudos de design de moda da École de la Chambre Syndicale de la Couture Parisienne. Eu havia me inscrito meses atrás, um plano B, uma esperança selvagem. Eu quase tinha me esquecido. Parabéns, Amanda Siqueira. Seu talento lhe garantiu uma vaga.

Parei na saída, o ar frio da noite batendo em meu rosto. Uma risada amarga escapou dos meus lábios. Bernardo queria que eu abandonasse minha carreira após a formatura, para focar em sua família, em nosso futuro. Ele disse que sempre apoiaria meus sonhos, mas esta noite, ele me mostrou o que seu apoio realmente significava.

Respirei fundo, o frio cortando meus pulmões. Meus dedos voaram pela tela. Aceitar bolsa. Estarei aí. Não havia mais volta.

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