O voto de uma mãe esquecida

O voto de uma mãe esquecida

Beckett Grey

Moderno | 1  Cap. / dia
5.0
Comentário(s)
100K
Leituras
215
Capítulo

O amor de Isabelle por Kolton permaneceu impecável por quinze anos, até o dia em que ela deu à luz seus filhos e entrou em coma. Kolton se inclinou em seu ouvido e sussurrou: "Agora, você não tem mais importância para mim." Mais tarde, os gêmeos seguraram a mão de outra mulher e a chamaram de "mamãe", o que despedaçou o coração de Isabelle. Foi então que ela acordou, pediu o divórcio e desapareceu. Por fim, Kolton percebeu as marcas que ela havia deixado em sua vida, mas já era tarde demais. Quando os dois se encontraram novamente, Isabelle, radiante e inabalável, já se tornou uma renomada médica e a noiva de um magnata. Consumido por um ciúme doentio, Kolton apertou o copo na mão com tanta força que o estilhaçou. Ele ainda acreditava que, assim que tomasse uma atitude, Isabelle voltaria para ele. Afinal, ela o havia amado profundamente.

O voto de uma mãe esquecida Capítulo 1 Cinco anos

Após passar cinco longos anos em coma, Isabelle Reed finalmente conseguiu recuperar o controle do corpo e se mover novamente.

A voz profunda e aveludada do seu marido, Kolton Reed, ecoava na sua cabeça.

Ela ainda conseguia sentir a mão dele acariciando seu rosto enquanto ele murmurava: "Belle, você não me serve para nada agora. Durma para sempre e nunca mais acorde."

O desgraçado sem coração!

Isabelle cerrou os punhos com firmeza, lutando contra a onda de náusea que revirava seu estômago.

Ela conheceu Kolton quando tinha doze anos. Aos vinte, tornou-se sua esposa. Aos vinte e dois, sofreu um acidente durante o parto e entrou em coma.

Os médicos disseram que seu corpo estava funcionando, mas sua mente havia desaparecido, sem consciência, sem percepção - tinha se tornado uma casca viva.

Mas na verdade, Isabelle estava totalmente consciente. Ela podia sentir e ouvir, só que não conseguia acordar.

E esse estado de impotência permitiu que ela descobrisse a verdade sobre o homem que amava.

Uma enfermeira bateu na porta e entrou para avisar Kolton: "Senhor Reed, o horário de visita acabou."

Os lábios de Kolton se curvaram no seu sorriso encantador e polido enquanto ele acenava com a cabeça.

Antes de sair, ele se inclinou e deu um beijo carinhoso na testa de Isabelle, assim como já havia feito inúmeras vezes. "Acorde logo, Belle. Estarei sempre aqui, esperando e te amando."

Isabelle zombou internamente.

Não era uma pena que sua atuação estivesse sendo completamente desperdiçada com ela, sua esposa imóvel?

Do lado de fora, duas enfermeiras, no entanto, estavam enfeitiçadas, o observndo partir.

"O senhor Reed é o marido perfeito", sussurrou uma delas. "Cinco anos, e ele ainda vem toda semana."

"Ele é bonito, rico e livre de escândalos", disse a outra com um suspiro. "Tantas mulheres se jogam em cima dele, mas ele permanece fiel. Isso é realmente impressionante. Isabelle é verdadeiramente a mulher mais sortuda do mundo por ter um marido tão ideal!"

Um marido "ideal"?

Isabelle sorriu amargamente diante da ironia.

Se elas ao menos soubessem que ele a usou para subir na vida, esgotou seu valor como mãe e depois rezou para que ela ficasse nessa cama de hospital para sempre.

Chutando o cobertor para o lado, Isabelle tentou se levantar. Mas depois de cinco anos imóvel, seu corpo a traiu. Seus músculos estavam inúteis, suas pernas cederam e ela caiu pesadamente.

Ela suportou a dor e se arrastou pelo chão até a janela.

Lá fora, um elegante Bentley preto esperava.

Era o presente de aniversário de casamento que Kolton havia lhe dado, com a placa configurada para o dia do seu aniversário.

Naquela época, ela estava radiante de felicidade, se aninhando nos braços dele e perguntando: "Kolton, você realmente me ama?"

Ele havia sorrido, a beijado docemente e respondido: "Bobinha, você é minha esposa. Claro que te amo. Belle, este é apenas o nosso primeiro ano juntos. Temos muitos mais anos pela frente."

Então isso era amor? Um papel que ele podia desempenhar sem esforço.

Agora, Isabelle observava a secretária de Kolton, Joelle Murphy, sair do Bentley, desfilando com arrogância como se fosse a dona do carro, andando com confiança nos seus saltos altos.

Ela se aproximou de Kolton com um sorriso, tropeçou em algo e caiu para frente.

Kolton correu, segurando-a antes que ela pudesse atingir o chão.

Isabelle nunca havia visto Kolton com aquele olhar de preocupação antes.

Para Kolton, ela era inquebrável, imune à dor ou ao cansaço, e sempre dócil, como um animal de estimação treinado para obedecer.

Um único gesto era tudo o que bastava para que ele a tivesse à sua disposição.

Quando Isabelle se formou na faculdade, recebeu uma proposta de emprego num instituto de pesquisa médica de renome mundial.

Mas no momento em que Kolton disse: "Belle, fique. Preciso de você", ela parou no portão de embarque e deu as costas ao seu futuro, optando por se tornar sua esposa.

Depois que se casaram, ela se dedicou totalmente a apoiar Kolton, levando seu corpo ao limite até sofrer uma hemorragia estomacal. No fim, ela criou um medicamento inovador que consolidou a ascensão dele no Grupo Sky, rendendo-lhe o título de diretor mais jovem da história do conselho.

Naquela época, Kolton havia prometido cuidar dela por toda a vida. E ela acreditara tolamente.

As lembranças perfuraram Isabelle como uma lâmina cega, deixando-a trêmula de agonia.

Lágrimas escorriam dos cantos dos seus olhos, amargas na sua língua.

Lá fora, Joelle abriu um sorriso doce, dando um beijo rápido na bochecha de Kolton.

A cena fez o estômago de Isabelle revirar.

Então, a porta traseira do carro se abriu.

Isabelle avistou seus gêmeos, Emily e James Reed, as crianças pelas quais ela quase deu a vida, saindo do carro.

Eles pareciam radiantes, quase angelicais.

"Jim! Emmy!" O coração de Isabelle se encheu de um amor doloroso, sua mão pressionando desesperadamente o vidro.

Mas as crianças se jogaram nos braços de Joelle, beijando suas bochechas com devoção.

Kolton estava ao lado deles, com um sorriso suave e carinhoso.

A cena dessa "família" de quatro pessoas perfurou o peito de Isabelle como agulhas.

Nesses cinco anos, Kolton quase não levou os gêmeos para vê-la.

Ela se lembrava vividamente de uma visita em que Joelle havia vindo junto. Sem mais ninguém por perto, Joelle convenceu Emily a chamá-la de "mamãe" bem na frente dela. Naquele momento, tudo o que ela queria era despedaçar Joelle.

Isabelle apoiou as palmas das mãos no vidro, olhando para fora com uma expressão determinada no rosto.

Ela poderia descartar Kolton como lixo, mas seus filhos eram sua própria carne e sangue, então iria recuperá-los.

Como se sentisse algo, Emily de repente olhou para a janela.

Seus olhos se encontraram com os de Isabelle.

Isabelle instintivamente alisou seu cabelo bagunçado e forçou um sorriso gentil. Mas o rosto de Emily se contorceu de medo e ela se agarrou a Joelle, tremendo.

O coração de Isabelle afundou. Sua filha estava com medo dela!

"Papai, Joelle, tem alguém ali!" Emily apontou para a janela.

Kolton olhou para cima, um olhar intrigado aparecendo no seu rosto.

Aquele era o quarto de Isabelle! Mas não havia ninguém na janela.

"Emmy, talvez você tenha imaginado?", ele perguntou cuidadosamente.

"Não!" Emily balançou a cabeça, insistente. "Vi uma mulher com cabelo comprido."

Kolton franziu a testa, prestes a responder quando seu celular vibrou.

A chamada era de Roderick Ward, o médico responsável por Isabelle.

Kolton atendeu a ligação. "Doutor Ward?"

"Senhor Reed!" A voz do médico tremia de emoção. "Notícia maravilhosa! Sua esposa recuperou a consciência!"

Continuar lendo

Você deve gostar

A Luna Preciosa do Rei Licantropo

A Luna Preciosa do Rei Licantropo

Jhasmheen Oneal

Narine nunca esperou sobreviver, não depois do que fizeram com seu corpo, mente e alma, mas o destino tinha outros planos. Resgatada por Sargis, Alfa Supremo e governante mais temido do reino, ela se via sob a proteção de um homem que não conhecia... e de um vínculo que não compreendia. Sargis não era estranho ao sacrifício. Implacável, ambicioso e leal ao vínculo sagrado de companheiro, ele havia passado anos buscando a alma que o destino lhe prometeu, nunca imaginando que ela chegaria a ele quebrada, quase morrendo e com medo de tudo. Ele nunca teve a intenção de se apaixonar por ela... mas se apaixonou, intensamente e rapidamente. E ele faria de tudo para impedir que alguém a machucasse novamente. O que começava em silêncio entre duas almas fragmentadas lentamente se transformou em algo íntimo e real, mas a cura nunca seguia um caminho reto. Com o passado perseguindo-os e o futuro por um fio, o vínculo deles foi testado repetidamente. Afinal, se apaixonar é uma coisa, e sobreviver a isso é uma batalha por si só. Narine precisava decidir se poderia sobreviver sendo amada por um homem que queimava como fogo, quando tudo o que ela sempre sabia era como não sentir nada? Ela se encolheria em nome da paz ou se ergueria como Rainha pelo bem da alma dele? Para leitores que acreditam que mesmo as almas mais fragmentadas podem se tornar inteiras novamente, e que o verdadeiro amor não te salva, mas estará ao seu lado quando você se salvar.

Renascendo dos Escombros: O Retorno Épico de Starfall

Renascendo dos Escombros: O Retorno Épico de Starfall

Su Liao Bao Zi

Sangrando no volante do meu carro destruído, com a visão turva e o gosto de cobre na boca, usei minhas últimas forças para ligar para o meu marido. Era a minha única chance de salvação nesta tempestade. Mas quem atendeu foi o assistente dele, com uma frieza metálica: "O Sr. Wilson disse para parar com o teatro. Ele mandou avisar que não tem tempo para a sua chantagem emocional hoje." A linha ficou muda. Enquanto os paramédicos me arrastavam para fora das ferragens, vi na TV da emergência o motivo da "ocupação" dele. Meu marido estava ao vivo, cobrindo sua ex-namorada, Gema, com seu paletó para protegê-la da mesma chuva que quase me matou. O olhar dele para ela era de pura adoração. Quando voltei para a nossa cobertura para pegar minhas coisas, encontrei no bolso daquele mesmo paletó uma ultrassonografia com o nome dela. Ao me ver, ele não perguntou se eu estava bem. Ele me chamou de "decoração quebrada", jogou um cheque em branco na minha cara e congelou todos os meus cartões de crédito. "Você não é nada sem mim," ele disse, rindo com desdém. "Vai rastejar de volta em uma semana quando a fome apertar." Ele achava que tinha se casado com uma esposa troféu inútil e dependente. O que Arpão não sabia é que a "decoração" tinha uma vida secreta. Eu sou Starfall, a lenda anônima da dublagem, com milhões escondidos em contas offshore que ele nem sonha que existem. Limpei o sangue do rosto, peguei meu microfone profissional e caminhei até o estúdio da empresa dele. Não para pedir desculpas. Mas para roubar o papel principal do filme que a amante dele desesperadamente queria, e destruir o império deles com a minha voz.

Não Mais a Sra. Cooley: O Retorno da Arquiteta

Não Mais a Sra. Cooley: O Retorno da Arquiteta

Sandra

Fui ao cartório buscar uma cópia da certidão de casamento para a auditoria do fundo fiduciário do meu marido, achando que era apenas uma burocracia. O funcionário me olhou com pena e soltou a bomba: "Não há registro. O documento nunca foi devolvido. Legalmente, a senhora é solteira." Tentei argumentar, mostrando as fotos da nossa cerimônia luxuosa no Plaza, mas meu celular vibrou na hora errada. Uma notificação de álbum compartilhado apareceu na tela: "Nosso Segredinho". Ao abrir, meu sangue gelou. A primeira foto era da minha melhor amiga, Brylee, segurando um teste de gravidez positivo na varanda da nossa casa de férias. Logo abaixo, uma mensagem de texto do meu "marido", Gray: "Feliz aniversário de três anos, amor. Assim que o dinheiro do fundo cair na conta hoje, acabamos com essa farsa. Aquela estéril vai sair sem nada." A náusea me atingiu. Tudo se encaixou. Os três anos eram o prazo exato para ele acessar a herança. Eu não era uma esposa; eu era um adereço temporário. Eles não registraram o casamento de propósito para me descartarem sem divisão de bens assim que ele pegasse o dinheiro. Eu deveria estar quebrada. Deveria estar chorando na calçada. Em vez disso, peguei meu batom vermelho sangue e o apliquei com precisão cirúrgica. Entrei num táxi e, quando o motorista perguntou o destino, não dei o endereço de casa. Dei o endereço do maior inimigo comercial da família Cooley. Se eu não sou a Sra. Cooley, serei o pior pesadelo deles.

Capítulo
Ler agora
Baixar livro
O voto de uma mãe esquecida O voto de uma mãe esquecida Beckett Grey Moderno
“O amor de Isabelle por Kolton permaneceu impecável por quinze anos, até o dia em que ela deu à luz seus filhos e entrou em coma. Kolton se inclinou em seu ouvido e sussurrou: "Agora, você não tem mais importância para mim." Mais tarde, os gêmeos seguraram a mão de outra mulher e a chamaram de "mamãe", o que despedaçou o coração de Isabelle. Foi então que ela acordou, pediu o divórcio e desapareceu. Por fim, Kolton percebeu as marcas que ela havia deixado em sua vida, mas já era tarde demais. Quando os dois se encontraram novamente, Isabelle, radiante e inabalável, já se tornou uma renomada médica e a noiva de um magnata. Consumido por um ciúme doentio, Kolton apertou o copo na mão com tanta força que o estilhaçou. Ele ainda acreditava que, assim que tomasse uma atitude, Isabelle voltaria para ele. Afinal, ela o havia amado profundamente.”
1

Capítulo 1 Cinco anos

19/12/2025

2

Capítulo 2 Fingindo estar cega

19/12/2025

3

Capítulo 3 Posso te abraçar

19/12/2025

4

Capítulo 4 Não valeu a pena

20/12/2025

5

Capítulo 5 Eu não te amo mais

21/12/2025

6

Capítulo 6 Que incômodo Isabelle era!

22/12/2025

7

Capítulo 7 A esposa perfeita

22/12/2025

8

Capítulo 8 Os amigos dele menosprezavam Isabelle

22/12/2025

9

Capítulo 9 Eles já se conheciam desde a época da faculdade

22/12/2025

10

Capítulo 10 Talvez fosse isso que ele sempre queria

22/12/2025

11

Capítulo 11 Sete anos

22/12/2025

12

Capítulo 12 Agora, ela viveria para si mesma

22/12/2025

13

Capítulo 13 De quem gosta mais

22/12/2025

14

Capítulo 14 Não vou te deixar novamente

22/12/2025

15

Capítulo 15 Pelo visto, nunca vai se livrar dela

22/12/2025

16

Capítulo 16 Não vou abrir mão deles

22/12/2025

17

Capítulo 17 Pedindo desculpas a Joelle

22/12/2025

18

Capítulo 18 Ela ainda está bem da cabeça

22/12/2025

19

Capítulo 19 Ela será abandonada mais cedo ou mais tarde

22/12/2025

20

Capítulo 20 A opinião dele não significava nada para ela

22/12/2025

21

Capítulo 21 Que tipo de jogo você está jogando

22/12/2025

22

Capítulo 22 Em breve, você será a senhora Reed

22/12/2025

23

Capítulo 23 Voltarei a trabalhar em alguns dias

22/12/2025

24

Capítulo 24 Sua filha de cinco anos estava tramando

22/12/2025

25

Capítulo 25 Vou fazer com que meu filho se livre dela

22/12/2025

26

Capítulo 26 A confiança cega

22/12/2025

27

Capítulo 27 Ousa roubar minha pulseira

22/12/2025

28

Capítulo 28 A pulseira não foi roubada por ela

22/12/2025

29

Capítulo 29 Não chamem a polícia

22/12/2025

30

Capítulo 30 Vamos pedir desculpas juntos

22/12/2025

31

Capítulo 31 O vídeo

22/12/2025

32

Capítulo 32 Alguém estava prestes a ter um dia muito ruim

22/12/2025

33

Capítulo 33 Emily já considerava Joelle como sua mãe

22/12/2025

34

Capítulo 34 Foi só um sonho

22/12/2025

35

Capítulo 35 A esposa de Kolton

22/12/2025

36

Capítulo 36 Pai, você não gosta da mamãe

22/12/2025

37

Capítulo 37 Qual era o sobrenome dele

22/12/2025

38

Capítulo 38 Por que está me evitando

22/12/2025

39

Capítulo 39 Você me bateu

22/12/2025

40

Capítulo 40 Um brinde

22/12/2025